5. Empiri - funn og diskusjon
5.2 Kvalitativt forskningsintervju
5.2.1 Endring som evolusjon
5.2.2.2 Basesjef og Flygesjef sin rolle ved regelverksendringen
Lancaster (1986) aponta que em 1967 ocorreu a publicação do tesauro TEST, visto como primeiro esforço que culminou na elaboração de um manual para a construção de tesauros. Esse manual era composto por diretrizes que serviram de base para a preparação das normas que foram produzidas pela UNESCO, em 1973, e pela American National Standardization Institute (ANSI), em 1980.
Logo após a United Nations International Scientific Information System (UNISIST), da UNESCO, em 1971, lança as primeiras diretrizes para a construção de tesauros
monolíngues com o título Guidelines for Establishment and Development of Monolingual Thesauri for Information Retrieval.
Em 1972 foram publicados os manuais para construção de tesauros mais conhecidos: o de Aitchison e Gilchrist (1972), intitulado Thesaurus construction: a practical manual, e o de Lancaster (1972) denominado Vocabulary control for information retrieval.
Em 1974, ocorreu a publicação intitulada Guidelines for the establishment and development of monolingual thesauri, com o objetivo de fornecer diretrizes para a representação dos conceitos. Trata-se da norma internacional elaborada pela International Organization for Standardization (ISO) 2788, antiga BS 5723.
Ainda na década de 70, o Committee Z39 (hoje National Information Standards Organization – NISO), da American National Standards Institute, publicou a primeira versão da norma americana conhecida como a ANSI/NISO Z39.19. Em 1980, essa norma foi revisada por Madeline Henderson (AITCHISON e CLARKE, 2004) e foi publicada em sua segunda edição com o título Guidelines for the Construction, Format, and Management of Monolingual Thesauri, tomando como base a ISO 2788, edição de 1986. Em sua terceira edição em 2003, a norma ANSI/NISO Z39.19 forneceu diretrizes de forma que os tesauros fossem usados como instrumentos para o acesso e a recuperação de informações em ambientes eletrônicos. Com os avanços tecnológicos e o crescimento de bases de dados digitais eram necessárias diretrizes que atendessem este novo cenário e diante desta realidade, em 2005 foi editada a quarta edição desta norma que consideraria aspectos de interoperabilidade entre vocabulários.
Em 1984 merece destaque a primeira diretriz brasileira elaborada pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT). Esta diretriz foi baseada nos princípios da British Standards Institution - BSI 5723 (1979), que era uma tradução da ISO 2788.
Em 1985 vários países adotaram a norma ISO 5964, publicada com o título Guidelines for the establishment and development of multilingual thesauri, com o propósito de construir tesauros multilíngues.
Destaca-se que, em 1993, o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) traduziu para o português as diretrizes compiladas pela UNESCO e
publicou o documento intitulado “Diretrizes para o Estabelecimento e Desenvolvimento de Tesauros Monolíngues”.
Entre os anos de 2005 a 2008, uma comissão do British Standards Institution (BSI) elaborou uma norma para construção de tesauros que substituiria as British Standards (BS) 5723 e 6723, dado que estas eram idênticas às normas americanas ISO 2788 e ISO 5964, respectivamente. A partir desta análise o British Standards Institution (BSI) publica a BS 8723, intitulada Structured vocabularies for information retrieval; Guide; Exchange formats and protocols for interoperability, que cobriu a construção de tesauros mono e multilíngues, dividida em cinco partes: (parte 1) publicada em 2005 engloba definições, símbolos e abreviaturas; (parte 2) ainda em 2005 define tesauros, incluindo e ampliando tudo que havia na BS 5723 e na ISO 2788; (parte 3) publicada em 2007 inclui outros vocabulários; (parte 4) ainda em 2007 considera aspectos de interoperabilidade entre vocabulários, abrangendo o conteúdo multilíngue das normas BS 6723 e ISO 5964, além de orientações para mapear diferentes tipos de vocabulários; (parte 5) publicada em 2008 inclui os formatos de intercâmbio e protocolos de interoperabilidade, fornecendo um modelo de dados e formato para facilitar o intercâmbio de dados.
A comissão responsável que revisou e unificou as normas ISO 2788 e ISO 5964 em 2007 utilizou como base a norma BS 8723. Daí o surgimento da mais recente norma internacional que viera para substituir as normas ISO 2788, ISO 5964 e partes da BS 8723. Trata-se da norma para construção de tesauros mono e multilíngue nomeada como ISO 25964, elaborada por representantes de quinze países e composta de duas partes: (parte 1) Thesauri for information retrieval, publicada em 2011: a primeira parte da norma para construção de tesauros, mono e multilíngue, visa estabelecer as diferenças entre conceitos e termos, enfatizando que nos tesauros, as relações hierárquicas e associativas ocorrem entre conceitos, e não entre termos. Além disso, inclui também um modelo de dados e um esquema EXtensible Markup Language (XML) para troca destes dados. (parte 2) Interoperability with other vocabularies, publicada em 2013: nesta parte são tratadas as diretrizes sobre interoperabilidade, iniciadas na primeira parte com o modelo de dados, e estão incluídas recomendações referentes ao armazenamento dos recursos, a fusão de vocabulários controlados, mapeamento dos conceitos entre distintos tesauros e entre outros tipos de vocabulários (ISO, 2011; ISO, 2013). Segundo Martins (2013):
“....os pontos 1 a 13 da Parte 1 dessa norma refletem praticamente todo o teor da ISO 5964:1985 e da ISO 2788:1986. Contudo, o
restante da Parte 1 e toda a Parte 2 trazem conteúdos que ainda não haviam sido cobertos por nenhuma outra norma internacional, principalmente no que diz respeito à identificação explícita de relacionamentos associativos”.
Uma síntese do histórico relatado para elaboração de diretrizes na construção de tesauros, mono e multilíngues, pode ser observada na Figura 7.
Figura 7: linha cronológica das diretrizes para construção de tesauros
Fonte: figura elaborada pela autora.
Em 2004, juntamente às diversas diretrizes foi lançado o Simple Knowledge Organization Systems (SKOS). Trata-se de um modelo de dados utilizado para definir a estrutura conceitual de diversos tipos de SOCs, dentre estes o tesauro. Em 2009 foi lançada uma nova versão do SKOS com extensão XL (eXtension for Labels) que possibilita o uso de propriedades da aplicação Resource Description Framework (RDF), ou seja, permite que as expressões sejam interpretadas por máquinas viabilizando a interoperabilidade entre diferentes vocabulários. O SKOS é um modelo que permite a representação de relações semânticas entre conceitos, muito semelhante às relações hierárquicas e associativas, recomendadas na mais recente norma, a ISO 25964 (parte 1:2011; parte 2:2013). Daí se justifica sua aparição junto às diretrizes propostas para a construção dos tesauros.