4.3 Portfolio Risk for Long-Horizon Investors
5.2.3 Basic Materials, Consumer Goods, Consumer Services, Health Care, Telecom and Utilities
Em decorrência da escassez de metodologias específicas para a estimativa de custos operacionais de máquinas empregadas na colheita florestal, foi aplicada a metodologia proposta pela American Society of Agricultural Engineers, adaptada as condições deste estudo. Entre outras razões pode-se destacar que essa metodologia proporciona confiabilidade científica reconhecida internacionalmente.
Os custos operacionais de cada máquina florestal foram estimados em reais por hora de trabalho (R$.h-1).
Para o cálculo dos custos fixos, foi considerado um valor de revenda de 52% do valor inicial da máquina florestal e vida útil de 4 anos.
O valor inicial da máquina florestal inclui o valor do cabeçote de corte ou de processamento e o valor da máquina base (Apêndice 2).
Os valores de combustível, das máquinas florestais e da mão-de-obra foram fornecidos pela empresa onde foi desenvolvido o estudo e são referentes ao mês de dezembro do ano de 2.007, conforme o Apêndice 2 e 3.
Foram consideradas 367,50 horas de trabalho por mês.
3.2.3.1 Custos fixos
Os custos fixos foram aqueles que não variaram com a quantidade de horas da operação e independeram da produção das máquinas florestais, sendo compostos pelos juros, custos de depreciação e abrigo.
3.2.3.1.1 Juros
Para a estimativa dos juros foi utilizada uma taxa de 10% a.a. que se refere à utilizada pela empresa onde foi desenvolvido o estudo. Segundo a ASAE (2001), os juros são calculados pela Equação 3:
r h Vf Vi J × × + = 2 (3) onde,
J - custos com juros (R$);
Vi – valor inicial da máquina florestal (R$); Vf – valor final da máquina florestal (R$); h – horas efetivas de uso anual;
3.2.3.1.2 Depreciação
O custo de depreciação estimou a perda de valor no decorrer da vida útil da máquina florestal. A estimativa do custo de depreciação foi um procedimento utilizado para recuperar o investimento inicial da máquina, à medida que ela se torna obsoleta. Incluindo o valor da depreciação no custo operacional pode ser obtido um capital de reserva para futura aquisição de uma nova máquina florestal. Foi utilizado o método da depreciação linear, pois considerou que os recursos financeiros correspondentes ficam no caixa da empresa com remuneração zero (Equação 4):
h Vu Vf Vi D × − = (4) onde,
D - depreciação por hora;
Vi - valor inicial da máquina florestal (R$);
Vf - valor final de revenda ou de sucata da máquina florestal (R$); Vu - vida útil em anos;
h - horas de uso anual.
3.2.3.1.3 Abrigo
Foi calculado o custo de abrigo pago em função do local de armazenamento requerido pela máquina florestal. Foi considerado um FA (fator de ajuste) de 0,75% do valor inicial da máquina (Equação 5).
h FA Vi
Ca= × (5)
onde,
Ca - Custo de abrigo da máquina florestal (R$); Vi - valor inicial da máquina florestal (R$); FA – Fator de ajuste;
h - horas de uso por ano.
3.2.3.2 Custos variáveis
Os custos variáveis variaram proporcionalmente em relação ao nível das operações e do tempo despendido para a realização, ou seja, o custo operacional alterava-se de acordo com o desenvolvimento da operação. Foram considerados custos variáveis o custo do combustível, custos de mão-de-obra, lubrificação, reparos e manutenções.
3.2.3.2.1 Mão-de-obra
No custo horário de mão-de-obra (Apêndice 3), estão inclusos os salários diretos e indiretos, e todos os benefícios que os operadores recebem, baseados na quantidade de horas trabalhadas.
Devido ao tempo despendido para abastecimento de combustível, lubrificação, manutenção, ausência da máquina no campo e transporte. Foi adotado um fator de ajuste de 25% proposto pela ASAE (2001) conforme a Equação 9:
{
W FA}
Co= × (5)
onde,
Co - custo do operador por hora (R$); W - salário médio por hora;
FA – Fator de ajuste;
3.2.3.2.2 Combustíveis
O custo de combustível foi estimado baseado na quantidade de óleo diesel consumido por cada máquina florestal (Equação 6).
As máquinas florestais empregadas no estudo possuem um módulo de controle eletrônico do motor, o que possibilita armazenar e transmitir informações sobre o consumo médio de combustível, sendo essas informações fornecidas preliminarmente pela empresa onde foi desenvolvido o estudo. Esse consumo foi em função da potência do motor, tipo de combustível, capacidade operacional, operação desenvolvida, entre outros.
Pc Qm
Cc= × (6)
onde,
Cc - custo de combustível por hora (R$); Qm - consumo médio de diesel (l.h-1); Pc - preço do óleo diesel por litro (R$).
3.2.3.2.3 Lubrificação
Devido à demanda de grande quantidade de trabalho, não justificada em função dos pequenos valores envolvidos para se determinar a quantidade dos produtos consumidos e a cada quanto tempo se faz a lubrificação da máquina, a empresa não realiza o controle dessas informações.
Com base em indicadores médios de consumo e das informações técnicas do fabricante, os custos de lubrificantes foram estimados com fator de ajuste de 15% dos custos do combustível consumido por hora de trabalho, conforme a metodologia proposta pela ASAE (2001).
Nos custos de lubrificação, estão inclusos os dispêndios com óleo de motor, óleo de transmissão, graxas e filtros, estimados através da Equação 7:
Cc FA
Cl= × (7)
onde,
Cl - custo de lubrificação por hora (R$); FA – Fator de ajuste;
3.2.3.2.4 Reparos e manutenção
Os custos de reparo e manutenção incidem devido ao uso em condições normais ou em conseqüência de desgastes dos componentes, acidentes ou deterioração natural da máquina florestal, representados na Equação 8:
u h FR P u h FR P FR FR rm
c
× − + × = 2 2 1000 1000 1 1 (8) onde,Crm - custos de reparo e manutenção; P – valor inicial da máquina florestal (R$); FR1 - Fator de reparo 1 (Apêndice 1);
h - horas de uso acumulada, até o início do ano em análise; FR2 - Fator de reparo 2 (Apêndice 1);
u - horas de uso no ano em análise.