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Hvordan er sikkerhetsstyringen organisert i politiet

4.1 Presentasjon av funn i skriftlig materiale

4.1.2 Hvordan er sikkerhetsstyringen organisert i politiet

Conforme se fez na arquitetura anterior, novamente se utilizou a validação cruzada como critério de parada desta RNA. Ou seja, utilizou-se um conjunto de teste como critério para a escolha dos pesos sinápticos da RNA. Analisando a curva de erro médio quadrático com o número de épocas de treinamento para o melhor resultado obtido que foi para 79 neurônios na camada oculta, mostrado na figura 5.4, percebe-se que existe um acompanhamento das duas curvas na mesma ordem de grandeza (entre 0,003 e 0,005) fato este não ocorrido na RNA de duas entradas, onde se verificou uma diferença entre os dados dez vezes maior (entre 0,004 e 0,0005), este fato pode servir como indício de que a RNA de três entradas está conseguindo generalizar melhor o comportamento micromecânico do que a RNA de duas entradas.

0 2000 4000 6000 8000 10000 12000 14000 16000 1E-4 1E-3 0,01 0,1

EMQ

treino

EMQ

teste

Erro

M

é

d

io

Q

u

a

d

rat

ic

o

épocas de treinamento

Figura 5.4. Análise do EMQ pelo número de épocas de treinamento da RNA 3 entradas.

Uma análise detalhada (Figura 5.5) mostra que a RNA três entradas obteve resultados muito mais próximos dos dados experimentais e, portanto, é recomendado para modelar a relação entre as propriedades micromecânica dos componentes e as propriedades dos laminados. Porém o uso de arquiteturas de RNA, independente do número de entradas, é a necessidade de um grande conjunto de dados no treinamento. Por exemplo, para valores Ef/Em maiores do que 30 se possuem somente três resultados experimentais, ou seja, para esta região a possibilidade de erro no resultado utilizando somente uma RNA é muito elevada.

Justamente por conta do problema acima descrito se mostra a importância de um modelo misto que relacione a RNA com uma equação teórica, empírica ou semi-empírica, aliando a capacidade do equacionamento em apresentar resultados satisfatórios independentemente da presença ou não de dados experimentais e a capacidade da RNA em fazer um ajuste fino para este equacionamento permitindo se alcançar maior precisão nos resultados.

0,0 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0 1 2 3 4 5 6 7

E

2

/E

m

Volume de Fibra

E f/Em 3 a 7 5 13 a 22 21 22 a 30 25 30 a 50 40

Figura 5.5. Curvas obtidas com uma RNA 3 entradas comparado aos dados experimentais.

5.4. MODELO MISTO (RNA DE TRÊS ENTRADAS/HALPIN-TSAI)

Conforme foi dito anteriormente, o modelamento misto aqui utilizado alia um modelo teórico (equação de Halpin-Tsai) com uma RNA para fazer um ajuste adequado aos dados experimentais. De qualquer modo, assim como nas duas arquiteturas anteriores, utilizou-se a validação cruzada como critério de parada, de modo a se obter a resposta mais apropriada aos dados experimentais.

Pensando desse modo, a arquitetura que apresentou os melhores resultados possui 48 neurônios na camada oculta e conforme se pode verificar na figura 5.6, que mostra os valores de erro médio quadrático para o conjunto de treinamento e teste, possuíram a mesma ordem de grandeza (entre 0,002 e 0,003), este resultado foi verificado para a RNA de três entradas que também apresentou resultados satisfatórios e não foi verificado na RNA de duas entradas com resultados que se mostraram pouco confiáveis.

Com este resultado percebe-se que o modelo misto pode também possuir a capacidade de generalização do comportamento micromecânico das lâminas unidirecionais.

0 2000 4000 6000 8000 10000 12000 14000 16000 1E-4 1E-3 0,01 0,1

Erro

M

éd

io

Q

ua

drat

ic

o

época de treinamento

EMQ treino EMQteste

Figura 5.6. Análise do EMQ pelo número de épocas de treinamento da RNA modelo misto.

Por fim, uma análise completa (figura 5.7) nos mostra que o modelo misto apresentou resultados tão bons quanto os outros modelos e muito próximo aos resultados obtidos pelo modelo de Halpin-Tsai.

Fazendo uma comparação dos erros médios quadráticos para todos os modelos aqui analisados (tabela 5.1) percebe-se que o modelo misto foi o que apresentou os melhores resultados, obtendo uma diminuição de mais de 40% no valor de EMQ em relação ao modelo de Halpin-Tsai. 0,0 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0 1 2 3 4 5 6 7

E

2

/E

m

Volume de Fibra

Ef/E m 3 a 7 5 13 a 22 21 22 a 30 25 30 a 50 40

Tabela 5.1. Comparação dos modelos de RNAs com o modelo de Halpin-Tsai.

MODELO EMQ r Treinamento Época de Neurônios ocultos Número de

Misto 0.00216 0.942 14122 48

RNA três entradas 0.00320 0.923 14851 79

RNA duas entradas 0.00371 0.909 10040 12

HALPIN-TSAI 0.00364 0.917 --- ---

A tabela 5.1, mostra que o modelo de RNA três entradas e o modelo misto alcançaram os melhores resultados, já o modelo de RNA duas entradas obteve resultados insatisfatórios e piores do que o modelo de Halpin-Tsai. Pode-se ser observado ainda que o EMQ do modelo misto é menor do que o de todos os outros modelos, com um valor aproximadamente 30% menor do que o do modelo de três entradas. A diferença entre estes resultados é melhor exemplificada na figura 5.8 que demonstra um gráfico de barras com os valores de erro médio quadrático. Deve-se comentar que o treinamento desses modelos foi feito sob as mesmas condições e estes valores foram retirados a partir das sessões de treinamento que obtiveram os melhores resultados em relação ao número de neurônios e épocas de treinamento.

Figura 5.8. Gráfico de barras para análise do EMQtreino.

Outro caminho de comparação de resultados é através dos gráficos mostrados na figura 5.9 e 5.10. Estes gráficos mostram que nas áreas que tem um grande número de dados (figura 5.9), todos os modelos estudados aqui exibem resultados satisfatórios, mas para regiões onde o número de dados é menor (figura 5.10), as RNAs tem menor habilidade para generalizar o treinamento. Especificamente na figura 5.10, percebe-se ainda que o modelo de RNA três entradas e o modelo misto mostram resultados bem próximos dos dados analisados.

0,0036381 0,0031977 0,0037111 0,0021619 0 0,0005 0,001 0,0015 0,002 0,0025 0,003 0,0035 0,004 Halpin-Tsai RNA três entradas RNA duas entradas Misto

0,0 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0 1 2 3 4 5 6 7

E

2

/E

m Volume de Fibra Dados experimentais Modelo de Halpin-Tsai RNA duas entradas RNA trës entradas Modelo misto

Figura 5.9. Comparação entre os modelos (13 < Ef/Em < 22).

0,0 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 1 2 3 4 5 6 7

E

2

/E

m

Volume de Fibra

Dados experimentais Modelo de Halpin-Tsai RNA duas entradas RNA trës entradas Modelo misto

CAPÍTULO 6

6. CONCLUSÃO

Após a análise dos resultados obtidos podemos concluir que o uso de um modelo misto (RNA/ Halpin-Tsai) produz resultados que capacitam o seu uso para a área de materiais compósitos, por exemplo, no desenvolvimento e teste de módulos de elasticidade transversal de novos compósitos, uma vez que os parâmetros que serviram como base, tiveram resultados melhores do que os obtidos por Halpin-Tsai e pelas outras RNAs.

A RNA de três entradas também apresentou bons resultados nas análises qualitativas e quantitativas comparado com o modelo de Halpin-Tsai, sendo o seu uso viável, para a região analisada com um conjunto de treinamento elevado, na qual somente para regiões em que a quantidade de dados é insuficiente este algoritmo deve ser evitado. Uma importante diferença entre esses dois tipos de modelamento, é que o modelo misto consegue generalizar já que se baseia não só na RNA, mas nos dados obtidos pelo modelo de Halpin-Tsai, enquanto que a RNA três entradas, por ser dependente apenas do treinamento do algoritmo, necessita de uma quantidade de dados representativa para realizar e apresentar bons resultados.

Conforme se verificou a RNA com duas entradas, não atendeu as expectativas propostas, ou seja, não conseguiu modelar com qualidade o módulo de elasticidade transversal através do treinamento, não apresentando qualquer tipo de confiança para o seu uso. O motivo pelo qual a RNA apresentou esse comportamento se deve a RNA necessitar ou de mais dados para o treinamento da mesma ou a simplicidade aplicada à arquitetura não corresponder ao comportamento desejado.

Vale à pena salientar que esse estudo foi direcionado apenas para compósitos unidirecionais e para a análise do E2, sendo necessária uma nova pesquisa para o uso de RNAs em outros tipos de materiais compósitos ou para o seu uso na análise de outras propriedades mecânicas do laminado.

CAPÍTULO 7

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