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A negociação tem se tornado um grande desafio de pesquisa. Vários conceitos de economia, inteligência artificial e teoria de jogos foram combinadas para tratar as preocupações relacionadas com negociação através de abordagens interdisciplinares.

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por John Nash [Nashet al., 1950] em seu trabalho sobre negociação um-para-um e depois em jogos não cooperativos. Isto popularizou a teoria dos jogos, e posteriormente levou a sua absorção pela Ciência da Computação, especialmente entre os agentes inteligentes distribuídos [Weiss, 2000].

Vários frameworks e sistemas de negociação de suporte ou Negotiation

Support Systems (NSS) têm sido propostos na literatura. O framework OPELIX

[Hauswirth et al., 2001] é um projeto europeu que permite a um cliente e um provedor terem negociações bilaterais, totalmente automatizadas. A arquitetura OPELIX implementa todas as fases fundamentais de uma transação comercial: ofertas de produtos e de descoberta, processo de negociação, atividades de pagamento e a entrega do produto ao cliente. No entanto, não suporta os protocolos de negociação sofisticados, sendo restrito a negociações bilaterais.

Os três frameworks apresentados a seguir estão relacionados com projetos desenvolvidos pela Concordia University em conjunto com a Carleton University, ambas do Canadá. O Inspire [Kersten and Noronha, 1999] oferece suporte a operadores humanos na gestão de negociações bilaterais, gerenciando as ofertas e as contrapropostas apresentadas pelos participantes. As funções que norteiam a decisão de cada participante são confidenciais. Como evolução melhorada do Inspire surgiu o Aspire [Kersten et al., 2003], fornecendo apoio a negociação por meio de agentes inteligentes que fazem sugestões aos usuários sobre quais operações executar. Os agentes não automatizam completamente o processo de negociação, apenas prestam apoio a tomada de decisão, por estarem cientes do status das sessões de negociação, implementando uma estratégia de negociação específica, definida em termos de pesos sobre as variáveis de negociação e funções objetivas.

O projeto e-Agora [Chen et al., 2004], oferece um mercado de negócio complexo, no qual os usuários interagem através de agentes inteligentes autônomos. O sistema fornece um modelo de processo e suporta um conjunto de protocolos, sendo que o processo é definido como uma série de atividades e as fases e os protocolos são definidos por meio de regras e restrições as atividades de negociação.

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No trabalho Kasbah [Chavez et al., 1997], é permitido que os potenciais compradores e vendedores criem seus próprios agentes, atribuindo-lhes algumas orientações estratégicas para então enviá-los para um mercado centralizado onde ocorrem as negociações. O apoio é limitado a negociações bilaterais. A única ação válida no protocolo de negociação distributiva é para a compra de agentes para oferecer uma oferta para os vendedores. Dado este protocolo, Kasbah fornece aos compradores várias estratégias de negociação que determinam uma função de lances crescentes para um produto ao longo do tempo.

Em AuctionBot [Wurman et al., 1998] é oferecido um versátil servidor de leilão

online. Agentes de software são providenciados para conduzir os leilões com base

em parâmetros específicos: a participação (número de participantes), bens discretos (lances só são permitidos em quantidades inteiras) e regras de licitação que determinam aceitabilidade, melhoria das ofertas e condições de fechamento.

O framework ASAPM [Chhtriet al., 2007] descreve um sistema multi-agente que permite negociações automatizadas utilizando o Iterated Contract Net Protocol (ICNP) da Foundation for Intelligent Physical Agents (FIPA). Neste framework, existem agentes que negociam a partir dos termos de qualidade de serviço e o ICNP acomoda esta funcionalidade permitindo várias rodadas de negociação.

No trabalho [Karaenke and Kirn, 2010] foi desenvolvido um framework broker-

based para a realização de negociações de SLA. É utilizado um protocolo de

negociação multicamadas que é também é baseado no ICNP da FIPA. O escopo do protocolo é alargado para permitir interações de negociação entre cadeias de serviços diferentes.

O CAAT [Ncho and Aimeur, 2004] é um framework que pode ser usado para projetar sistemas multi-agente para negociações bilaterais e trilaterais automáticas. Este protocolo de negociação permite sequências válidas de interações usando mensagens construídas sobre o Agent Comunication Language (ACL) da FIPA. Uma ontologia que define a semântica de comunicação foi desenvolvido e usado nas mensagens para transmitir uma determinada ação.

As abordagens apresentadas acima fazem avanços interessantes em relação a negociação automatizada, mas eles ainda não são flexíveis o suficiente para

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projetar comportamentos interativos e personalizados ou para personalizar facilmente negociações em domínios de aplicações individuais.

Para este fim, SECSE [DiNitto et al., 2007] foi desenvolvido para fornecer uma infraestrutura flexível que pode ser adaptado em termos de multiplicidade, workflow, protocolo e modelo de decisão para atender a uma aplicação de domínio específico. A arquitetura do framework de negociação é composta de um mercado de negócio que abriga múltiplos agentes, onde cada agente está associado a um participante específico da negociação e a um componente negociador. Os negociadores interagem com os participantes humanos através de interfaces gráficas que permitem fazer ofertas e contraofertas. Além disso, um modelo de decisão interno ou modelo de decisão definido pelo usuário pode ser encapsulado ao framework para executar negociações automáticas. SECSE apoia negociações híbridas, onde alguns participantes são agentes automatizados, enquanto outros são seres humanos.

O WSAG [Andrieuxet al., 2007] representa um esforço de padronização do

Open Grid Forum (OGF) e oferece uma especificação para acordos baseados em

serviços web. Uma linguagem foi desenvolvida e pode ser usada para especificar um modelo de acordo e ainda operações padrão para a gestão do ciclo de vida do serviço. Além disso, ele fornece um protocolo de negociação que permite o estilo

take-it-or-leave-it de negociações bilaterais.

Por fim, analisando as abordagens de arquitetura e projetos propostos na literatura, diferentes padrões foram observados: 1) arquiteturas broker-based, onde um componente broker gerencia negociações Um-para-Um em nome das partes envolvidas; 2) arquiteturas marketplace-based, onde as partes envolvidas em negociações M-para-N são geridos por um mercado intermediário, exigindo que os participantes da negociação exponham suas preferências para o framework de negociação; 3) agentes independentes que negociam uns com os outros sem mediação.

Estes padrões competem ou cooperam livremente com base em racionalidade individual. Do ponto de vista dos protocolos descritos, observou-se abordagens baseadas em regras de negócio que regulam o processo de

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negociação. O uso de ontologias e esquemas representam o conteúdo e semântica das mensagens e os protocolos de negociação são baseadas em parâmetros de configurações.

3.6 CONCLUSÃO

Neste capítulo foram discutidos conceitos sobre acordos em nível de serviço, ou como é comumente conhecido, SLA. Foram apresentados os requisitos para um SLA, especificados algumas funcionalidades e uma arquitetura e por fim descritos tópicos usuais que são comumente encontrados em um SLA.

A utilização de SLA tem como propósitos principais auxiliar no gerenciamento dos recursos disponíveis em uma nuvem computacional e garantir a satisfação dos requisitos contratados por cada cliente.

No capítulo seguinte serão descritos uma série de trabalhos que estão relacionados com o contexto desta proposta, sendo identificadas suas principais atividades e como a abordagem proposta atende cada um destes aspectos.

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