3.1 Rammer i oppfølgingssystemet
3.1.1 Ressurser og plikter hos NAV
Presidente Epitácio-SP destaca-se por ter vocação para o uso da bicicleta, pelo seu relevo plano e por ser de pequeno porte. As rotas a serem percorridas pela tecnologia a pé faz com que as distâncias superiores a 500 m tornem-se longas e de automóveis tornem-se próximas. Entretanto, a bicicleta, por ser flexível, vence as distâncias curtas e adapta-se a outras modalidades de transportes (MARTENS, 2004).
Figura 22 - Bairros distantes da malha urbana
Fonte: Prefeitura Municipal de Presidente Epitácio (2013).
A Figura 22 apresenta os limites, de acordo com Lynch (1999) que são notavéis na imagem da cidade. A Sudoeste (SO) tem-se a Rodovia Raposo Tavares, a Noroeste
(NO) o rio federal Paraná, a Nordeste (NE) a linha férrea e a Sudeste a Avenida José Vicente Junior. As composições destes limites formam uma espécie de “quadrilátero”, ou seja, anel viário representado pela cor vermelha, com a função de interligar as vias de acesso da cidade.
Na parte interna do “quadrilátero” concentra-se a principal malha urbana, disposta de forma reticulada na maior parte da cidade de Presidente Epitácio-SP. Nas extremidades do “quadrilátero” encontram-se representados por manchas em tons de cinza os assentamentos, conhecidos como Agrovilas e Village Lagoinha, do lado direito do mapa, enquanto que do lado esquerdo está representado o Distrito Industrial. Estas são as localizações mais distantes do centro da cidade, com problemas de acessibilidade e segurança, principalmente no acesso ao Distrito Industrial, pela existência da Rodovia Raposo Tavares.
Na parte interna do “quadrilátero” tem-se um eixo longitudinal, representado na cor laranja, que corta toda a cidade, sendo a avenida principal, denominada Presidente Vargas. Nesta concentra-se a maior parte do comércio, bancos, instituições financeiras, lojas de grande porte distribuídas de forma linear.
Na cor amarela tem-se a expansão do comércio que se desenvolve pelas vias paralelas ao eixo, Rua Maceió (linha inferior) e Rua Fortaleza (linha superior). Portanto, existe maior tráfego nessas três vias, Presidente Vargas, Maceió e Fortaleza, concentração intensa de pessoas e veículos.
Observou-se também que várias ruas de Presidente Epitácio-SP apresentam largura considerável, em torno de vinte metros, com possibilidade de receber a implantação de ciclovias ou ciclofaixas. Porém, deve-se realizar um estudo de acesso aos lotes, acesso à via ciclável, principais rotas, locais dos estacionamentos, estrutura da via, estudo do tráfego para determiná-las.
Nestes casos, acredita-se que implantar a infraestrutura cicloviária iria contribuir com o uso da bicicleta, sobretudo nos trajetos maiores para o ciclista sentir-se seguro, além de proporcionar rapidez no trajeto. Entretanto, Sousa (2012) apresenta outros componentes que influenciam no uso da bicicleta, como a faixa etária, na qual a pessoa pode estar sedentária ou ter problemas de locomoção motora e o sexo dos ciclistas, pois as mulheres são mais vulneráveis a roubos e apresentam menor capacidade física quando comparada aos homens ao pedalar.
Outra relação ao uso da bicicleta é a renda familiar. De fato, é difícil acreditar que todos os habitantes tenham condições de manter um automóvel, agregando-se a esta
afirmação o fator da população ter baixo poder aquisitivo. De acordo com Santos (2010, p.169), o retrato da renda familiar na cidade indica que:
Dos 691 entrevistados, 6,8% (47 pessoas) disseram que sua renda familiar é de menos de 1 salário mínimo (SM); 32,3% (223 pessoas) disseram que recebem em sua família de 1 a 2 salários mínimos; 43,6% (301 pessoas) afirmaram que sua família recebe de 2 a 5 salários mínimos; 14,8% (102 pessoas) afirmaram que sua família recebe de 5 a 10 salários mínimos; 2,5% (17 pessoas) afirmaram que sua família recebe mais de 10 salários mínimos e 0,1% (1 pessoa) não respondeu.
De fato, 39,1% dos entrevistados por Santos (2010) apresentam renda familiar inferior a dois salários mínimos. Completando esta informação o IBGE Cidades (2010), também apresenta informações do valor do rendimento nominal mediano mensal per
capita dos domicílios particulares permanentes – rural e urbano, respectivamente, R$
405,00 e R$ 510,00.
Apesar dessas informações serem relevantes, não se pode colocar a renda como fator determinante para o uso da bicicleta, pois os países que apresentam a maior adesão as bicicletas são os países desenvolvidos, na qual a população tem condições de adquirir um automóvel, como citou-se, no capítulo 3.
Portanto, o transporte por bicicleta é uma ótima escolha, pois apresenta custo reduzido para a população de baixo poder aquisitivo, sendo a economia algo primordial. Já para a população de maior renda, a adesão pelo uso da bicicleta acontece por conscientização, por meio das oportunidades de viajar por países onde a bicicleta tornou-se um meio de locomoção, assim, abastecidos de cultura, passam a se preocupar com as questões ambientais, buscando atividades saudáveis na ânsia de se obter a qualidade de vida.
Por conseguinte, é necessário alterar esta cultura de valorização ao veículo motorizado e atingir todas as camadas sociais por meio da mídia, colocando em primeiro lugar o pedestre, principalmente as pessoas com alguma mobilidade reduzida ou total e em segundo as tecnologias não motorizadas, seguida do sistema de transporte público e por último o transporte particular motorizado.
Para isso, os gestores e planejadores hão de se empenhar na implantação física das vias cicláveis e consequentemente se terá um aumento no número de adeptos a bicicleta. Esta adesão reflete em outros índices como redução de poluentes e do sedentarismo, pois o uso da bicicleta é uma forma de movimentar o corpo.