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BEDRIFTSHELSETJENESTEN (BHT)

In document Evaluering av IA-avtalen (2001–2009) (sider 195-198)

IA 60- 60-69 år

8 Samarbeid

8.4 Mellom ulike etater

8.4.6 BEDRIFTSHELSETJENESTEN (BHT)

O termo resiliência tem a sua origem histórica no ano de 1807, estando nesta altura relacionado às áreas da física e da engenharia. Thomas Young foi quem inicialmente atribuiu esta característica a matérias que considerava altamente resistentes a deformações provenientes do meio. Para Thomas Young, a capacidade de regressar à forma original após submissão a uma alteração plástica permanente tem o nome de resiliência (Libório, Castro & Coelho, 2006).

Em termos etimológicos, a palavra resiliência provém do latim Resilientia que significa movimentar-se para trás, saltar, recuar, encolher-se, romper. Na sua origem inglesa,

Resiliente, refere-se à ideia de flexibilidade e habilidade rápida de recuperação (Pinheiro,

para o termo: o primeiro refere-se à habilidade de voltar rapidamente para o seu habitual estado de saúde ou de espírito depois de ultrapassar estados de doença ou dificuldades; a segunda definição é a capacidade de uma substância voltar à sua forma original quando a pressão é removida: flexibilidade (Pinheiro, 2004).

Nas áreas sociais e sobretudo na psicologia, este conceito foi muito estudado em meados dos anos setenta, muito embora os debates e pesquisas sobre o tema sejam mais recentes, remontando ao final dos anos noventa (Libório, Castro & Coelho, 2006).

Se, tal como vimos anteriormente para a física, a resiliência é entendida como a capacidade de um corpo recuperar a sua forma original após sofrer um choque ou deformação, para a medicina é a capacidade do sujeito resistir a uma doença, infeção ou intervenção. No caso da psicologia o conceito não é tão objetivo como a sua definição nas ciências exatas, e isto deve- se à enorme variedade e complexidade de fatores que devem e são considerados no estudo dos fenómenos humanos (Polleto & Koller, 2006). Na psicologia, a resiliência é então vista como a capacidade do sujeito, individualmente ou em grupo, resistir a situações adversas, encontrando o reequilíbrio de forma saudável. Isto é, a capacidade do individuo se adaptar e reequilibrar constantemente (Pinheiro, 2004).

Juntamente com o conceito de resiliência, surgiu nos anos setenta o interesse em descobrir os fatores protetores que estão na base da adaptação positiva. No caso, os estudos desenvolvidos centravam-se na adaptação positiva de crianças que viviam em condições repletas de adversidades. Nos anos noventa, pesquisadores procuraram expandir o tema da resiliência em dois aspetos fundamentais, eram eles a noção de processo, relacionada com a dinâmica entre fatores de risco e de resiliência, que permitem ao indivíduo superar as dificuldades e a procura de modelos capazes de promover a resiliência de forma efetiva em termos de programas sociais (Infante, 2005).

Na área da Psicologia os estudos sobre este conceito surgiram devido à observação de crianças em risco que apresentavam psicopatologia. Estes estudos iniciais foram úteis, na medida em que permitiram compreender o que ocorria com estas crianças que, ainda que em situação de risco, aparentavam um desenvolvimento físico e psicológico semelhante ao de crianças em situações benéficas. Nas pesquisas iniciais estas crianças eram descritas como invulneráveis, resistentes ao stress ou mesmo resilientes (Wagnild & Young, 1993).

Flash (1991), refere que o individuo resiliente é aquele que é hábil para reconhecer a dor, perceber o seu sentido e tolerá-la por forma a resolver os seus conflitos de forma (Pinheiro, 2004). Tavares (2001) para além de discutir a origem do conceito resiliência sob três diferentes pontos de vista, a visão física, médica e psicológica, afirma que o desenvolvimento de capacidades de resiliência nos sujeitos passa pelo ajuste e ativação das suas capacidades de ser, estar, ter, poder e querer, ou seja, pela sua capacidade de autorregulação e autoestima.

“Ajudar as pessoas a descobrir as suas capacidades, aceitá-las e confirmá-las de forma positiva é uma forma de as tornar mais confiantes e resilientes para enfrentar a vida do dia- a-dia por mais adversa e difícil que esta seja” (Tavares, 2001, p. 52).

Em 2001, Pereira enfatizou que os sistemas de formação educacional deviam valorizar o desenvolvimento do sujeito, por forma a preparar os seus participantes para um maior controlo do stress, sendo capazes de lidar adequadamente com as estratégias de coping (conjunto de estratégias utilizadas pelas pessoas para se adaptarem a circunstâncias adversas ou stressantes) e de promoverem o indivíduo resiliente, ao longo de todo o desenvolvimento co-extensivo à duração da vida.

Ralha-Simões (2001) desenvolveu o conceito defendendo que este não se trata de uma espécie de escudo protetor que alguns indivíduos possuem, mas por outro lado, trata-se da possibilidade de flexibilidade interna que lhes permite interagir com êxito, e modificar de forma adaptativa quando sujeitos a confrontos adversos com o meio exterior. Desta forma, a resiliência não é entendida como uma forma de defesa rígida, mas uma forma de gestão das circunstâncias adversas, quer sejam externas ou internas, e que se encontram presentes ao longo de todo o desenvolvimento humano.

“O indivíduo resiliente parece de facto reger-se por uma estrutura de personalidade precoce e adequadamente diferenciada, juntamente a uma acrescida abertura a novas experiências, novos valores e a fatores de transformação dessa mesma estrutura, que apesar de ser bem estabelecida, é flexível e não apresenta resistência à mudança” (Ralha-Simões, 2001, p.108).

Este conceito apresenta algumas imprecisões e controvérsias e vários autores dividem-se na explicação do termo. Rutter (1993), considerado um dos primeiros teóricos, destaca no entanto que este conceito não deve ter apenas um caráter individual, como entendido na invulnerabilidade, mas inclui, além das bases biológicas, também as ambientais, bem como o fato de o grau de resistência variar de acordo com as circunstâncias (Pinheiro, 2004). Para Werner e colaboradores, a resiliência é a soma de um equilíbrio evolutivo entre o debate com elementos nocivos ou stressantes do meio, com a vulnerabilidade e os fatores de proteção do sujeito, quer a nível interno quer externo (Anaut, 2005). É também entendida como a “capacidade de responder de forma saudável e produtiva a circunstâncias de adversidade ou trauma, sendo essencial para gerir o stress da vida quotidiana” (Oliveira, 2010, p. 15).

Emergindo assim como conceito promissor, tem vindo a ser estudado e desenvolvido por vários investigadores. E se durante muito tempo esta foi considerada um mito, hoje em dia a literatura científica demonstra que a resiliência é uma resposta comum, não indicadora de patologia, ao invés disso, uma adaptação saudável às adversidades, enfrentando-as positivamente (Oliveira, 2010).

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