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The Behavioral Influence of Prices

Nível expressivo Relativo à descoberta de novas formas de expressar sentimentos.

Nível produtivo Relativo ao aumento da técnica de execução, havendo a preocupação do número sobre a forma e o conteúdo.

Nível inventivo Relativo a maior dose de invenção e capacidade de descobrir novas realidades, exigindo flexibilidade perceptiva a fim de poder detectar novas relações. É válido tanto no campo da ciência como no da arte.

Nível inovativo Relativo ao envolvimento de modificações dos princípios básicos que suportam todo o sistema a que pertence o objeto criado. Implica originalidade, e é esse nível que diferencia o artista do mero fazedor de arte.

Nível emergente Relativo ao máximo do poder criador. Ocorre com menor frequência, pressupondo criação de princípios novos e não apenas a modificação dos antigos. É esse nível que define o talento e o gênio.

Fonte: A autora (2016), com base em Novaes (1977).

De acordo com Novaes (1977), por meio de atividades artísticas compreendem-se esses cinco níveis e verifica-se que, a partir do nível expressivo, pode ser facilitada a conscientização da expressão, com o intuito de favorecer o desenvolvimento do comportamento criativo nos demais níveis. ―Equacionar o produto criativo apenas ao inconvencional e diferente é erro comum que leva, muitas vezes a condicionamentos negativos dos indivíduos que se artificializam na busca desesperada de algo que seja apenas diferente do ponto de vista social ou cultural‖ (NOVAES, 1977, p.21-22).

Novaes (1977, p.22) apresenta uma lista de variáveis propostas por Brodgen e Sprecher (1964) e que devem ser levadas em consideração quando se trata de definir criatividade:

- Referentes ao que é medido dos produtos: a originalidade, número, valor econômico e social, valor informativo, e das pessoas criativas: suas características funcionais, capacidades de executar tarefas e trabalhos de criatividade;

- Referentes à metodologia usada no reconhecimento dos critérios, fontes, qualificações e tipos de avaliação;

- Referentes ao contexto sócio-cultural do indivíduo criador, como dados bibliográficos, campos profissionais, dimensões das suas funções e assim por diante.

De acordo com Lubart (2007, p.83), ―a cultura refere-se à divisão de um conjunto de pensamentos, de condutas, de tradições, de valores e de símbolos que estruturam o modo como um grupo de indivíduos vai interagir com seu ambiente psíquico e social‖. A cultura de uma comunidade é aprendida e transmitida de geração para geração, afirma Lubart (2007).

―Os valores transmitidos pelo ambiente cultural estimulam ou refreiam a atividade criativa, em particular, conforme a importância dada ao indivíduo ou à coletividade‖ (LUBART, 2007, p.85). O contexto cultural age não apenas sobre a concepção e o nível da

atividade criativa, mas também sobre as formas que as expressões criativas se apresentam em cada área (LUBART, 2007). Uma cultura pode encorajar a criatividade em determinadas situações e em determinadas pessoas, ou, também, ao contrário, pode proibi-la, completa Lubart (2007).

Ostrower (2004) enfoca a importância da cultura para o processo criativo, e procura mostrar como ela serve de referência para tudo o que a pessoa é, faz e comunica, bem como para a elaboração de novas atitudes e novos comportamentos e, naturalmente, a toda possível criação. ―A criatividade é a essencialidade do humano no homem. Ao exercer o seu potencial criador, trabalhando, criando em todos os âmbitos do seu fazer, o homem configura a sua vida e lhe dá um sentido. Criar é tão difícil ou tão fácil como viver. E é do mesmo modo necessário‖ (OSTROWER, 2004, p.166).

2.3 DO MAPEAMENTO DE PESQUISAS RECENTES

Foram feitas buscas em documentos como teses e artigos publicados em revistas qualificadas para verificar se há alguma pesquisa semelhante que pudesse servir como base ou ponto de partida para este estudo. O intuito foi verificar se existem pesquisas que se relacionem de alguma maneira com a temática em questão. Em um primeiro momento, nada se encontrou que fosse possível classificar como semelhante, ou seja, não foram encontradas pesquisas que resultem a partir do entendimento dos processos cognitivos de profissionais que criam em diferentes contextos.

A busca foi feita em duas partes: levantamento de teses e de artigos. A primeira etapa foi realizada em dois repositórios de teses: banco de teses e dissertações da CAPES11 e Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações – BDTD. Buscaram-se teses que possuíam a palavra ―modelagem‖ no título e/ou palavra-chave.

No portal CAPES, foram encontradas 54 teses. Dessas, 31 referiam-se a estudos das áreas de engenharia, tais como: química: 5; mecânica: 6; elétrica: 5; civil: 2; de materiais: 2; sanitária: 2; agrícola: 2; nuclear: 1; de produção: 1; de alimentos: 1; tecnologia e gestão (interdisciplinar): 4. As outras 23 teses referiam-se a áreas diversas: geociências: 3; química: 2; geografia: 1; agronomia: 1; saúde pública: 1; bioquímica: 1; biofísica: 1; ciência da computação: 1; ciência da informação: 1; farmácia: 1; zootecnia: 1; ecologia: 1; educação: 2; e ensino de ciências e matemática: 6. Desta busca, retiraram-se então as teses que se referiam à educação e ao ensino de ciências e matemática, resultando em oito teses analisadas. Cabe

destacar que o Portal CAPES possui em seu banco teses e dissertações publicadas a partir de 2010.

Na Biblioteca Digital de Teses e Dissertações, também com buscas pela palavra ―modelagem‖ nos mesmos moldes da pesquisa anterior, foram encontradas outras 34 teses divididas da seguinte forma: engenharias: 16; gestão: 2; geociências: 4; química: 4; ,música: 1; computação: 2; física: 2; e matemática aplicada: 3. Como a procura era por teses que apresentassem relação com ensino e/ou educação, as teses de química, física e matemática aplicada foram excluídas deste estudo por se tratarem de conhecimentos técnicos referentes a cada disciplina. Salienta-se que as teses buscadas neste repositório foram a partir do ano de 2005, pois a intenção eram buscas por pesquisas recentes que refletissem o panorama atual da área − neste caso, buscaram-se por teses publicadas nos últimos 10 anos.

A busca realizada em periódicos seguiu alguns critérios. Em um primeiro momento, foram selecionadas revistas A1 e A2 do Qualis CAPES ―ensino‖ que tivessem em seu escopo principalmente artigos de ciências e matemática. Em um segundo momento, foram selecionadas revistas de Educação de uma maneira geral, excluindo todas as específicas de alguma disciplina que não fosse a matemática. Foram analisadas as seguintes revistas A1: Bolema, Ciência & Educação, Enseñanza de las Ciencias, La Matematica y la sus didácticas, Revista de Educación de las Ciencias, Revista Eletrônica de Investigación Educativa e Revista Lusófona de Educação. As qualificadas como A2 foram as seguintes: Revista de Investigación (Caracas), Revista Eletrônica de Investigación en Educación en Ciencias (EN LÍNEA), Revista Mexicana de Investigación Educativa, Revista Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências, Revista Brasileira de Educação, Revista Eletrônica de Enseñanza de las Ciencias (REEC), Paradigma (Maracay), Investigações em Ensino de Ciências, Interface, Educação em Revista, Educar em Revista e Ensaio: Pesquisa em Educação em Ciências.

Em todas as revistas acima mencionadas, as buscas foram feitas entre os anos de 2005 e 2015 por artigos que contivessem a palavra ―modelagem‖ no título e/ou palavra-chave. Desta busca foram excluídos artigos que tratassem de matemática aplicada ou outro ramo específico, considerando apenas as que tivessem relação com educação e/ou ensino, ou seja, a busca foi por modelagem na educação.

Foram encontrados 48 artigos de modelagem na educação. No entanto, nenhum tem relação com a temática deste estudo, todos os artigos encontrados possuem outros focos. O Mapa 9 traz uma síntese do número de pesquisas encontradas por tema e as fontes em que foram feitas as buscas.

MAPA 9: Temáticas encontradas e fonte de buscas