Kapittel 1 Innledning – bakgrunn og oppbygning
1.2 Bedre lærerutdanning – et samfunnsbehov
Não há como negar que o surgimento da internet e, posteriormente, de aplicativos, redes sociais, plataformas móveis (como smartphones e tablets) mudou completamente as rotinas do homem moderno. Neste sentido, não falamos apenas do jornalismo, um caso à parte, mas, em todas as áreas de conhecimento, é possível identificar as facilidades que o acesso rápido e prático à web têm trazido. O processo é irreversível, e os reflexos na produção jornalística mundial são evidentes.
Quando os primeiros computadores começaram a ser utilizados nas redações, muitos jornalistas se encantaram pelas facilidades que aquelas máquinas traziam ao dia a dia. Isso foi retratado por Travancas (1993), ao descrever a rotina de uma repórter de 25 anos:
Passados uns quarenta minutos, tempo em que vão chegando outros repórteres, que logo entabulam conversa, ela abre o terminal em busca de possíveis recados e da pauta. O computador, como se percebe nesta passagem, é um elemento incorporado à vida da repórter, que não demonstra dificuldade em utilizá-lo amplamente. Como salientam vários jornalistas,
esse dispositivo é considerado pela geração mais jovem “a maior maravilha
do mundo”, qual a maioria se adaptou rapidamente (TRAVANCAS, 1993, p. 42).
Além das facilidades do dia a dia, os veículos impressos precisaram abrir espaço para o meio online, incorporando-o a seu produto, em vez de repeli-lo como um concorrente. É assim que a mídia tradicional vem sobrevivendo diante da concorrência: dialogando com o jornalismo online. Na internet, o que antes era texto seco e bruto, com uma ou outra imagem de ilustração, pode ganhar conteúdos adicionais por meio de vídeos, artes, infográficos, além de uma maior disseminação da informação, visto que não há limites geográficos na web.
Em seu livro Jornalismo Digital, Pollyana Ferrari escreve que
Os elementos que compõem o jornalismo on-line vão muito além dos tradicionalmente utilizados na cobertura impressa – textos, fotos e gráficos. Pode-se adicionar sequências de vídeo, áudio e ilustrações animadas. Até mesmo o texto deixou de ser definitivo – um e-mail com comentários sobre determinada matéria pode trazer novas informações ou um novo ponto de vista, tornando-se, assim, parte da cobertura jornalística. E acessar um conteúdo não é necessariamente a leitura de uma notícia, já que engloba textos que trafegam pelas comunidades no Facebook, mensagens enviadas nos fóruns, resenhas de livros e discos e colunas. Enfim, o conteúdo não está apenas na área de notícias dos portais, mas sim espalhado em blogs, sites de
relacionamento, redes sócias de música como, por exemplo, a Last.fm, entre outros (FERRARI, 2012, p. 39-40).
Para ela, uma das grandes necessidades do jornalismo atual é preparar o profissional da redação para essa realidade multimídia, fazendo com que ele acompanhe essas transformações sociais. Nesse aspecto, ela cita a atitude do portal de notícias G1, que, segundo a pesquisadora, “prepara o repórter para ir à rua com um notebook, um modem wireless para acesso à banda larga, uma máquina fotográfica digital, um gravador de áudio digital e um radiocomunicador” FERRARI, 2012, p. 40 .
Nesse exemplo, podemos ver que o profissional atua ainda como um repórter fotográfico e que, com o acesso à internet e de posse de um computador portátil, ele pode enviar as informações ou publicar o texto no portal onde quer que esteja. Ela acrescenta que “a notícia é digitada, na maioria das vezes, no táxi durante o caminho de volta para a redação, ou mesmo atualizada do local por telefone para um jornalista que está na redação do G1, dependendo do que o tráfego de cliques demonstrar” FERRARI, 2012, p. 40 .
Essa facilidade tecnológica, mediante a posse de uma série de dispositivos capazes de facilitar a vida do jornalista, não é exclusividade dos veículos que atuam apenas no meio online. Muito pelo contrário. Os meios de comunicação impressa vêm fazendo uso desses recursos cada vez mais, agilizando a produção e aperfeiçoando o processo jornalístico.
Em entrevista, Gregório chegou a citar o uso de câmeras fotográficas embutidas nos celulares mais recentes por parte dos repórteres. Isso pode acontecer quando o jornalista depara-se com um fato repentino e inesperado, assim como quando, por questões de logística, ele sai para cumprir uma pauta fora da redação, sem estar acompanhado de um dos fotógrafos do jornal.
Às vezes eu vou pra um evento e estou com a câmera no carro ou o próprio celular, que já tá com uma qualidade melhor, e faço. Eu já fiz algumas fotos, pra coluna já fiz muitas (...) se a foto tiver trêmula ou com um enquadramento que não esteja legal, evidentemente que ela não é publicada, até porque a gente pede sempre uma qualidade mínima possível, tanto no tamanho, na resolução, como no enquadramento. Há critérios nesse sentido pra gente publicar. Acima de um mega para o jornal já pode ser publicado tranquilamente.37
Outro fato interessante na rotina do jornalismo atual são as coletivas online. Gregório conta que, principalmente, empresas de telefonia promovem essas entrevistas com repórteres
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GREGÓRIO, Jean. Rotinas produtivas do caderno de Economia do Jornal da Paraíba.
de todo o Brasil. Além de assistir às explanações, o jornalista pode, ainda, intervir com perguntas para a sua matéria.
Quanto ao contato com as fontes, os repórteres, também, muitas vezes acabam fazendo uso da tecnologia, mas, meios mais “antigos”, como o telefone, não perdem a preferência. No caso de Freitas, ele diz falar com os entrevistados principalmente através de telefonemas, pois assim ele pode improvisar e obter respostas mais imediatas. Por e-mail, mais dificilmente, já que ele costuma precisar das respostas para o mesmo dia. Freitas diz que as respostas, por correio eletrônico, “são mais completas e pensadas, porém podem demorar a chegar”.38
O e-mail, para ele, é mais útil na coleta de dados de releases.
Entrevistas pessoalmente são mais comuns quando ele faz a cobertura de algum evento ou quando a fonte vai até a redação, mas, vez ou outra, ele sai com um dos fotógrafos em busca de personagens. “Pessoalmente não é tão interessante, porque tenho que escrever ou usar o gravador (decupar as gravações é um trabalho demorado e meio improdutivo, já que a maior parte nunca será usada ”.39
Sobre o uso da internet na redação, Freitas afirma que o Jornal da Paraíba limita o acesso dos repórteres às redes sociais, o que demonstra certo atraso da empresa quanto ao entendimento do importante papel desses sites no jornalismo atual. Ele diz que já conseguiu localizar fontes e fazer entrevistas por esses sites, porém não no Jornal da Paraíba, e que “personagens em pautas de economia são difíceis de localizar por telefone: se eu não conheço pessoas para aquela pauta, tenho que perguntar ao meu editor ou aos colegas de redação”.40
a empresa tem como política o bloqueio dos computadores às redes sociais. Isso limita um pouco o trabalho, distancia do público, as matérias ficam mais burocráticas e secas. (...) O acesso às redes facilitaria muito. Já consegui personagens para pautas especiais em pouquíssimo tempo utilizando o WhatsApp.41
Freitas diz considerar o uso da internet “fundamental” para o trabalho do jornalista do século XXI. Ele faz, ainda, um paralelo com as práticas jornalísticas das últimas décadas.
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FREITAS, Eber. Rotinas produtivas do caderno de Economia do Jornal da Paraíba.
Entrevistadora: Hallita Avelar. João Pessoa: 2014.
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FREITAS, Eber. Rotinas produtivas do caderno de Economia do Jornal da Paraíba.
Entrevistadora: Hallita Avelar. João Pessoa: 2014.
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FREITAS, Eber. Rotinas produtivas do caderno de Economia do Jornal da Paraíba.
Entrevistadora: Hallita Avelar. João Pessoa: 2014.
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FREITAS, Eber. Rotinas produtivas do caderno de Economia do Jornal da Paraíba.
Quem disser que não há benefícios é porque não sabe usar. Ainda existe a figura romântica do jornalista que realizava sua pesquisa no acervo e biblioteca da redação, mas a demanda por informações há duas décadas era outra, e o repórter não dispunha de apenas cinco horas para fechar duas reportagens de 70 linhas cada. O uso da internet não é regalia, é fundamental para o trabalho dos jornalistas. Basta citar que as assessorias de imprensa privadas e do governo usam esse meio para disseminar as informações. Ninguém espera mais o telex da Secretaria de Comércio Exterior para saber os dados de exportações e importações. Está tudo na internet, os últimos dados e a série histórica. A web é intrínseca ao fazer jornalístico hoje.42
Tavares também gostaria de poder usar a internet de forma mais ampla no trabalho. Ela cita ainda o uso do WhatsApp43, que já chegou a “salvar” pautas suas, segundo ela.
O Facebook, por exemplo... apesar da gente não ter acesso aqui, a gente usa de vez em quando. Digamos, tem uma matéria especial, com três ou quatro dias pra apurar, aí a gente coloca no Facebook: “quem conhece um
personagem „assim‟ e „assim‟?”, aí s vezes um amigo diz: “eu conheço”, e
então a gente já tem um contato, uma ideia de quem entrevistar. Aqui se tivesse seria ótimo, porque a gente teria mais facilidade de, na hora da matéria, buscar lá, mas aqui restringe para os repórteres, mas tudo bem a gente consegue usar. WhatsApp também a gente usa bastante. Quando eu não tô encontrando um secretario ou até uma fonte importante pra uma matéria, não consigo no celular, tá numa reunião, a gente manda uma uma mensagem e a pessoa retorna na mesma hora. É incrível como às vezes é mais rápido do que a gente conseguir ligar. Aí eles respondem: “tô numa
reunião, ligue daqui a meia hora”. Quer dizer, não pode falar, mas caladinho
ali no WhatsApp às vezes já dá uma resposta. Quer dizer, isso salva o dia, porque a gente precisa falar com uma pessoa e ela responde pelo WhatsApp.44
Ela conta que nunca chegou a fazer entrevistas através do Facebook, mas acha a rede social uma grande fonte de contatos para as matérias. O e-mail, por outro lado, é bastante utilizado pela jornalista nas entrevistas, especialmente quando o entrevistado diz não ter muito tempo ou quando ele fica com receio de que as informações possam não ser reproduzidas da maneira correta na reportagem. Tavares acredita que esse acaba sendo um meio mais seguro, tanto para as fontes como para o jornal, pois deixa toda a conversa registrada. “Quando é uma especial, que a gente tem mais tempo pra apuar, eu mando todas as
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FREITAS, Eber. Rotinas produtivas do caderno de Economia do Jornal da Paraíba.
Entrevistadora: Hallita Avelar. João Pessoa: 2014.
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Consultar Glossário.
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TAVARES, Alexsandra. Rotinas produtivas do caderno de Economia do Jornal da Paraíba.
perguntas por e-mail, dou um prazo de um dia ou dois e a pessoa me responde tudo, é muito útil”.45
Ainda assim, ela diz preferir utilizar o telefone ou fazer entrevistas pessoalmente.
Eu prefiro sempre o bate-papo, ou pessoalmente ou por telefone, porque no e-mail a gente não tem o feedback que tem quando tá conversando. A pessoa às vezes diz uma coisa e já puxa outra coisa. Mas, se a gente sabe que a pessoa não tem tempo mesmo, que ela não vai ter tempo de conversar com a gente por telefone, aí, pra não excluí-la da entrevista, tem a opção do e-mail. Por uma parte é bom por isso. Quando é número, digamos de milhões, é bom porque fica registrado. (...) eu fiz uma matéria sobre investimento da Caixa, sobre linhas de crédito para habitação, aí eu mandei muita coisa perguntando por e-mail e ele respondeu bem direitinho, aí fica bem claro cada linha e não tem como a gente trocar ou errar.46
Segundo Tavares, um dos telefones da redação do Jornal da Paraíba grava as chamadas, sendo então outra boa alternativa de entrevista, especialmente quando se é necessário ter a conversa registrada por precaução. O Correio da Paraíba possui o mesmo sistema de gravação. Na avançada imprensa, esses registros são transformados em texto.
Ela diz que só não utiliza o recurso mais vezes porque o programa de computador que faz os registros fica instalado no computador usado pelo editor de Cultura, o que dificulta um pouco o acesso.
eu só posso usar quando o André sai, mas geralmente na quinta-feira ele fica até mais tarde, até umas 16h, aí quando tem entrevista no início da tarde eu não uso, porque tá no micro dele instalado. Até disseram que iam instalar em outro local, mas até agora não. Eu fiz algumas entrevistas, poucas, mas fiz já.47
Para entender melhor como se dá o uso desses muitos recursos pelos repórteres do Jornal da Paraíba, dedicaremos nosso próximo tópico à análise propriamente dita das matérias selecionadas, todas publicadas no espaço temporal que separamos (os meses de fevereiro, março e abril de 2014). Vamos verificar quais os temas abordados nas reportagens e como os jornalistas desenvolveram as pautas em questão.
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TAVARES, Alexsandra. Rotinas produtivas do caderno de Economia do Jornal da Paraíba.
Entrevistadora: Hallita Avelar. João Pessoa: 2014.
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TAVARES, Alexsandra. Rotinas produtivas do caderno de Economia do Jornal da Paraíba.
Entrevistadora: Hallita Avelar. João Pessoa: 2014.
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TAVARES, Alexsandra. Rotinas produtivas do caderno de Economia do Jornal da Paraíba.