A minha experiência em contexto de estágio na Sport Zone decorreu de forma positiva, dentro dos parâmetros que foram estipulados na primeira reunião, antes mesmo de iniciar funções. Um dos meus objetivos era desenvolver o estágio do Mestrado de Tradução num contexto empresarial, onde pudesse ter contacto com profissionais de diferentes áreas que me pudessem acrescentar valor pessoal e profissional e a Sport Zone proporcionou-me essa oportunidade, com todo o acompanhamento necessário por parte da minha mentora, Susete Ferreira, e das equipas com as quais tive contacto.
O processo de adaptação à empresa foi bem estruturado e orientado pela minha mentora, tendo sido feito um planeamento para todo o estágio. O primeiro mês consistiu num período de adaptação, sem responsabilidades de grande exigência, uma vez que a aprovação dos pedidos de tradução, bem como os respetivos prazos, eram filtrados e geridos pela minha mentora. O segundo mês apresentou-se como o mês de transição, onde comecei a ter um maior controlo sobre os pedidos de tradução. Esperava-se ainda que eu já conhecesse o funcionamento geral da empresa, bem como as variantes de comunicação dos diferentes departamentos. O último mês ficou definido como o mês no qual eu teria de ser praticamente autónomo, gerindo os meus próprios projetos e garantindo resultados de tradução sem necessidade de supervisão. Ainda assim, tanto a minha mentora como os meus colegas de escritório mostraram-se sempre disponíveis para me auxiliar e, sempre que necessário, esclarecer as minhas dúvidas.
Apesar de, no início, ter sentido alguma dificuldade na execução das traduções que me foram pedidas, devido ao seu grande volume e urgência, consegui dar resposta positiva a todas elas. Para isso contribuiu o auxílio da minha equipa, assim como as técnicas de pesquisa, de tradução e de revisão que desenvolvi durante o estágio, que deram origem ao tema deste relatório. Tais técnicas passaram pela utilização de ferramentas de TA, como o Google
Tradutor, que me ajudavam a obter traduções de forma mais imediata, para além de técnicas de pesquisa, para encontrar termos e expressões que não dominava, e a pesquisa em dicionários
online e bases de dados terminológicas.
A ajuda da minha orientadora, Cláudia Martins, foi crucial para a execução das minhas traduções para inglês, principalmente durante a fase de revisão, na qual me alertava para incongruências linguísticas e me sugeria alterações. Na maior parte das vezes, as alterações prendiam-se com a simplificação do TC, que se revelava uma tarefa mais árdua,
71 tendencialmente nas primeiras traduções. Adicionalmente, alertava-me para a repetição de conectores e de termos, sugerindo sinónimos e alternativas para o texto não se tornar fastidioso. Ressalvo ainda o apoio da professora Isabel Chumbo que sempre se mostrou disponível para me ajudar a rever alguns segmentos de traduções do par linguístico português-inglês. Relativamente a traduções para espanhol, a professora Alexia Dotras Bravo também foi um elemento imprescindível sempre que eu tinha dúvidas ou precisava de rever traduções.
Um ponto que considero menos positivo no decorrer do meu estágio é o facto de a empresa não me ter proporcionado o apoio de um profissional qualificado para a revisão das minhas traduções. Apesar disso, tinha noção, antes de iniciar o estágio, que tal seria improvável, uma vez que a Sport Zone não é uma empresa dedicada à tradução e eu seria o único tradutor da minha equipa. Ainda assim, a minha mentora mostrou-se disponível para rever alguns projetos e ajudar-me no que estava ao seu alcance.
De referir que a Sport Zone não me deu a possibilidade de adquirir nenhum tipo de ferramenta de tradução que implicasse custos para a empresa, como seria o caso da ferramenta de TAC profissional SDL Trados. Assim, tive de arranjar alternativas. No que toca a ferramentas de TAC, optei por usar o Wordfast Classic que, apesar de ser uma ferramenta gratuita, me ofereceu recursos imprescindíveis para a realização de vários projetos durante o meu estágio, tais como as memórias de tradução e a integração de glossários. Esta ferramenta também era compatível com os documentos fornecidos pela Sport Zone, que eram praticamente todos disponibilizados em ficheiros .docx. O único documento com o qual senti incompatibilidade com o Wordfast Classic foi o catálogo técnico, que se apresentava em formato .xls. Apesar disso, como a sua formatação era simples, conseguia integrá-lo num documento Word para traduzir e exportá-lo para o seu formato de origem, em Excel.
Saliento que tive oportunidade de traduzir, não só para o meu idioma nativo, português, como para inglês e para espanhol. Se por um lado a tradução para línguas estrangeiras, das quais não sou nativo, acarretou algumas dificuldades e trabalho redobrado, por outro foram ao encontro daquilo que eu ambicionava, enquanto profissional da área da tradução, pois deram- me a oportunidade de desenvolver as minhas capacidades linguísticas.
Adicionalmente, tal como me foi prometido pela minha mentora, Susete Ferreira, no início do estágio, desenvolvi projetos no âmbito de um vasto leque de campos conceptuais, como o marketing, texto técnico, publicitário, entre outros. Não só era algo que ambicionava, como também desejava expandir os meus conhecimentos e explorar novas áreas e adquirir diferentes competências técnicas.
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O feedback por parte da minha mentora e das equipas que me pediam traduções foi sempre muito positivo, tendo em conta a qualidade do TC e a sua entrega dentro dos prazos estabelecidos. A minha evolução e adaptação ao funcionamento interno da empresa, ao longo dos meses de estágio, foi enaltecido pela minha mentora que, para além disso, se mostrou satisfeita pela minha fácil adaptação às diferentes formas de comunicação dos vários projetos e pela boa gestão dos pedidos de tradução.
Concluo assim que a proficiência adquirida na utilização das várias ferramentas e técnicas que adotei para a realização das traduções foi um fator crucial para a plena execução das minhas tarefas. Ainda assim, apesar de as tecnologias terem sido fundamentais, o domínio que tenho dos idiomas português, inglês e espanhol foi fundamental para o controlo do TC no decorrer da tradução e na fase de revisão, onde o controlo humano continua a ser o mais eficaz.
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