4.2 O PPLEVDE UTFORDRINGER FOR MELLOMLEDERE I ENDRINGSPROSESSEN
4.2.1 Balansere endring og daglig drift
Todas as sociedades marcam os seus limites legais relativamente ao consumo de substâncias psicoactivas. Contudo, o chapéu da legalidade só por si torna-se insuficiente para regular o consumo de substâncias psicotrópicas ou estimuladores psíquicos, pelo que no seu uso (socialmente aceite o socialmente recriminável) interferem o nível de tolerância, e a aceitação que cada sociedade, país ou comunidade desenvolveu sobre este tipo de substâncias, baseados na tradição cultural e na experiência, ou seja, na prática dos seus costumes e nos seus E.V.
A temática das drogas e o consumo das mesmas é de grande importância para a saúde pública, pois a intoxicação encerra em si o perigo da perca do “auto-controlo” (Van der Stel, 1998), da destruturação pessoal e da desorganização social, factores estes que conduzem a relações sociais perturbadas.
Para evitar estes fenómenos e obstaculizar ao consumo de tóxicos, a sociedade desenvolveu um complexo sistema de leis, regras e sanções que colocam o consumidor fora da normalidade colectiva vigente, a par de desenvolver estratégias “formais /informais” (Comellas, 1993) que passam por pessoas e instituições, tendo com objectivo de desencorajar o consumo estupefacientes e recuperar a “pessoa” para a vida, para a saúde mental e para a sociedade.
O consumo de substâncias psicoactivas como o álcool, a droga e o tabaco, pode ser interpretado como um comportamento (ritual) resultante do contexto social, da substância e do consumidor, sendo que esta trilogia é influenciada por quatro ordens de razões:
Expectativas – Abarcam os pontos de vista sociais e culturais que as pessoas atribuem às consequências do consumo de certas substâncias, como por exemplo: ser mais agressivo ou mais dócil; ser mais alegre ou sisudo; mais criativo ou mais inibido.
Hábitos – Envolvem os métodos de uso e os rituais que os sujeitos, as comunidades ou as sociedades se habituam a considerar como fazendo parte integrante da ordem social/estilo de vida: beber vinho às refeições; as mulheres podem beber tanto como os homens; beber é um meio de socialização; fumar dá personalidade e autonomia, fumar alivia o stress; o consumo de drogas torna o indivíduo membro de um grupo/clã; ou a droga provoca sensações agradáveis.
Auto-Controlo – Envolve a interiorização de valores e normas como resultado do processo civilizacional, aquilo que Elias (1991) define como “combinação de compulsão e da sua interiorização”.
Controlo Externo – Refere-se à coerção e à tentação de usar as substâncias tóxicas. A tentação pode ser tão forte que os sujeitos necessitam de ser controlados/protegidos contra os seus impulsos e obrigados a cumprir as regras.
As acções de combate ao consumo de substâncias tóxicas, assenta na base de que estas são prejudiciais à saúde, ao bem-estar das pessoas e à sociedade assim com interferem negativamente nos E. V., facto pelo qual o “álcool”, a “droga” e o “tabaco” enfrentam da generalidade dos actores sociais uma luta cada vez mais azeda que assenta:
a) Plano político-ideológico, através de medidas legislativas e punitivas com que as forças dominantes reagem ou promovem para combater o uso de estupefacientes.
b) Plano económico, isto é, a dimensão económica do problema nos aspectos da geração indevida e criminosa de riqueza, o desenvolvimento de desigualdades sociais, das associações criminosas e do branqueamento de capitais por um lado. Por outro lado, é exigido à sociedade um esforço económico avultado, para a que se libertem verbas tendentes à recuperação dos cidadãos e manutenção da “guerra” contra a economia do vício.
c) Plano moral, ou seja, as sociedades são mais tolerantes nas considerações racionais ligadas com os danos na saúde, mas censuram mais a incapacidade que os “magisteres” revelaram na orientação dos “discipuli”, e que vai ter graves implicações na conduta, na ordem estabelecida, na ruptura de valores e do padrão socialmente vigente (Santos e Silva, 2002).
Sendo o álcool, a droga e o tabaco um problema de ordem social e de interesse público, ele mobiliza os indivíduos para a prevenção, através da implementação e desenvolvimento de E.V. saudáveis e cujo objectivo é melhorar a saúde física e mental individual e pública. Assim a prevenção no sector da saúde e da qualidade de vida passa pela intervenção primária. Esta deve ser entendida como intervenção precoce perante o surgimento de um problema de saúde, o que significa quebrar a gramalheira de elos causais que circundam o problema, retirando se necessário um ou mais elos à cadeia. A prevenção primária tem a ver com o influenciar do comportamento e das perspectivas dos sujeitos. Implica motivá- los e induzi-los a mudar os seus E.V. na direcção desejada e a educação e a informação desempenham neste aspecto um grande papel
Outro nível de acção é a prevenção secundária que consiste na detecção precoce de um problema de saúde ou doença, que se encontra em evolução mas que clinicamente ainda não é visível, de tal modo que através da intervenção precoce se possa tornar o prognóstico mais favorável.
O último nível cabe à prevenção terciária, que se entende por recaída de uma doença, ou limitação dos sintomas residuais no caso de uma doença clinicamente evidente, ou de um problema comportamental visível.
Em síntese o problema do álcool, da droga e do tabaco passa em grande medida pelo conjunto de eixos construídos com base em Var der Stel (1998), Carvalho (2002) e Santos e Silva (2002) e que a seguir se enumeram:
*Políticas educativas que potenciem aumente os níveis de “literacia” dos sujeitos. *Capacitação e “empowerment” dos sujeitos.
*Desenvolvimento das práticas de prevenção.
*Envolvimento da sociedade, trabalho cooperativo e multidisciplinar no trabalho de prevenção.