• No results found

5 Diskusjon og implikasjoner

5.1 Begrensninger og fremtidige forskning

Há poucas informações biográficas disponíveis sobre os compositores mineiros nos séculos XVIII e XIX. Principalmente no que refere às datas em geral, notadamente às de início ou término de atividades em determinadas cidades. Para diferentes irmandades ou corporações musicais, freqüentemente, os dados são colhidos a partir de listas de provisões e ou de recibos de pagamentos por serviços prestados. Assim, algumas delas podem não ser absolutamente exatas. As informações presentes foram coletadas, em parte, nas edições das obras em questão e em textos na internet.162

MANOEL DIAS DE OLIVEIRA (São José del-Rei. c.1735-1813).

Nascido em São José del-Rei (atualmente Tiradentes) e falecido na mesma cidade, onde atuou como organista, mestre de música e compositor, prestando serviços às irmandades locais. No campo secular, foi nomeado Capitão de Ordenança de Pé dos Homens Pardos Libertos de São José do Rio das Mortes, no ano de 1766, tendo

162

KATER, Carlos Elias. Artes – Música Colonial – Biografia de Compositores e trechos de músicas. Disponível em: <http://www.cidadeshistoricas.art.br> Cidades Históricas Brasileiras. Acesso

alcançado, três anos depois, a patente de Alferes. Foram encontradas cópias de suas obras em diversas cidades mineiras e paulistas. No decorrer do século XIX, copistas atribuíram ao autor diversas obras, dando assim margem para dúvidas quanto à autoria de algumas peças tradicionalmente associadas a ele.163

JOSÉ JOAQUIM EMERICO LOBO DE MESQUITA (Serro, 1746; Rio de Janeiro,

1805).

Nascido no Serro e falecido no Rio de Janeiro, atuou por muitos anos como organista, mestre de música e compositor em Diamantina, na Matriz de Santo Antônio e para a Ordem Terceira do Carmo. Em 1798, transferiu-se para Vila Rica (atual Ouro Preto), onde foi contratado pela Ordem Terceira do Carmo, além de encarregar-se da música para Confraria do Santíssimo Sacramento, da Igreja do Pilar e para as quatro festas anuais promovidas pelo Senado e Câmara, em 1799. No Rio de Janeiro, a partir de 1801, exerceu a função de organista mais uma vez para a Ordem Terceira do Carmo.164

JOAQUIM DE PAULA SOUZA (Prados, c. 1780-1842).

Exerceu, em Prados, sua cidade natal, as funções de compositor e músico prático, tendo sido a mola propulsora da vida musical do arraial, atuando como uma espécie de mentor. Tomou parte na vida pública exercendo o cargo de representante do arraial no Senado da Câmara da Vila de São José del-Rei, no período em que Prados pertencia a essa vila. Sua excelente caligrafia musical chama a atenção nas suas obras e nas cópias que fez de peças de outros autores, entre eles Manoel Dias de Oliveira e Lobo de Mesquita. Em seus manuscritos, acrescentava ao próprio nome a alcunha de “Bonsucesso”.165

PE. JOÃO DE DEUS DE CASTRO LOBO (Vila Rica, 1794; Mariana, 1832).

Nascido em Vila Rica (Ouro Preto), recebeu sua formação teológica no Seminário Nossa Senhora da Boa Morte, em Mariana. Ordenado padre, exerceu funções de sacerdote na Igreja de São Pedro. Foi organista da Ordem Terceira do Carmo de Vila

163

CASTAGNA, Paulo (coord). Missa. Acervo da música brasileira, restauração e difusão de partituras livro 2. Fundação Cultural e Educacional da Arquidiocese de Mariana. Belo Horizonte, 2002. p. 23.

164

COTTA, André Guerra(org.).Lobo de Mesquita no Museu da Música de Mariana.Homenagem a José Emerico Lobo de Mesquita (1746?-1805) no bicentenário de seu falecimento. FUNDARQ Mariana, 2005. p.21 a 25. KATER.

Rica, entre os anos de 1817 e 1824, onde também foi diretor do coro e da orquestra da Casa da Ópera. Atuou ainda como organista da Ordem Terceira de São Francisco da Penitência, em Mariana e, provavelmente a partir de 1824, tornou-se Mestre Capela da Catedral. Faleceu em Mariana, em 1832, e está enterrado na igreja de São Francisco de Assis.166

PE. JOSÉ MARIA XAVIER (São João del-Rei, 1819-1887).

Nascido em São João del-Rei, em 1819, filho e neto de músicos naturais de Mariana. Seu avô, José Joaquim de Miranda, fundou em 1776, em São João del-Rei, a corporação musical atualmente conhecida como Orquestra Lira Sanjoanense. Iniciou os estudos musicais com seu tio e padrinho, o Alferes Francisco de Paula de Miranda, diretor da Lira, na época. Ainda menino, começou a atuar na corporação, inicialmente como cantor (tiple – no naipe de sopranos) e, depois da mudança de voz, como instrumentista, destacando-se como clarinetista e violinista, além de dominar também a viola, o violão e o piano.

Em 1845, decidiu-se pela vocação sacerdotal, ingressando no Seminário Nossa Senhora da Boa Morte, em Mariana e, devido à formação humanística adquirida anteriormente, foi ordenado, já no ano seguinte, na Matriz de Nossa Senhora do Pilar, em São João del-Rei. Designado como vigário em Rio Preto, MG, ali permaneceu pouco mais de um ano, sendo forçado a retornar a São João por motivos de saúde. A partir de então, passou a exercer diversos cargos litúrgicos e civis na cidade, tais como: professor e capelão do Colégio Duval, Vigário da Vara da comarca, Comissário da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Monte do Carmo, capelão da Irmandade de Nosso Senhor dos Passos e da Confraria de Nossa Senhora do Rosário. Dedicou-se, também, em São João del-Rei, ao ensino da Música.167

PRESCILIANO SILVA (São João del-Rei, 1854; Campinas, 1910).

Nascido em uma família de músicos, descendia, pelo lado materno, do mestre de música Lourenço José Fernandes Braziel. Iniciou sua formação musical em São João del-Rei, sob a orientação de Martiniano Ribeiro Bastos, e prosseguiu sua formação no

165

CASTAGNA. ibid..

166

CASTAGNA, (coord). Pentecostes. Acervo da música brasileira, restauração e difusão de partituras,livro 2. Fundação Cultural e Educacional da Arquidiocese de Mariana. Belo Horizonte, 2002. p. 23. KATER.

Real Conservatório de Música de Milão, em 1879, onde graduou-se em composição. De volta ao Brasil, estabeleceu-se em Campinas, onde se dedicou ao magistério. Exerceu também funções didáticas em diversas cidades do Rio de Janeiro, entre elas Friburgo, chegando a ter, entre seus alunos, a filha do então presidente, Campos Salles.168