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Beregning av case

Gerações são faixas de tempo que comportam os anos de nascimento de indivíduos e que compartilham características similares que foram formadas por eventos e circunstâncias que permearam as suas vidas (HOWE; STRAUS, 2007).

Este assunto foi pontuado nas respostas ao questionário, conforme os exemplos abaixo:

Entrevistado # 6: “A geração mais antiga busca o fator relacional, enquanto a

geração mais nova acha que e-mails são suficientes para fazer a conversação. A geração mais antiga se sente confortável trabalhando no chão de fábrica para entender, enquanto a geração mais nova prefere sistemas e networks de TI. Os dois extremos devem ser conectados por um sistema híbrido que funcione para as duas situações de forma a proporcionar o engajamento de todos”.

Entrevistado # 9: “Diferentes gerações requerem treinamento e fontes diferentes.

Baby Boomers gastam tempo e fazem a leitura de procedimentos longos. Porém, não tente ensiná-los com sistemas de ERP complicados e com lógica diferente da Microsoft – eles vão ter dificuldades com isto. Por outro lado, iGen não gastará nenhum tempo para aprender, exceto se for alegre e existir um aplicativo simples”.

Apesar de pessoas da mesma geração tenderem a manter percepções e crenças similares, nenhuma pessoa se encaixa completamente no perfil de uma geração em particular (ROSEN, 2011).

Existem vários conjuntos de gerações identificados: os Maduros, nascidos entre 1900 e 1942; a geração Baby Boom com os nascidos entre 1943 e 1960; a Geração X com os nascidos entre 1961e 1981; a Geração Net, com os nascidos entre 1982 e 1991; e, finalmente,

a iGeneration, com os nascidos depois de 1991 (OBLINGER; OBLINGER, 2005; HOWE; STRAUSS, 2007; ROSEN, 2011; WALDRON, 2012).

Quadro 4 - Sumário das características de cada geração

Fonte: Oblinger e Oblinger (2005); Howe e Strauss (2007); Rosen (2011); Waldron (2012)

O aprendizado interativo enfatiza a importância de prover material relevante, ao qual os educandos podem aplicar os conceitos que aprenderam. Esta forma de aprendizado tem uma abordagem mais focada no “fazer” do que “conhecer” (JOHNSTON, 2013).

Em contrapartida, a geração Net e iGeneration possuem a qualidade de serem capazes de ler e interpretar informações apresentadas de forma visual. Eles possuem um senso espacial-visual mais desenvolvido do que seus predecessores (OBLINGER; OBLINGER, 2005; KAPP, 2007) e preferem o uso de recursos de multimídia para incrementar a sua experiência de aprendizado (CLAYTON-PEDERSEN; O’NEILL, 2005).

Em adição, a geração Net e a iGeneration são mais interessados em informação e não mais contam com o especialista ou vão à biblioteca e, em vez disto, usam a web para achar a informação (LORENZO; DZIUBAN, 2006).

De acordo com os estudos de Rosen (2011), foi observado que a Geração Tradicional (1925-46) e a Baby Boomers (1946-64) tipicamente preferem conversas presenciais e telefônicas. Já a Geração X (1965-79) é mais transacional, na maioria das vezes utilizando telefones celulares, e-mail ou mensagens de texto, e com vontade de adotar tecnologia adicional conforme as interações pessoais e sociais se expandem. Definindo uma era de

comunicação mais moderna, a Net Generation (1980s-90s) adota redes sociais (como Facebook, MySpace e Twitter), Skype e mensagens instantâneas. Finalmente a iGeneration (1990s+), assim chamada por causa do uso de iPhone, iPod, iPad (e iTudo), redefiniu a comunicação não só pela aceitação e pelo apetite de novos dispositivos, como também pela dependência esmagadora de tecnologia para estar em contato com outros e também para interpretar o seu mundo.

Os pesquisadores Small e Vorgan (2008) mapearam mudanças efetivas nos circuitos neurais que se desenvolveram com a aquisição e repetição de habilidades tecnológicas. Esta pesquisa evidenciou mudanças significantes no funcionamento do cérebro entre as gerações, à qual foi definida como “gap cerebral”. Por exemplo, nativos digitais são mais efetivos em algumas arenas, tais como multifunção, respostas a estímulos visuais e filtragem de informação, porém são menos adeptos à interação presencial e na decifração de sinais não verbais. Embora estes circuitos possam ser desenvolvidos mais tarde na vida, e há claramente muitos desenvolvedores e usuários das últimas tecnologias em todas as gerações, existe uma notada diferença neurológica entre adotar e incorporar uma tecnologia, segundo estes estudos. Ainda segundo os autores, um cérebro que foi desenvolvido antes do surgimento do processamento de texto, e-mail, Web ou das redes sociais deve se adaptar às novas tecnologias para usá-las efetivamente. Por outro lado, os Millennials que foram conectados pela tecnologia, a qual é parte integrante da sua vida acadêmica, social e pessoal, não pensam em adaptação: para eles tecnologia é um sexto sentido, como uma forma de conhecer e interagir com o mundo.

Precisamos contextualizar que os Baby Boomers são os pais dos Millennials, à qual sempre protegeram os seus filhos, garantindo que eles tivessem tudo que queriam e precisavam. Pais e colegas se juntam para ajudar os Millennials, o que reforça o estilo de vida protegido (HOWE; STRAUSS, 2007).

Segundo os estudos de Tapscott (2009) os Millennials desenvolveram habilidades únicas como pensadores visuais fluentes e que são extraordinariamente dotados na capacidade de digitalização e multitarefa, porém sem perder a capacidade de manter o foco.

Estes dois pontos de vista sobre competências geracionais apresentam um dilema interessante. A nossa arena de negócios acelerados normalmente requer imediatismo, incluindo a habilidade de eficientemente recuperar e comunicar informação de forma eficiente, concisa e simplificada. No entanto, a complexidade das organizações e ambientes nos quais eles operam exigem mais preparação para lidar com nuances, competências para análise e entendimento. Para os Millennials se tornarem trabalhadores do conhecimento de

valor, eles devem aprender não apenas quais informações devem coletar, mas também como analisa-las e entende-las no contexto organizacional. De forma a analisar, sintetizar e representar aquela informação de forma que ela seja relevante para o problema que se tem em mãos, eles precisam saber mais do que podem pesquisar na internet: eles precisam aprender profundamente e ler as entrelinhas. Para fazer isto, eles precisam recorrer a história, livros, educação e o fundamento teórico e a base de experiência que as gerações mais velhas podem oferecer (HERSHATTER; EPSTEIN, 2010).

Segundo os estudos de Fry (2016), os Millennials de hoje têm entre 19 e 35 anos e compõem a maior população viva dos Estados Unidos. Com este gap geracional, múltiplas prioridades emergem dos educadores na preparação da força de trabalho do amanhã, avaliando e misturando as características geracionais, experiências de vida, valores, hábitos de trabalho e tecnologia.

No âmbito da pedagogia, houve êxito no desenvolvimento de espaços de aprendizagem colaborativa, que cultivam engajamento, socialização e criatividade para endereçar os desafios geracionais do processo ensinar-aprender. Alunos necessitam de suporte criativo para aproveitar seu potencial para desenvolver habilidades, relacionamentos e comunidades. A reflexão de um aluno pode ajudar a avaliar seus pontos fortes, limitações, paixões e motivar a aprendizagem. Quando os alunos são motivados a aprender com um senso de propósito, isto pode desbloquear a sua curiosidade e experimentação. O trabalho em grupos ajuda o estudante na procura de soluções e na aplicação de informação (KARAKAS; MANISALIGIL, SARIGOLLU, 2015).

A geração dos boomers está se aposentando. Nos próximos cinco anos, 40% dos trabalhadores especializados nos Estados Unidos se aposentarão e toda a geração boomer americana terá mais de 50 anos dentro de uma década (STORY, 2005). No resto do mundo a situação não é muito diferente.

Na Europa, os Baby Boomers estão começando a se aposentar, encorajados por provisões de diversos sistemas de pensão custeados pelo estado. Atualmente 85% dos adultos na França param de trabalhar aos 60 anos, e 62% dos trabalhadores na Itália param aos 55 anos (ENGARDIO; MATLACK, 2005). No Japão é esperada uma queda na faixa de 740.000 por ano, para a próxima década, do número de pessoas em idade de trabalhar. Na China o número de pessoas com mais de 65 anos crescerá para mais de 265 milhões até 2020 (THEIL, 2006).

Os métodos tradicionais de transferência de conhecimento de um funcionário para outro são incompatíveis com a preferência dos mais jovens por um aprendizado mais informal

– um resultado de seu crescimento com jogos eletrônicos e tecnologia eletrônica interativa de acesso e compartilhamento de informação rápidos. Este fato, junto com velocidade projetada de saída de mercado dos boomers e a velocidade em aceleração dos negócios globalmente, está rapidamente transformando em obsoletos os atuais métodos e paradigmas de transferência de conhecimento. As organizações devem achar melhores métodos para capturar informações críticas de trabalho para poder capacitar a nova geração (KAPP, 2007).