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3   Metode

3.5   Bearbeiding  og  analyseprosessen

Nesta seção, são apresentadas as correlações entre os fatores das experiências profissionais, sociais e da educação formal e alguns dados sócio-demográficos, para auxiliar e discutir se há diferenças significativas entre os fatores vinculados às experiências e o tipo de instituição superior, o gênero, o turno, o ano que iniciou o curso, o período e a idade. A tabela 18 expõe os dados gerados com as correlações, e evidencia as mais significativas.

Tabela 18: Correlação entre fatores, Gênero, Idade, Período, Curso e Instituição.

Fatores Gênero

Tipos de IES

Ano que iniciou o

curso Turno Período

Idade F Sig. F Sig. F Sig. F Sig. F Sig. F Sig. Ação Profissional 0,40 0,52 6,30 0,00 0,90 0,45 11,1 0,00 1,47 0,22 1,13 0,29 Desempenho Profissional 0,34 0,55 7,07 0,00 1,60 0,17 2,38 0,12 0,34 0,55 0,95 0,53 Inserção Profissional 2,24 0,13 5,43 0,00 1,79 0,13 2,12 0,14 5,93 0,01 0,89 0,61 Conflitos em Sala 7,33 0,00 7,38 0,00 0,67 0,60 0,83 0,36 4,70 0,03 1,57 0,36 Empresa Júnior de Administração 0,00 0,95 1,46 0,21 1,48 0,20 12,2 0,00 2,52 0,11 1,01 0,44 Atividades acadêmicas 4,46 0,03 7,18 0,00 0,46 0,76 6,77 0,10 4,68 0,03 1,02 0,43 Mudança no ambiente de aprendizagem 0,57 0,45 4,85 0,00 5,51 0,00 0,85 0,35 0,70 0,40 0,87 0,64 Crescimento pessoal 16,5 0,00 3,13 0,01 0,66 0,61 0,62 0,42 1,15 0,28 1,56 0,38 Interação social 3,76 0,05 1,50 0,19 2,03 0,89 8,22 0,00 0,15 0,69 1,14 0,28 Participação social 0,07 0,79 1,91 0,10 0,14 0,96 3,03 0,08 0,99 0,32 1,00 0,45

Os dados apresentados na tabela 18 indicam que há diferenças significativas entre o tipo de Instituição de ensino superior e 07 dos 10 fatores relacionados das experiências profissionais, sociais e às educação formal. Entre os fatores mais significativos estão os das experiências profissionais com nível de significância igual a 0% e; das experiências da educação formal no qual apenas um não teve relação significativa. Logo, é possível, com base nestes dados extraídos na terceira fase da instituição, afirmar que, o tipo de instituição no qual o aluno de administração está vinculado interfere diretamente no processo de formação das experiências e aprendizado.

Cada instituição de ensino superior promove, por meio de um processo educacional, o desenvolvimento de habilidades e competências que são essenciais para a prática profissional do estudante. Neste sentido, os dados revelam que dependendo do tipo da instituição, ou seja, se é Universidade pública, faculdade ou centro universitário, as experiências vivenciadas pelos alunos são diferentes, proporcionando modos de agir, perceber, interagir e se comportar diferentes dos alunos das outras instituições de ensino superior.

Apesar das IES terem projeto pedagógico que seguem orientações legais, com processos de avaliação pelo MEC que tem procedimentos similares como a estrutura, corpo docente entre outros, o tipo de IES também interfere no processo de formação do administrador, na ação, desempenho e inserção do profissional; nas atividades acadêmicas, conflitos em sala, mudança no ambiente de aprendizagem e até no crescimento pessoal. Assim, sugere-se considerar estas experiências na formação dos alunos, futuros administradores.

Os fatores que não demonstraram relações significativas considerando este dado foram o da empresa júnior de administração, interação social e participação social. No caso da empresa júnior de administração, o que chama atenção é que as instituições fornecem essa atividade de modo diferenciado, considerando o seu contexto, os recursos e o público o que poderia suscitar relação entre essas variáveis.

Outra variável significativa envolve o gênero cuja análise revelou relação com os fatores da educação formal (conflitos em sala e atividades acadêmicas) e das experiências sociais (crescimento pessoal e a interação social). Não há correlação com as experiências profissionais, ponto que chama atenção. Neste sentido, observa-se que as alunas e alunos de administração vivenciam de forma similar as experiências profissionais, e que não há indícios que comprovem um tratamento diferenciado na ação, desempenho e inserção profissional.

O turno se correlaciona com um fator de cada uma das experiências: ação profissional (experiência profissional), empresa júnior de administração (experiência da educação formal) e interação social (experiência social). Esses dados revelam que o turno também intervém na formação do administrador, envolvendo aspectos diferentes para os que estudam pela manhã e os que estudam à noite, quanto à ação profissional, à participação na empresa Júnior e a interação social. Torna-se claro perceber essas relações, pois estudantes vinculados ao turno da manhã, por exemplo, são mais comprometidos com a Empresa Júnior visto que dispõem de mais tempo e as suas ações profissionais e interações sociais também serão diferenciadas, uma vez que perpassam por um processo de formação diferente dos alunos que estudam à noite, e que não acumulam estas experiências.

Já o período não estabelece relações com os fatores das experiências sociais, portanto, correlaciona-se com as experiências profissionais (inserção profissional) e da educação formal (conflitos em sala e atividades acadêmicas). Esses achados revelam que há coerência nas interpretações. O aluno que está no oitavo período já tem vivenciado experiências diferenciadas dos demais, o que possibilita na inserção profissional oportunidades diferenciadas. Assim, as frequências das experiências fazem diferença na formação do administrador e o ensino se torna mais experiencial quando o aluno avança no curso.

Além disso, há diferenças significativas nos conflitos em sala e nas atividades acadêmicas decorrente da interação com a turma, e da maturidade acumulada ao longo do curso, ou seja, quanto mais tempo o aluno está cursando a graduação mais significativas são as experiências de conflitos e de atividades acadêmicas, que são em sua maioria, obrigatórias. O ano que iniciou o curso tem relação apenas com a mudança no ambiente de aprendizagem, o que se torna interessante porque é o único fator que vincula relação de tempo com a aprendizagem. A idade é um dado que não interfere nas experiências, indicando que não há diferenças de percepção dos alunos neste processo.

Esta primeira análise das correlações suscita reflexões dos agentes envolvidos na formação do administrador. Para as IES do curso de Administração, a necessidade está em refletir sobre como viabilizar determinadas experiências para os seus alunos, considerando o turno, o período e o gênero percebendo que a frequência da vivência da experiência é diferente em alguns aspectos e, por isso, precisa ser considerada. Para os estudantes, os achados indicam que a depender da IES que estão vinculados, as experiências vivenciadas no processo de formação também serão diferenciadas o que vai refletir na ação, reflexão e no desenvolvimento de competências.

4. 3.2 Correlação entre a contribuição das experiências, satisfação com o curso e dados