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Este estudo pesquisou a existência de vínculo entre enfermeiras e mães de crianças menores de dois anos na consulta de enfermagem na Atenção Primária à Saúde, analisando como ele afeta a procura da mãe pelo acompanhamento da criança no serviço de saúde.

Os resultados obtidos mostraram que, tanto para as enfermeiras quanto para as mães entrevistadas, existe vínculo entre elas, e este permite uma relação que vai além da profissional, baseada na confiança, amizade, apoio e respeito.

A partir dos depoimentos das enfermeiras, foram identificadas facilidades e dificuldades enfrentadas na construção do vínculo. O tempo de convivência, o olhar ampliado do “cuidar” da enfermagem, a valorização do papel das mães como principais cuidadoras e a competência profissional foram relatadas como aspectos positivos.

Foi destacado o cuidado ampliado, direcionado não só à criança, mas a toda sua família, dentro do contexto onde ela está inserida, como ação fundamental no processo de trabalho da enfermagem. Para as mães das crianças que são acompanhadas nas unidades de saúde, a disponibilidade, a resolutividade e o foco de atenção ampliado a toda a família são estratégias bem interpretadas, que garantem uma relação mais afetiva.

Outro fator destacado foi o quanto é importante a participação ativa e de qualidade de toda a equipe das unidades de saúde da família, o que pode garantir a efetividade da atenção básica como porta de entrada dos serviços de saúde e afiliação das mães ao serviço.

Como dificuldades nesse processo, foram destacadas: a demanda elevada de atendimentos da enfermagem nas unidades de saúde da família, uma vez que as enfermeiras são responsáveis por assistir uma grande quantidade de famílias, e ainda possuem funções de gestão dentro dessas unidades, o que, por muitas vezes, sobrecarregam-na, e isso é sentido pelos usuários.

A ausência de assiduidade e a resistência de muitas mães em seguir as orientações repassadas pelas enfermeiras durante a consulta de enfermagem também foram pontos negativos identificados, o que reforça a importância da educação em saúde, que deve ser repensada e valorizada como uma tecnologia de trabalho, que revela diferentes processos de agir em saúde. Esta pode ser considerada uma das principais ações de promoção da saúde e deve ser usada como princípio fundamental das ações exercidas pelos profissionais que atuam na atenção primária à saúde.

O diálogo foi identificado como a principal estratégia a ser utilizada pelas enfermeiras pesquisadas, visando estabelecer uma relação com vínculo e confiança. A forma como essa

comunicação acontece é determinante na relação que está sendo construída entre as enfermeiras e as mães das crianças. Uma escuta sensível, com uma linguagem apropriada ao entendimento dos usuários, isenta de pré-julgamentos, garante um diálogo qualificado e satisfatório.

Conclui-se que o estabelecimento do vínculo interfere na procura da mãe da criança pelo acompanhamento na consulta de enfermagem e que uma boa relação garante uma melhor assiduidade das mães, o que auxilia na continuidade do cuidado, fator importante na APS. Na ausência do vínculo, as mães demonstraram não dar importância em buscar o acompanhamento dos seus filhos junto às enfermeiras.

A partir de uma relação afetiva, com vínculo e confiança, as usuárias são incentivadas a participar do processo do cuidado, suas opiniões são entendidas e valorizadas, e a mãe é vista como principal cuidadora. Com isso, elas se sentem parte da assistência à criança e são instigadas a seguir o acompanhamento e as orientações no ambiente domiciliar, beneficiando, assim, suas crianças.

Perceberam-se também avanços na relação entre enfermeiras e mães, a qual se mostrou, em muitos casos, ir além de um relacionamento profissional, com presença de afeto, apoio e amizade, o que foi relatado por muitas mães. Essas demonstraram estar cientes da importância do acompanhamento da criança de forma sistemática e contínua e deixaram evidente que, na presença do vínculo, isso é possível acontecer de maneira satisfatória.

A partir do que foi levantado, portanto, reafirma-se a necessidade de oferecer espaços de reflexão de forma permanente aos trabalhadores da saúde, a fim de que a equipe possa ser ouvida em sua demanda. Frente aos resultados deste estudo, observou-se a necessidade de qualificação permanente dos enfermeiros para o atendimento à criança, no sentido de sensibilizá-los para a importância da formação de vínculo com as mães de crianças usuárias de suas unidades e, assim, do fortalecimento desses vínculos com as mães, com consequente possibilidade de efetivar a vigilância do crescimento e desenvolvimento infantil.

Sugerimos que novos estudos sejam realizados acerca da temática, preferencialmente com observação direta do processo de trabalho das enfermeiras, a fim de avaliar, de forma efetiva, as ações do enfermeiro durante a consulta de criança menor de dois anos e o vínculo das mães com os profissionais.

Por fim, o vínculo e a confiança foram identificados como desafios na construção do cuidado integral à criança e sua família, além de serem elementos de grande relevância para a gestão e a avaliação de serviços de saúde.

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Apêndice A- Roteiro de Entrevistas – Enfermeiras

Roteiro de entrevista - Enfermeiras Identificação da entrevista: DATA: Unidade de Saúde: I) IDENTIFICAÇÃO: Nome: Idade: Sexo:

Há quanto tempo trabalha como Enfermeira do Programa de Saúde da Família: Há quanto tempo trabalha nesta Unidade de Saúde da Família:

II) QUESTÕES NORTEADORAS:

1. Como é o seu processo de trabalho com as mães no atendimento à criança? 2. Como é sua relação com as mães das crianças que você acompanha nesta USF? 3. Há formação de vínculo na sua relação com as mães das crianças que você

acompanha?

4. Em sua opinião, como o vínculo interfere na procura da mãe pela consulta de enfermagem de acompanhamento da criança?

Apêndice B- Roteiro de Entrevistas - Mães

Roteiro de Entrevista - Mães Identificação da entrevista:

DATA:

Unidade de Saúde:

I) IDENTIFICAÇÃO: Nome:

Idade: Sexo: Escolaridade: Parentesco com a criança:

Trabalha fora de casa: Renda mensal: Quantos filhos atualmente, incluindo este? Idade da criança: Sexo da criança:

Realizou pré-natal nesta unidade, com essa enfermeira?

II) QUESTÕES NORTEADORAS:

1. O que você pensa sobre o cuidado à sua criança nesta USF?

2. Como é sua relação com a enfermeira desta USF, que realiza o acompanhamento do seu filho?

3. Como está o seu vínculo com a enfermeira?

Apêndice C- Termo de Consentimento Livre e Esclarecido Prezado (a) Senhor (a),

Esta pesquisa é o Vínculo na consulta de enfermagem a criança menor de dois anos na atenção primária à saúde, e está sendo desenvolvida por: Polianna Formiga Rodrigues, mestranda da Pós-Graduação de Enfermagem da Universidade Federal da Paraíba, sob orientação da Profª. Drª. Altamira Pereira da Silva Reichert.

Os objetivos do estudo são: Identificar a existência de vínculo entre enfermeira e mãe de crianças menores de dois anos na consulta de enfermagem na Atenção Primária à Saúde; e Analisar como o vínculo afeta a procura da mãe para o acompanhamento da criança na consulta de enfermagem.

Solicitamos a sua colaboração para entrevista, que será gravada. Informamos que esta não oferece riscos à saúde, nem qualquer meio de discriminação a você. Sua participação é voluntária, sendo garantido o direito de desistir da pesquisa, em qualquer tempo, sem que essa decisão o prejudique. Todas as informações obtidas em relação a esse estudo permanecerão em sigilo, conforme Resolução 466/12. Os resultados dessa pesquisa poderão ser apresentados em congressos ou publicações científicas, porém, sua identidade não será divulgada nestas apresentações, nem serão utilizadas quaisquer imagens ou informações que permitam a sua identificação.

A pesquisadora estará a sua disposição para qualquer esclarecimento que considere necessário em qualquer etapa da pesquisa.

AUTORIZAÇÃO

Diante do exposto, declaro que fui devidamente esclarecido (a) e dou o meu consentimento para participar da pesquisa e para publicação dos resultados. Estou ciente que receberei uma cópia desse documento.

João Pessoa, ___/___/___ ______________________________________________

Assinatura do Participante da Pesquisa

Contato com o pesquisador responsável: Programa de Pós-Graduação em Enfermagem – UFPB, Telefone: 83 32167108, E-mail: [email protected]

Atenciosamente,

______________________________________________ Pesquisador Responsável

Anexo C- Normas da Revista Brasileira de Enfermagem CATEGORIAS DE MANUSCRITOS

Pesquisa – Divulgação de pesquisa original e inédita, cujos resultados corroboram conhecimento disponível na área, ou ampliam o conhecimento da Enfermagem e/ou da Saúde sobre o objeto da investigação. Estão incluídos nesta categoria os ensaios clínicos randomizados. Deve conter um máximo de quinze (15) páginas, incluindo resumos e referências.

PREPARO DOS MANUSCRITOS Aspectos gerais

Os manuscritos de todas as categorias aceitas para submissão à REBEn deverão ser digitados em arquivo do Microsoft Office Word, com configuração obrigatória das páginas em papel A4 (210x297mm) e margens de 2 cm em todos os lados, fonte Times New Roman tamanho 12, espaçamento de 1,5 pt entre linhas. As páginas devem ser numeradas, consecutivamente, até às Referências. O uso de negrito deve se restringir ao título e subtítulos do manuscrito. O itálico será aplicado somente para destacar termos ou expressões relevantes para o objeto do estudo, ou trechos de depoimentos ou entrevistas. Nas citações de autores, ipsis litteris, com até três linhas, usar aspas e inseri-las na sequência normal do texto; naquelas com mais de três linhas, destacá-las em novo parágrafo, sem aspas, fonte Times New Roman tamanho 11, espaçamento simples entre linhas e recuo de 3 cm da margem esquerda. As citações de autores no texto devem ser numeradas de forma consecutiva, na ordem em que forem mencionadas pela primeira vez no texto. Devem ser utilizados números arábicos, entre parênteses e sobrescritos, sem espaço entre o número da citação e a palavra anterior, e antecedendo a pontuação da frase ou parágrafo [Exemplo: cuidado(5),]. Quando se tratar de citações sequenciais, os números serão separados por um traço [Exemplo: cuidado(1-5);]; quando intercaladas, separados por vírgula [Exemplo: cuidado(1,3,5).]. Não devem ser usadas abreviaturas no título e subtítulos do manuscrito. No texto, usar somente abreviações padronizadas. Na primeira citação, a abreviatura é apresentada entre parênteses, e os termos a que corresponde devem precedê-la. As notas de rodapé deverão ser restritas ao mínimo indispensável, não sendo aceitas notas de fim nos manuscritos. As ilustrações (tabelas, quadros e figuras – fotografias, desenhos,