OSLO UNIVERSITETSSYKEHUS HF
2.3 Bedre kvalitet og pasientsikkerhet
Em contexto de 1º Ciclo do Ensino Básico, a intervenção pedagógica contou com a colaboração de uma turma de terceiro ano, constituída por vinte e dois alunos, metade do sexo masculino e a outra metade do sexo feminino, com idades compreendidas entre os oito e os onze anos.
A instituição já havia acolhido estes alunos no ano passado, pelo que já todos conheciam as instalações e os atores educativos que a compunham. De modo similar, a constituição da turma também se prolongou desde o segundo ano, contando apenas com a nova integração de duas crianças repetentes.
Esta turma mostrou-se, desde logo, um grupo pouco unido, onde a solidariedade e a cooperação não eram praticadas pela maioria dos elementos que o integravam. Nestes moldes, foi possível constatar a existência de pequenos grupos dentro do grupo principal que propiciavam a sua fragmentação e geravam alguma rivalidade. Analogamente a isso, surge a competitividade que reinava neste ambiente educativo, no qual a mera resolução de um exercício era pretexto para se desencadear uma disputa.
Também a partilha dos materiais, escolares e didáticos, constituía momentos de tensão que, na maioria dos casos, requeriam a intervenção do docente responsável. Todavia, e através de uma mediação eficaz, em determinados momentos estes alunos conseguiam adotar atitudes reveladoras, capazes de superar as suas divergências em prol de um objetivo comum.
Ainda que a idade predominante fosse os oito anos, verificou-se uma grande discrepância entre o desenvolvimento cognitivo e social de cada um, notando-se a presença de alguns problemas de aprendizagem. Em consequência disso, surge uma ampla diversidade de características aliada à existência de competências próprias, exibindo, cada um à sua maneira, capacidades distintas e interesses peculiares, dos quais se destacou a inclinação da turma para a disciplina de Estudo do Meio, particularmente pelos conteúdos que proporcionassem a realização de atividades experimentais.
Posto isto, conclui-se que o segundo grupo cooperante possui uma curiosidade inata que pretende satisfazer através de uma aprendizagem ativa e participativa. Por esse motivo, mostrou-se preponderante proporcionar-lhe experiências de aprendizagem motivadoras, que apelassem à ação e estimulassem o desenvolvimento de competências sociais e individuais.
2.4.2. Caracterização do Ambiente Educativo
O ambiente educativo de uma sala de aula, segundo Fernandes (2005), não compreende somente a organização do espaço físico, mas também a dimensão temporal e relacional que lá se estabelece, constituindo estes os pilares bases para a obtenção de um clima de aprendizagem verdadeiramente aprazível e motivador.
A sala de aula, entendida como um “cenário onde os comportamentos de ensino-aprendizagem têm lugar e, como tal, local de excelência de compreensão e aplicação dos fenómenos de aprendizagem” (Ferreira e Santos, 2007, p.36), necessita de uma organização que faça jus a este protótipo, proporcionando as condições necessárias, quer em comodidade como em acessibilidade, para que se processe a construção de novos conhecimentos.
Numa tentativa de corresponder ao exposto anteriormente, este espaço pedagógico assumia uma configuração em função da localização dos instrumentos utilizados com maior frequência na prática pedagógica: o quadro branco e o quadro interativo. Em conformidade com isto, tal como é percetível na planta da sala (anexo B), dez mesas retangulares dispunham-se em três filas, em frente aos referidos quadros, enquanto a restante mesa retangular e uma outra redonda se situavam na sua lateral direita. Assim, esta configuração deveu a sua génese às carências e potencialidades educativas apresentadas pela turma, localizando-se, por isso, os alunos com mais dificuldades de aprendizagem nas filas da frente, a fim de que o docente responsável lhes providenciasse um acompanhamento mais sistemático.
A disposição do espaço nem sempre se mostrou funcional, principalmente para os elementos da turma que se encontravam nas mesas mais afastadas do quadro interativo, apresentando, por vezes, algumas dificuldades de visualização. Contudo, é necessário reconhecer que o facto do quadro mencionado estar colocado perto de umas das extremidades da sala, nomeadamente onde reside uma bancada fixa, não oferecia grandes oportunidades de flexibilidade organizacional.
Além do supracitado, o espaço pedagógico era englobado por paredes brancas, nas quais residiam dois placards – um direcionado para a exposição dos trabalhos construídos pelos alunos, e outro para a exibição de documentos essenciais à regulação da turma –, notando-se ainda a existência de uma bancada com um lavatório onde a turma podia lavar as mãos ou beber água sempre que assim o desejasse, e de um móvel com alguns materiais de apoio. Para além disso, este espaço contava ainda com a presença de três janelas de grandes dimensões que conferiam à sala de aula uma boa iluminação natural, mas, por outro lado, proporcionavam a acumulação de uma elevada temperatura térmica, principalmente durante os dias de maior calor, provocada pela constante incidência dos raios solares.
No que concerne à organização da dimensão temporal, tem-se que as aulas eram iniciadas sempre às nove horas da manhã, terminando à segunda e quinta por volta das treze horas, à terça-feira sensivelmente às dezassete horas e trinta minutos e à quarta e sexta-feira, às dezasseis e trinta. Por volta das dez horas e trinta minutos da manhã os alunos começavam a lanchar na sala de aula para, posteriormente, usufruir de um intervalo de trinta minutos. Às treze horas ocorria o almoço, na cantina escolar, e às catorze e trinta retomavam-se as aulas da parte de tarde. Claro está que todo o tempo pedagógico referenciado era regulado pelo horário de turma, onde constavam também as disciplinas a lecionar em cada dia da semana.