Control problem formulation
4.4 Battery cost
Drees (1993) sugere algumas táticas de supressão de populações de pulgões. Segundo esse autor, a maioria das populações de afídeos é moderada em função de controle natural que incluem condições ambientais (ventos fortes, chuvas intensas, temperaturas extremas etc) e inimigos naturais (joaninhas, sirfídeos, vespas parasitóides, como das famílias Braconidae e Chalcididae, e fungos entomopatogênicos). Além disso, esse autor apresentou uma listagem de agentes de controle biológico, métodos e inseticidas não químicos para a supressão de infestações de afídeos.
O controle químico torna-se extremamente difícil devido à resistência a inseticidas, particularmente em relação aos organofosforados, carbamatos e piretróides. Ffrench-Constant (1988) cita que piretróides podem aumentar a infestação quando aplicados, como o caso de um afídeo que ataca pessegueiros que é estimulado à reprodução após a aplicação de inseticidas. Esses produtos podem provocar também um aumento drástico das populações de afídeos após uma aplicação, em função da eliminação de seus inimigos naturais e a sua não adequação para o controle das espécies-alvo (OETTING, 1985).
Aplicações terrestres de inseticidas químicos foram realizadas contra o afídeo C. cupressi em muitos países do leste africano, mas a despeito do sucesso na redução das populações de afídeos, algumas árvores continuaram a morrer. Infestações que permaneceram não tratadas por mais que 20 dias tenderam a ter uma permanente presença nas plantas hospedeiras (CIESLA, 1991).
Segundo Cranshaw (1999), os afídeos são controlados por inimigos naturais como as joaninhas. Esse pesquisador também sugere que se deve fazer um levantamento dos inimigos naturais presentes antes de efetuar um tratamento das plantas com inseticidas. Quando isso for necessário, deve-se aplicar inseticidas sistêmicos, que são particularmente efetivos quando os afídeos estão escondidos nas folhas, e inseticidas de contato quando esses estiverem expostos nas folhas.
Ao contrário dos estudos com inseticidas químicos sintéticos, os quais são bastante sucintos, há vários relatos sobre a ocorrência de inimigos naturais em colônias de
Parasitóides e predadores são efetivos no controle de surtos de pulgões e na manutenção de baixas populações. Entretanto, inseticidas são freqüentemente utilizados para proteger árvores de alto valor comercial e são mais efetivos contra as ninfas (UNITED STATES, 1989).
Coulson e Witter (1984) referem-se às joaninhas (Coleoptera: Coccinellidae), neurópteros (Neuroptera: Chrysopidae), dípteros (Diptera: Syrphidae) e hemípteros (Hemiptera: Pentatomidae) como importantes predadores de afídeos que atacam espécies florestais.
Na Europa, as joaninhas Scymnus nigrinus e S. suturalis (Coccinellidae), a mosca Lestodiplosis pini (Diptera: Cecidomyiidae), e insetos das famílias Chrysopidae e Syrphidae são predadores de afídeos associados aos plantios de Pinus (MILLS, 1990).
A relação entre C. pini e o seu predador Chilocorus bipustulatus (C.
renipustulatus) (Coccinellidae) em árvores de P. halepensis foi estudada na região de Chacras,
na Argentina, entre 1982 e 1984, por Mallea et al (1988).
Rotheray (1988) descreveu o terceiro instar larval de Metasyrphus
neilseni (Syrphidae), um sirfídeo afidófago que é predador de C. pinea, coletada em P. sylvestris.
Voegtlin (2003a) observou, nos estados da Flórida, Carolina do Sul e Virgínia, a ocorrência de sirfídeos, mirídeos (Heteroptera), crisopídeos e coccinelídeos, mas nenhum desses ocorreu em freqüência suficiente para provocar um impacto significativo sobre a população de C. atlantica.
Espécies de micro-himenópteros do gênero Pauesia, pertencentes à família Braconidae, foram utilizadas no controle biológico de espécies do gênero Cinara na África do Sul, Índia, Israel e Estados Unidos. Diversos autores destacaram sua importância econômica na provável prevenção de surtos do pulgão nesses países (KFIR; KIRSTEN; VAN RENSBURG, 1985; MESCHELOFF; ROSEN, 1990; KFIR; KIRSTEN, 1991).
Os parasitóides P. lachniella e P. orientalis foram encontrados na Índia, em 1984, a primeira parasitando Lachnus tropicalis em plantações de Quercus dealbata, enquanto que a segunda espécie parasitava indivíduos de C. maculipes em P. excelsa (P.
Algumas características da biologia de Pauesia sp., um parasitóide introduzido na África do Sul oriundo dos EUA, contra C. cronartii, foram estudadas em laboratório e campo em árvores de P. patula, em Transvaal, África do Sul, em 1985, por Kfir e Kirsten (1991). O limite superior para desenvolvimento foi de 29,0o C e o mínimo de 7,5o C, com uma constante térmica de 206,19 graus dias. No campo, encontraram-se 34% dos afídeos parasitados, sendo que os indivíduos de 2o e 3o ínstares foram os preferidos para a oviposição a ninfas de 1o instar e adultos. Esses autores também observaram que a habilidade de parasitar indivíduos alados pode ter facilitado a sua dispersão pela África do Sul após sua introdução.
Mescheloff e Rosen (1990) citaram a ocorrência de P. silana parasitando C. palaestinensis em Pinus spp. em Israel. Esses autores destacaram sua importância econômica na provável prevenção de surtos do pulgão nesse país.
Kfir e Kirsten (1991) estudaram a flutuação populacional de Pauesia sp. entre os anos de 1983 a 1985 na África do Sul, em uma área com P. patula de seis anos de idade, onde haviam sido liberados indivíduos do parasitóide. Espécimes de Pauesia sp. foram encontrados durante o inverno de 1983, mas não foram observados no verão seguinte e durante a maior parte do tempo do período de maior ocorrência de Cínara, em 1984. O parasitóide reapareceu em 1984, na primeira quinzena de agosto, e se tornou permanentemente estabelecido. Em 1983 e 1984, populações dos afídeos aumentaram quando o parasitóide estava ausente e decresceram mais tarde quando Pauesia sp. tornou-se estabelecida. Em 1985, quando o parasitóide estava bem estabelecido, a população de afídeo permaneceu pequena, sem picos distintos ao longo da época de aparecimento de Cinara. Esses autores indicaram que Pauesia sp. pode ter sido responsável pelas mudanças nos níveis populacionais de C.
cronartii.
Rio Mora e Voegtlin (1988) registraram um importante parasitóide no México, a vespa Aphididius sp. (Hymenoptera: Aphidiidae), que controlou a população de pulgões do gênero Cinara de forma eficiente naquele país.
No Brasil, tem sido registrado com freqüência em plantações de Pinus atacadas por afídeos do gênero Cinara, a presença de predadores das famílias Coccinellidae, Syrphidae e Chrysopidae (PENTEADO et al 2000a, 2000b; IEDE, 2003; OLIVEIRA, 2003). Uma espécie de fungo entomopatogênico também foi registrada, em mudas de viveiro e no campo no ano de 1999, observando-se que a presença desse fungo associada a condições
climáticas favoráveis ao seu desenvolvimento dizimou com a população de pulgões (PENTEADO et al, 2000a).
Santos, Wikler e Andrade (2003a) citaram a poda de árvores com três anos como um fato marcante para a redução da população dos pulgões dos pinheiros, e que pode ser utilizada como uma estratégia de controle silvicultural. Mas os autores alertam que essa atividade merece maiores atenções no futuro, visto que não afeta as infestações em árvores com idades inferiores.
O manejo efetivo do pulgão-do-cipreste C. cupressi no leste da África foi melhor conduzido dentro de um contexto de manejo integrado de pragas (MIP). O MIP consiste de muitas medidas biológicas, culturais, genéticas e táticas mecânicas usadas isoladamente ou combinadas para reduzir as populações de pragas a níveis toleráveis. O uso de químicos pode ser uma estratégia do MIP, mas devem ser usados como um recurso emergencial (CIESLA, 1991).