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Barentssamarbeide om studier av sepsis og akutt lungeskade

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O OpenNebula permite administrar e gerir todos os recursos de uma cloud através da linha de comandos (CLI – command-line interface) ou através de uma interface Web (Sunstone). Por ser uma interface gráfica e por permitir uma gestão simplificada da cloud, optamos pela utilização do OpenNebula Sunstone. Basicamente, este é um painel de controlo que permite a gestão simplificada de infraestruturas privadas e híbridas numa cloud, que facilita a gestão dos recursos físicos e virtuais através de uma interface gráfica, bastante apelativa, da mesma forma que seria possível fazer através da linha de comandos. Pode ainda ser configurado e adaptado para diferentes perfis de utilização, restringindo assim opções de acordo com as permissões de cada utilizador. O painel de controlo do OpenNebula Sunstone é acedido através de um browser, por omissão no endereço localhost:9869, podendo os dados de acesso serem consultados no ficheiro sunstone-server.conf. Este ficheiro resulta da instalação do Sunstone. Na instalação realizada ficou localizado em /srv/cloud/one/etc/sunstone-server.conf.

Figura 4.5 A interface do OpenNebula Sunstone

Logo após a instalação do OpenNebula e do Sunstone, foi então possível começar a instanciar as máquinas virtuais pretendidas. Para isso, tivemos de indicar quais os hosts que iriam suportar a

cloud, criar as respectivas redes, datastores, imagens e os templates que descrevem a configuração das máquinas virtuais. No Sunstone começamos assim por indicar que a própria máquina do sistema - a “Fratelo” - iria ser também um host para a cloud. Posteriormente, qualquer

host que se pretendesse adicionar teria que estar acessível pela máquina front-end, através de uma rede. Para adicionar um host, bastou apenas indicar o seu nome ou endereço IP e escolher o respectivo gestor de virtualização que se pretendia utilizar.

Figura 4.6 Definição da associação de um host à cloud

Se tudo correr como o previsto, em poucos segundos o host é associado e o seu estado definido como ligado – ON. Se ocorrer algum erro, é possível consultar o ficheiro “oned.log” para se obter mais detalhes sobre a operação.

Para se criar a rede virtual privada que suporta as máquinas virtuais foi necessário associar uma

bridge e definir um conjunto de endereços IP disponíveis para utilização. A bridge associada tem a designação de “virbr0”, tendo sido criada para o efeito aquando da preparação da instalação do OpenNebula. Na Figura 4.8 apresenta-se a configuração que foi escolhida para a rede no momento da sua criação.

Figura 4.8 Criação de uma rede virtual privada

As datastores são repositórios utilizados para armazenar os discos das máquinas virtuais instanciadas. Como vimos na Figura 4.4, as datastores podem estar localizadas em máquinas distintas dos hosts, estando ligadas a estes por intermédio de uma rede de serviço. Neste caso, ao iniciar uma máquina virtual, o seu disco correspondente é transferido de uma datastore para o

host que suporta a sua execução. Neste projeto, por falta de infraestrutura, optamos pela criação de uma única datastore localizada no próprio host, não havendo assim necessidade de realizar esta transferência pois havia acesso direto aos discos armazenados. Por este motivo, as opções apresentadas no menu de criação de uma datastore eram pouco significativas, pelo que foram utilizadas as definidas por omissão.

Figura 4.9 Criação de uma datastore

Finalizada a criação de uma datastore, obtemos então um repositório ao qual é possível associar as imagens utilizadas nas máquinas virtuais. Estas imagens podem representar sistemas operativos ou simplesmente dados, e podem ser utilizadas simultaneamente por várias máquinas virtuais. Neste projeto procedemos à criação de duas imagens: uma representativa de um sistema de ficheiros e outra que continha a imagem de instalação do Ubuntu 12.04, que foi o sistema operativo escolhido para instalar na máquina virtual que se pretendia instanciar. Neste segundo caso, apenas foi necessário indicar um URL no qual se poderia fazer a transferência da imagem. De seguida, o OpenNebula tratou desse processo automaticamente. Os parâmetros definidos para cada uma das imagens têm em consideração o gestor de virtualização escolhido (xen).

Figura 4.11 Criação da imagem representativa do CD de instalação

Normalmente, quando se monta uma infraestrutura deste tipo, é comum proceder-se à instanciação de múltiplas máquinas virtuais com as mesmas características e recursos. Para facilitar este processo, o OpenNebula possibilita a criação de templates que definem toda a configuração necessária para instanciar uma dada máquina virtual. Existem diversas opções que se podem especificar num template, umas mais genéricas, como a quantidade de recursos computacionais a utilizar em termos de memória ou capacidade de processamento, e outras mais específicas, que são disponibilizadas consoante o gestor de virtualização escolhido. É também no

template que associamos as duas imagens criadas e que seriam utilizadas no arranque da máquina virtual, bem como a rede virtual privada também anteriormente criada. A Figura 4.12 apresenta uma visão detalhada do template criado para este projeto.

Figura 4.12 Especificação do template para a instanciação de máquinas virtuais

Após a criação do template, basta selecioná-lo e instanciar uma máquina virtual a partir do mesmo. Se tudo correr como previsto, após alguns segundos, a máquina virtual estará a ser executada normalmente. Se ocorrer algum erro, a partir do Sunstone pode ser consultado o log de operações relacionadas com a máquina virtual em causa. Após a máquina virtual estar a correr, é possível visualizar alguma informação sobre si, como por exemplo o endereço IP que lhe foi atribuído (Figura 4.13).

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