5.2 Resultatdiskusjon
5.2.1 Behandlingens innvirkning på seksualfunksjon
brasileira
A partir da década de 1980 a sociedade e os governos de diferentes países passaram a preocupar-se com a renovação dos regulamentos e das bases operativas das empresas exploradoras dos serviços aéreos. Novas regulamentações foram estabelecidas e diferentes bases começaram a ser implementadas e acordadas para as operações internacionais visando melhorar o nível de segurança e de confiabilidade das operações internacionais.
Os textos legais, que regulamentavam as relações entre o Poder Concedente e empresas operadoras, passaram a ser vistos pela ótica das simplificações, garantidos por regulamentos mais fáceis de serem observados e fiscalizados.
Até fins de 1989 o setor aéreo brasileiro era fortemente regulamentado. O governo, a partir de 1989, passou a abandonar gradualmente o regime de indexação da economia e de fixação de preços, introduzindo uma fase de “liberalização”.
O então Ministério da Aeronáutica, por intermédio do Departamento de Aviação Civil - DAC, definiu, a partir de 1989, uma política de flexibilização tarifária. Com base nessa política, abandonou o regime de fixação do preço das passagens aéreas, substituindo-o pelo estabelecimento de uma faixa de variação do preço em torno de um valor fixado pelo DAC, correspondente à tarifa básica.
Para aprimorar essa política, o então Ministério da Aeronáutica fez realizar, em novembro de 1991, a V Conferência Nacional de Aviação Comercial (V CONAC), com a participação de todos os segmentos da indústria do transporte aéreo, visando a clara definição de uma política sintonizada com as tendências liberalizantes observadas em diversos países do mundo. Com base nos resultados dessa conferência, o Ministério estabeleceu diretrizes para orientar a ação do seu órgão regulador, o DAC, no sentido de proceder a uma redução gradual e progressiva da regulamentação existente.
Em conseqüência dessa nova política e das diretrizes dela decorrentes: (i) foi implementado o sistema de liberação monitorada das tarifas aéreas domésticas; (ii) abriu-se o mercado doméstico para a entrada de novas empresas, tanto de transporte regular quanto de transporte não regular, incluindo regionais e cargueiras, que passaram de 17, em 1991, para um total de 40, atualmente; (iii) foi suprimida a delimitação de áreas para exploração do transporte regional e a
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exclusividade desfrutada, dentro das mesmas, por algumas empresas; (iv) flexibilizaram-se os parâmetros para a concessão de linhas; (v) foram designadas novas empresas nacionais para explorar o transporte aéreo internacional; (vi) admitiu-se a criação e o licenciamento de um novo tipo de empresas, destinadas à exploração do transporte aéreo não regular de cargas e passageiros na modalidade de "charter"; e (vii) como decorrência de todas essas medidas, aumentou-se a oferta ao usuário, que passou de 22.560.000 assentos- quilômetros em 1991, para cerca de 32.000.000, nos dias atuais.
A nova modalidade de serviço aéreo não regular37, introduzido pelo DAC em
1989, e aceita pela V CONAC em 1991, constituiu, juntamente com a introdução das bandas tarifárias, um dos passos importantes em direção à flexibilização da regulamentação do setor.
Em 1990 seis empresas passaram a explorar o transporte aéreo não regular, e o seu número continuou crescendo, chegando a 23 empresas em 1995. Entretanto, somente 20 delas continuam registradas e autorizadas a funcionar.
O Brasil, infelizmente, atrasou-se neste processo de mudanças, e apenas em 2001 o governo passou a buscar fórmulas para a criação de novas bases regulamentares. Entre elas foi concebida a criação de uma Agência Nacional de Aviação Civil independente, ainda não regulamentada, como órgão central do sistema de gerenciamento das concessões de serviço público no setor, e que até o presente momento não foi implantada. Somente no final da década de ‘90 foi iniciado, portanto, o debate público para determinar qual tipo de serviço a sociedade brasileira deseja dispor.
O Departamento de Aviação Civil deduziu, a partir de pesquisas de mercado, que os usuários do transporte aéreo no Brasil estavam interessados numa oferta de serviços eficiente, abrangente, permanentemente disponível e de custos progressivamente mais baixos, num contexto de crescentes níveis de segurança, tanto no setor doméstico como no internacional.
Apesar da dimensão territorial do país, o Brasil oferece um mercado de menores dimensões quando comparado com o movimento internacional de pessoas e cargas que se deslocam pelo ar.
37 O transporte não regular de passageiros, neste contexto, abrange todos os vôos ou
modalidades de vôos (fretamentos, p.e), que não são regulamentados pela autoridade aérea brasileira (DAC) em termos de horários, freqüência, etc.
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Extremamente dependentes dos índices de crescimento econômico e de prosperidade, operando em ambientes altamente regulamentados e dependentes das decisões das autoridades, as empresas brasileiras de transporte aéreo sempre se apresentaram como o setor que mais rapidamente sofre os retrocessos da economia. A década de ’90 presenciou o surgimento de uma série de novas empresas que estão se mostrando capazes de ocupar espaços no mercado e induzir os passageiros a conseguirem suas viagens pela via atrativa de passagens a preços mais baixos.
Embora estas novas empresas, que se intitularam de “baixo custo”, estejam longe de oferecer a multiplicidade de serviços globais, elas passaram a ser vistas como uma solução nova que deveria ser copiada pelas tradicionais marcas presentes no mercado. Entretanto, os problemas estruturais que dificultam o trabalho das operadoras mais antigas estão presentes e, se nada se alterar, elas mesmas, as novas, poderão sofrer, em futuro não muito distante, dificuldades semelhantes de resultado operacional e de liquidez.
CAPÍTULO 4
“ He who loves practice without theory is like the sailor who boards ship without a rudder and compass and never knows where he may cast”.
CAPÍTULO 4 – VARIÁVEIS EXPLICATIVAS DA PRODUTIVIDADE DO