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2.1 Forskning og litteratur

2.1.1 Bemanning og kompetanse

4.6.1 Consistência e trabalhabilidade

O ensaio da mesa de consistência foi empregado neste estudo visando à determinação do índice de consistência das argamassas. Como referência de procedimento de ensaio, utilizou- se a norma NBR 13276 (ABNT, 2005). O equipamento utilizado, bem como os dispositivos, correspondem, basicamente, a mesa para índice de consistência, o molde tronco cônico, um soquete metálico e um paquímetro, todos em conformidade com a norma NBR 7215 (1996), que especifica as características da mesa de consistência - "flow table", para determinação do índice de consistência.

Quanto ao procedimento de ensaio, cabe destacar que, logo após o processo de mistura, uma amostra de argamassa era retirada e utilizada na execução do ensaio, obedecendo às etapas:

• preenchimento do molde tronco cônico em três camadas iguais ao longo da altura, sendo

Silvia Becher Breitenbach - PPGCEM/UFRN – Tese de Doutorado, 2013.

• retirada do molde tronco cônico e limpeza do excesso de argamassa; e

• na seqüência, aplicação de determinado número de golpes na amostra, utilizando a altura de

queda padrão da mesa de consistência.

Os resultados obtidos, individualmente, na avaliação de cada argamassa correspondem à média de três determinações consecutivas, realizadas em amostras diferentes de uma mesma argamassa, os quais serviram de base para determinação da massa de água a ser utilizada no traço de referência com 100% de agregado natural (areia média), quanto nos traços com percentagens de resíduos do pó de porcelanato (RPP), como substituição da cal.

4.6.2 Retenção de água

Segundo Cincotto, Silva e Carasek (1995), a retenção de água das argamassas é a capacidade que o material tem, no estado fresco, de manter sua consistência e trabalhabilidade quando sujeito a solicitações que provocam perda de água, como evaporação, sucção ou absorção pelo substrato. A norma americana ASTM C 270 (1998) define esta propriedade como a capacidade da argamassa sob sucção de reter água da mistura, sendo que a mesma é melhorada através do aumento do teor de cal ou de ar incorporado, da adição de finos ou do uso de aditivos retentores de água.

Esta propriedade determina as condições de manuseio, como o tempo disponível para aplicação, regularização, sarrafeamento e desempeno da argamassa. A retenção de água é, também, a propriedade que influi diretamente nas características das argamassas tanto no estado fresco como endurecido. Ela é responsável pelo grau de carbonatação da cal no processo de endurecimento das argamassas.

Pretende-se com este ensaio estimar a quantidade de água que a argamassa é capaz de reter. A retenção de água é feita a partir de um tratamento de sucção, utilizando para tal um papel de filtro padronizado como substrato.

A metodologia adotada para a determinação da retenção de água tem por base a norma EN 1015- 8:1999 . Para a realização do ensaio, começa-se por determinar a massa de um molde metálico cilíndrico (ϕinterno=100±5mm; h=25±1mm) utilizando uma balança com precisão 0,1g. Em seguida, preenche-se o molde com a argamassa a ensaiar, rasa-se a superfície do molde com o auxílio de uma espátula e determina-se a massa do conjunto.

Com a finalidade de evitar que a argamassa fresca venha aderir à primeira folha de papel de filtro, introduzem-se na superfície do molde duas gazes de algodão, e em seguida

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cobre-se o molde com as oito folhas de papel de filtro previamente pesadas e cobre-se o conjunto com uma placa metálica.

Posteriormente, inverte-se o conjunto sobre uma superfície plana não absorvente. Coloca-se um peso de 2kg sobre a amostra durante 5 minutos ±10 segundos. Após esse período, coloca-se o conjunto na posição inicial e determina-se a massa dos oitos papéis de filtro umedecidos.

A retenção de água (WRV) é determinada conforme as expressões referidas na respectiva norma EN 1015 - 8: 1999. Água total da argamassa (W1) é dada pela seguinte equação: mag ( g/g) W1= marg (4.6) Em que,

mag – massa de água utilizada na argamassa (g);

marg – massa de todos os constituintes da argamassa (g);

A água da argamassa no molde calcula-se pelas seguintes equações:

W2 = m5 × W1 ( ) (4.7)

Em que,

m5 = m3 − m1

Sendo,

m1 – massa do molde vazio (g)

m3 – massa do conjunto (molde+argamassa) (g)

A massa da água absorvida pelo papel de filtro obtém-se pela seguinte equação:

W3= m4- m2 (g)

Sendo:

m2 – massa do conjunto das 8 folhas de papel de filtro secas (g)

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m4 – massa do conjunto das 8 folhas de papel de filtro úmidas (g)

Diversas normas podem ser utilizadas para a determinação desta propriedade, como a norma brasileira NBR 13277 (ABNT, 2005), a alemã DIN 18555 parte 7 (1987) e a britânica BS 4551 (1980).

4.6.3 Densidade de massa aparente ou volúmica

A densidade de massa das argamassas, segundo a NBR 13278 (ABNT, 2005) é determinada pelo quociente entre a massa e o volume ocupado pelo material quando este é introduzido e compactado, em um recipiente mensurável de uma dada capacidade própria. Esta propriedade é determinada através do preenchimento com argamassa, de forma padronizada, de um recipiente cilíndrico, de volume e massa conhecidos. Após adensamento e nivelamento da superfície da argamassa, bem como limpeza externa do recipiente é determinada a massa do conjunto. O resultado do ensaio mostra o estado de agregação das moléculas da mistura.

A densidade da argamassa é expressa através da seguinte equação (CINCOTTO; SILVA; CARASEK, 1995):

y = Mma – Mm (4.9)

Vm Onde:

Y= densidade da argamassa, em g/dm³;

Mma= massa do molde cheio da argamassa, em g;

Mm= massa do molde vazio, em g;

Vm= volume do cilindro, em g/dm³.

4.6.4 Teor de ar incorporado

Os vazios presentes nas argamassas são decorrentes do ar aprisionado ou incorporado, ou ainda de espaços deixados após evaporação do excesso de água. Além disso, o volume de

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vazios das argamassas depende da distribuição granulométrica das partículas mais finas da mistura (CINCOTTO; SILVA; CARASEK, 1995).

Segundo a DIN 18555 parte 2 (1982), o teor de ar incorporado é o volume de ar presente na argamassa no estado fresco. À medida que cresce o teor de ar a densidade da argamassa diminui (MACIEL; BARROS; SABBATINI, 1998). Segundo estes autores, uma argamassa com maior teor de ar incorporado e menor densidade apresenta melhor trabalhabilidade.

O teor de ar incorporado pode ser obtido pelo método gravimétrico ou pressiométrico. O primeiro relaciona a massa da argamassa fresca contendo ar com a massa específica da argamassa sem ar, utilizando o frasco volumétrico de Le Chatelier para gravidade específica. Este método é apresentado pelas normas BS 4551 (1980) e a NBR 13278 (ABNT, 1995).

Para o presente ensaio foi adotado o método pressiométrico (manométrico), que se baseia na Lei de Boyle para determinação do teor de ar, sendo calculado pela relação da pressão e do volume. Neste procedimento utiliza-se um medidor constituído por uma campânula de medida e um sistema de vedação (CINCOTTO; SILVA; CARASEK, 1995). As normas DIN 18555, parte 2 (1982) e ASTM C 780 (1998) prescrevem este método para argamassas. Foram ensaiados 03 medidas para cada argamassa.

O equipamento utilizado para o ensaio pelo método pressiométrico está ilustrado na Figura 4.3.

Figura 4.3 - Aparelho medidor de ar incorporado à argamassa (foto da autora).