• No results found

Em reunião realizada na sede da associação de marca, com a comissão de finanças, composta por sócios, diretores e gerentes das concessionárias que participaram desta pesquisa, foram provadas à aplicabilidade, sem nenhuma ressalva, do mapa estratégico e dos indicadores de desempenho, em todas as suas perspectivas, (financeira, dos clientes, dos processos internos e do aprendizado e crescimento), propostos para as concessinárias automobilísticas (caminhões).

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Com o aumento da concorrência no setor automobilístico, principalmente com a chegada de novas montadoras e, até mesmo pelo aumento das importações de caminhões, em razão das quedas das barreiras geográficas e, muitas vezes econômicas, para se assegurar no mercado, cada vez mais as concessionárias necessitam de ferramentas que lhe garantam a eficiência na condução dos negócios. Focadas no futuro, delinear objetivos a médio e a longo prazo e, principalmente, traçar as metas e ações para alcançá-los, passaram a ser vital para a permanência no mercado.

O BSC tem como característica sua capacidade de conectar as estratégias de negócio da concessionária à sua operação e os indicadores de gestão estratégica oferecem suporte para mensurar o desempenho e as possíveis ações corretivas no rumo dos negócios.

É diante deste cenário de grandes tranformações que esta pesquisa foi desenvolvida, com o objetivo de auxiliar as concessionárias automobilísticas a melhorar a gestão dos negócios, propondo indicadores de desempenho que sejam capazes de alinhar suas estratégias de negócios ao orçamento.

A pesquisa contou com a participação de 55 concessionárias automobilísticas (caminhões), a associação dos concessonários da marca, bem como a motadora.

Na pesquisa realizada nas concessionárias automobilísticas (caminhões), destacam-se:

 58,8% das concessionárias possuem gestão familiar;

 47,1% não possuem estratégias e metas de negócios a serem alcançadas a longo prazo;

 Apenas 11,1% utilizam-se do Balanced Scorecard como ferramenta gestão;

 38,9% não utilizam nenhuma ferramenta de gestão estratégica de negócios;

 47,1% não possuem nenhuma política de remuneração por superação de metas;

 

 38,9% relataram que todo o ciclo de planejamento estratégico e orçamentário apresenta falha e deve ser revisto; e

 Para 40% das concessionárias pesquisadas, falta cultura organizacional para implantar processos de gestão.

Analisado o cenário de gestão que as concessionárias possuem e levando em consideração os fatores críticos de sucesso, que por elas foram apontados, criou-se um mapa estratégico que pode ser aplicado ao setor de concessionárias autombilísticas (caminhões).

O mapa estratégico proposto elenca cada fator crítico de sucesso, que carece de atenção pelos concessionários, bem como define a relação de causa e efeito entre cada um deles. Se, com a utilização dos ativos intangíveis, os objetivos da perspectiva de aprendizado e crescimento forem atingidos, o grau de sucesso na perspectiva dos processos internos será elevado. Se as concessionárias automobilísticas (caminhões) forem eficientes em seus processos internos, os seus clientes ficarão satisfeitos e fiéis à empresa. Se os clientes estiverem satisfeitos com os serviços, produtos e atendimento, a perspectiva financeira terá sucesso, pois o aumento das vendas, a geração de caixa e o aumento da lucratividade serão consequências naturais do sucesso das três perspectivas anteriores.

A partir dos fatores críticos de sucesso do mapa estratégico, foram criados indicadores de desempenho para as quatro perspectivas do Balanced Scorecard: financeira, clientes, processos internos e aprendizado e crecismento. Os indicadores de desempenho aqui propostos servem como conexão entre as estratégias de negócios, fundamentadas nos fatores críticos de sucesso e as operações definidas no orçamento.

Os indicadores de desempenho propostos para a perspectiva financeira visam ao aumento do retorno sobre o capital, à geração e crescimento dos lucros, à expansão das receitas e à melhor utilização dos ativos das concessionárias automobilísticas (caminhões).

Já os indicadores de desempenho propostos para a perspectiva dos clientes visam satisfazer as necessidades as suas necessidades, para tornar a concessionária a fornecedora preferencial. Indicadores voltados para o relacionamento, qualidade, pontualidade, produtos e serviços com baixos preços,

 

alto desempenho e diferenciados, compõem a estrutura básica de gerenciamento dessa perspectiva.

Para a perspectiva dos processos internos, os indicadores de desempenho propostos são capazes de auxiliar na gestão dos processos internos críticos que, se bem executados, satisfarão as perspectivas dos clientes e, por fim, a perspectiva financeira. Melhoria dos processos operacionais, aumentar valores para os clientes e criar novos produtos e serviços compõem os indicadores da perspectiva dos processos internos.

Na última perspectiva, a de aprendizado e crescimento, foram propostos indicadores de desempenho com a finalidade de maximizar a utilização de ativos intangíveis como o capital humano, capital da informação e da organização.

Por fim, em uma entrevista com a comissão de finanças da associação de marca, integrada por sócios, diretores e gerentes das concessionárias que participaram desta pesquisa, o mapa estratégico e os indicadores de desempenho para cada uma das perspectivas, financeira, clientes, processos internos e aprendizado e crescimento, quanto à sua aplicabilidade para concessionárias automobilísticas (caminhões), foram aprovados por todos, sem nenhuma ressalva.

Embora a presente pesquisa tenha sido realizada em uma rede de concessionárias (caminhões) de uma única marca, os indicadores aqui propostos podem ser aplicados para todas as concessionárias do setor de caminhões, independente da marca representativa, bem como uma parte considerável dos indicadores propostos também pode ser utilizada para concessionárias de outros setores, tais como veículos de passeio, motocicletas, máquinas e implementos agrícolas e rodoviários.

Dentre algumas limitações desta pesquisa, ressalta-se que não foi foco estabelecer metas para os indicadores, pois estas são particularidades de cada estratégia de negócios adotada pelas concessionárias automobilísticas (caminhões).

Também não foi objetivo deste trabalho esgotar todos os indicadores utilizáveis pelo setor de concessionárias automobilísticas (caminhões), entretanto os indicadores aqui apresentados poderão nortear seus objetivos de negócios futuros, bem como servir como base na criação de novos indicadores de gestão estratégica.

Espera-se que o presente estudo tenha contribuído de forma prática na criação de indicadores de gestão estratégica de negócios e no seu alinhamento das

 

estratégias com o plano orçametário. A partir desta pesquisa, em última análise, seguem sugestões para as futuras pesquisas:

 Elaborar pesquisa associando os indicadores estratégicos do BSC aos sistemas integrados de informação;

 Elaborar um painel de controle para cada nível hierárquico de gestão e conhecimento da estratégia de negócios, pautado nos indicadores estratégicos do BSC;

 Elaborar pesquisa para verificar o grau de sucesso das estratégias de negócios das concessionárias, após a implantação dos indicadores de desempenho sugeridos por esta pesquisa.

 

 

REFERÊNCIAS

ALVARENGA, Gustavo Varela et al. Políticas Anticíclicas na Indústria Automobilística: uma Análise de Cointegração dos Impactos da Redução do IPI sobre as Vendas de Veículos. Radar: Tecnologia, Produção e Comércio Exterior (IPEA/DISET), n. 7, p. 9-14, abr. 2010.

ANFAVEA. Anuário da Indústria Automobilística Brasileira 2010. Disponível em: http://www.virapagina.com.br/anfavea2010/. Acesso: 25 de set. de 2011.

BARINO, Bruno Costa. Balanced Scorecard como Ferramenta de Comunicação de Estratégia: Um Estudo em Instituição Financeira. 2010. 152 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Contábeis e Financeiras) – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

BESERRA, João Maurício Carvalho. Estratégias Competitivas utilizadas pelas concessionárias de veículos novos em São Luís/MA. 2010. 101 f. Dissertação (Mestrado em Administração e Controladoria) – Faculdade de Economia, Administração, Atuária e Contabilidade da Universidade Federal do Ceará (UFC), Ceará.

BOURGUIGNON, A.; MALLERET, V.; NORREKLIT, H. (2001), Balanced Scorecard versus French Tableau de Bord: Beyond Dispute, a Cultural and Ideological

Perspective. Disponível em: http://www.hec.edu/var/fre/storage/original/application/b238ea034d08e3b258e080d3

34376553.pdf. Acessado dia 11/09/2011 as 14:51.

BRAGA, Roberto. Fundamentos e Técnicas de Administração Financeira. 1. ed. São Paulo: Atlas, 2009.

CARVALHO, Enéas Gonçalves de. Globalização e Estratégias Competitivas na Indústria Automobilística: Uma Abordagem a Partir das Principais Montadoras Instaladas no Brasil. Gestão & Produção, v. 12, n. 1, p. 121-133, jan.-abr. 2005. CASTRO, João Bosco Barroso de. Gestão Estratégica para Redes de Varejo Farmacêutico: um Modelo Baseado no Balanced Scorecard. 2005. 158 f.

Dissertação (Mestrado em Ciências Contábeis e Financeiras) – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

CEBRIÁN, Mónica S.; CERVIÑO, Esther F. Un Análisis de la Flexibilidad del Cuadro de Mando Integral (CMI) en su Adaptación a la Naturaleza de lãs Organizaciones. Revista Iberoamericana de Contabilidad de Gestión. Volumen II nº 4. Julio-Diciembre 2004.

CHIAVENATO, Idalberto; SAPIRO, Arão. Planejamento Estratégico. 2ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2009.

COSTA, Ana Paula Paulino da. Contabilidade Gerencial: um Estudo sobre a Contribuição do Balanced Scorecard. 2001. 164 f. Dissertação (Mestrado

 

Controladoria e Contabilidade) – Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade – Universidade de São Paulo (USP).

FAGUNDES, Jair Antonio et al. Tableau de Bord vs Balanced Scorecard. Revista de Contabilidade do Mestrado de Ciências Contábeis da UERJ, Rio de Janeiro, v. 12, n. 1, p. 1, jan./abril, 2007.

FEIJÓ, José Eduardo de Oliveira. Análise dos Objetivos e Indicadores Estratégicos da Perspectiva e Crescimento do Balanced Scorecard de um Centro de Pesquisas. 2007. 109 f. Dissertação (Mestrado Profissional em Gestão Estratégica de Negócios). Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). FENABRAVE. Anuário 2010 - O desempenho da Distribuição Automotiva no

Brasil. Disponível em: http://www.fenabrave.org.br/principal/pub/Image/20110614100628anuario2010.pdf.

Acesso: 25 de set. de 2011.

FREZATTI, Fábio. Orçamento Empresarial: Planejamento e Controle Gerencial. 5ª ed. São Paulo: Atlas, 2009.

GERMANY, Rhonda e MURALIDHARAN, Raman. The Three Phases of Value Capture: Finding Competitive Advantage in The Infromation Age. Strategy + Business, New York: n. 22, Primeiro Quadrimestre de 2001, p. 82-91.

GOLDBAUM, Sergio. Restrições Verticais no Setor Automotivo: Barreiras à Entrada de Novos Concessionários. 2005. 135 f. Tese (Doutorado em Economia de Empresas) – Escola de Administração de Empresas de São Paulo – Fundação Getúlio Vargas.

HAMEL Gery, PRAHALAD, C.K. Strategic Intent. Harvard Business Review, Boston, v. 67, n.3, p. 64, Maio/jun. 1989.

HOJI, Masakazu. Administração Financeira e Orçamentária: Matemática Financeira Aplicada, Estratégias Financeiras, Orçamento Empresarial. 9. ed. São Paulo: Atlas, 2010.

HOJI, Masakazu.; SILVA, Hélio Alves da. Planejamento e Controle Financeiro: Fundamentos e Casos Práticos de Orçamento Empresarial. São Paulo: Atlas, 2010.

KAPLAN, Robert S. Devising a Balanced Scorecard Matched to Business Strategy. Planning Review, [s.l.], Sep./Oct. 1994, pp. 15-48.

KAPLAN, R. S.; NORTON, D. P. The Balanced Scorecard – Measures That Drive Performance. Harvard Business Review, Boston, v.70, n.1, p.71-79, Jan./Feb. 1992. KAPLAN, Robert S.; NORTON, David P. Strategic Learning & The Balanced Scorecard, Strategy & Leadership, Vol. 24 Iss: 5, pp.18 – 24, 1996a.

 

Review. Vol. 39 N. 1 Fall. 1996b.

________. A Estratégia em Ação: Balanced Scorecard. 26ª ed. Rio de Janeiro: Campus, 1997.

________. Organização Orientada para a Estratégia: Como as Empresas que Adotam o Balanced Scorecard Prosperam no Novo Ambiente de Negócios. 17ª ed. Rio de Janeiro: Campus, 2000.

________. Having Trouble With Your Strategy? Then Map It. Harvard Business Review, v.78: p.167-176, sep-oct. 2000a.

________. Strategy Maps: Converting Intangible Assets Into Tangible Outcomes. Boston: Harvard Business School Press, 2003.

________. The Strategy Map: Guide to Aligning Intangible Assets. Strategy & Leadership, Vol. 32 Iss: 5, pp.10 – 17. 2004.

________. Mapas Estratégicos: Balanced Scorecard: Convertendo Ativos Intangíveis em Resultados Tangíveis. 11ª ed. Rio de Janeiro: Campus, 2004.

________. Kaplan e Norton na Prática. 11ª ed. Rio de Janeiro: Campus, 2004. ________. Alinhamento – Utilizando o Balanced Scorecard para Criar Sinergias Corporativas. 5ª ed. Rio de Janeiro: Campus, 2006.

________. A Execução Premium. A Obtenção de Vantagem Competitiva Através do Vínculo da Estratégia com as Operações do Negócio. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008.

LATINI, Sydney A. A Implantação da Indústria Automobilística no Brasil: da Substituição de Importações Ativas à Globalização Passiva. São Paulo: Alaúde Editorial, 2007.

LEBAS, Michel (1994). Managerial Accounting in France - Overview of Past Tradition and Current Practice. The European Accounting Review, [s.l.], 3:3, pp. 471-487, 1994.

LEITE, Rita Mara. Orçamento Empresarial: um Estudo Exploratório em Indústrias do Estado do Paraná. 2008. 139f. Dissertação (Mestrado em Contabilidade) – Universidade Federal do Paraná.

MATIAS-PEREIRA, José. Manual de Metodologia da Pesquisa Científica. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2010.

MCCUNN, Paul (1998). The Eleventh Commandment. Management Accounting, London, Dec. 1998, pp.34-36.

 

NEVES, Lafaiete Santos. Organização Produtiva na Indústria Automobilística e Seus Reflexos na Organização Sindical dos Metalúrgicos. 2003. 203 f. Tese (Doutorado em Economia) – Universidade Federal do Paraná.

OLIVEIRA, Ester Marlene Kurtz de. Balanced Scorecard: Um Estudo Empírico sobre as Dificuldades de Implantação. 2008. 105 f. Dissertação (Mestrado em Contabilidade) – Universidade Federal do Paraná.

OLIVEIRA, Luís Martins de; Perez Júnior, José Hernandes; Silva, Carlos Alberto dos Santos. Controladoria Estratégica. 4ª ed. São Paulo: Atlas, 2008.

OLIVEIRA, Maxwell Ferreira de. Balanced Scorecard: uma Análise da Produção Acadêmica Brasileira na área de Administração. 2008. 176 f. Dissertação (Mestrado em Administração) – Universidade Federal de Lavras.

OLKOSKI, Guilherme et al. Marketing de Relacionamento e Software de CRM: Estudo de Caso em uma Concessionária de Automóveis. Rev. Adm. UFSM, Santa Maria, v. 2, n.3, p. 417-432, set./dez. 2009.

PADOVEZE, Clóvis Luis. Controladoria Estratégica e Operacional. 2. ed. São Paulo: Cengage Learning, 2009.

PIRES, Márcio. Valor e Trade-off: A Gestão Estratégica no Dia a dia, em Busca do Diferencial Competitivo. Porto Alegre, RS: AGE, 2009.

PLANALTO. Dispõe sobre a Concessão Comercial entre Produtores e Distribuidores de Veículos Automotores de Via Terrestre, Lei 6,729, de 28 de Novembro de 1979. Disponível em: . Acesso em: 18 de set. de 2011.

POL RANA, Gabriela Maria. O Cumprimento do Orçamento como Indicador de Alcance da Estratégia. 2010. 120 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Contábeis e Financeiras). Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

PORTER, Michael E. Vantagem Competitiva. 35ª reimp. Rio de Janeiro: Elsevier, 1989.

________. Competição - Estratégias Competitivas Essenciais. Rio de Janeiro: Elsevier, 1999.

________. Estratégia Competitiva: Técnicas para Análise de Indústrias e da Concorrência. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004.

________. Competição. ed. rev. e ampl. Rio de Janeiro: Elsevier, 2009.

RUDIO, F.V. Introdução ao Projeto de Pesquisa Científica. 29º ed. Vozes, 2001. SAMPIERI, Roberto Hernández; COLLADO, Carlos Fernández; LUCIO, Pilar Baptista. Metodologia de Pesquisa. 3. ed. São Paulo: McGraw-Hill, 2006.

SANTOS, Arlei Dias dos. O Direito dos Concessionários. 1ª ed. Canoas: Salles, 2004.

 

SANTOS, Arlei Dias dos. Concessionário Legal: Manual Jurídico. 1ª ed. Canoas: Salles, 2005.

SANTOS, Cristiane Cabral dos. Indicadores Estratégicos de Desempenho para Revendas de Insumos Agrícolas do Sudoeste Goiano Utilizando o Balanced Scorecard. 2009c. 129 f. Dissertação (Mestrado em Agronegócio) – Universidade Federal de Goiás.

SILVA, José Alberto Teixeira da; SANTOS, Neusa Maria Bastos F.; SANTOS, Roberto Fernandes dos. Criando Valor com Serviços Compartilhados Aplicação do Balanced Scorecard. 1. ed. São Paulo: Editora Saraiva, 2006.

SOUZA, Claudio Peternella. Um Estudo Exploratório sobre o Planejamento e Orçamento Empresarial. 2007. 167f. Dissertação (Mestrado em Ciências Contábeis e Financeiras) – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

STEINBRUCH, Fabio. Alguns Aspectos da História do Automóvel no Brasil. São Paulo: Tempo&Memória, 2005.

________. Memórias sobre Rodas: o Automóvel no Brasil dos Anos 1960. São Paulo: Alaúde Editorial, 2007.

TOSCANO, Thiago Coelho. Fatores Críticos de Sucesso para Implantação e Uso do Balanced Scorecard como Ferramenta de Gestão da Estratégia: Estudo de Caso de duas Empresas Brasileiras. 2008. 136 f. Dissertação (Mestrado em Administração) – Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.

TUSHMAN, Michael; NADLER, David. Organizing for Innovation. California Management Review, v.28, n.3: p.74-92, 1986.

YIN, Robert K. Estudo de Caso: Planejamento e Métodos. 4ª ed. Porto Alegre: Bookman, 2010.

 

 

Apêndice A - Questionário de coleta de dados - concessionárias automobilísticas (caminhões).

1. Qual o número total de funcionários da concessionária? ( ) 2. Qual o tempo de atuação da concessionária no mercado? ( ) 0 a 4 anos;

( ) de 5 a 8 anos;

( ) de 9 a 12 anos; ( ) mais de 12 anos.

3. Qual é a região geográfica de atuação da concessionária? Assinale com um X a(s) resposta(s) adequada(s).

( ) Norte; ( ) Nordeste; ( ) Centro-Oeste;; ( ) Sudeste;

( ) Sul.

4. A gestão da concessionária é familiar? ( ) Não;

( ) Sim.

5. A concessionária possui estratégias e metas de negócios a serem alcançadas em longo prazo?

( ) Não; ( ) Sim.

Caso possua, cite três exemplos de estratégias e metas de negócios adotadas pelas concessionárias.

Indicador Meta

 

6. A concessionária realiza reuniões periódicas de monitoramento das estratégias de negócios?

( ) Não; ( ) Sim.

7. Caso realize, qual a frequência? ( ) Mensal; ( ) Bimestral; ( ) Trimestral; ( ) Semestral; ( ) Anual; ( ) Outra:Qual?

8. O plano estratégico é discutido e aberto com qual nível do pessoal da concessionária?

Assinale com um X a resposta adequada. ( ) Conselho de Administração e Diretoria;

( ) Conselho de Administração, Diretoria e Gerência;

( ) Conselho de Administração, Diretoria, Gerência e Líderes de equipes (coordenadores e supervisores).

( ) Todos na organização.

9. Como você classifica o grau de conhecimento da estratégia de negócios da ALTA ADMINISTRAÇÃO da concessionária?

Considere Alta Administração: Conselho, Presidência, Sócios, Acionistas, Diretoria. ( ) Muito Alto;

( ) Alto; ( ) Médio; ( ) Baixo; ( ) Muito Baixo.

 

10. Como você classifica o grau de conhecimento da estratégia de negócios da GERÊNCIA/SUPERVISÃO/COORDENAÇÃO da concessionária?

Considere a GERÊNCIA/SUPERVISÃO/COORDENAÇÃO de todos os departamentos e/ou setores da concessionária.

( ) Muito Alto; ( ) Alto;

( ) Médio; ( ) Baixo; ( ) Muito Baixo.

11. Como você classifica o grau de conhecimento da estratégia de negócios da EQUIPE DE VENDAS da concessionária?

Considere a EQUIPE DE VENDAS de todos os departamentos e/ou setores da concessionária. ( ) Muito Alto; ( ) Alto; ( ) Médio; ( ) Baixo; ( ) Muito Baixo.

12. Como você classifica o grau de conhecimento da estratégia de negócios do PESSOAL DE APOIO da concessionária?

Considere PESSOAL DE APOIO: Auxiliar, Analista, Garantista, Estoquista, Secretária, Contador, Escriturário.

( ) Muito Alto; ( ) Alto; ( ) Médio; ( ) Baixo; ( ) Muito Baixo.

 

13. O sistema de acompanhamento gerencial, baseado no desempenho global da concessionária, está fundamentado em qual metodologia?

Assinale com um X a resposta adequada. ( ) Balanced Scorecard;

( ) Programas de Qualidade; ( ) Economic Value Added; ( ) Tableau de Bord;

( ) Outros:Qual?

( ) Não utiliza sistema de gestão estratégica.

14. Caso a concessionária possua o Balanced Scorecard como ferramenta de gestão estratégica, assinale com um X os componentes do Balanced Scorecard que a concessionária possui:

( ) Mapa Estratégico;

( ) Indicadores Estratégicos; ( ) Metas de Longo Prazo; ( ) Iniciativas Estratégicas.

15. A concessionária faz a sua gestão pautada em indicadores de desempenho por profissionais e/ou departamentos?

( ) Não; ( ) Sim.

Caso possua, cite três exemplos de indicadores e metas a serem atingidos pelos profissionais.

Indicador Meta

 

16. Caso utilize o Balanced Scorecard como ferramenta de gestão, dentro das diversas dimensões estratégicas utilizadas pela organização: financeiro, cliente, processos internos e aprendizado e crescimento, qual é o número médio de indicadores “chave” que é utilizado para acompanhar o desempenho global da organização de forma equilibrada (indicadores de desempenho financeiros e não financeiros):

( ) De 1 a 10; ( ) De 11 a 20; ( ) De 21 a 30; ( ) Acima de 30;

( ) Não utiliza nenhum indicador para gerir o negócio.

17. A concessionária possui política de remuneração e recompensa para os funcionários que atingirem as metas dos indicadores estratégicos, premiando assim sua contribuição no atingimento das estratégias e metas da organização? ( ) Sim. Somente ao ATINGIR as metas FINANCEIRAS da organização;

( ) Sim. Somente ao ATINGIR as metas NÃO FINANCEIRAS; ( ) Sim. Somente ao atingir AMBAS as metas, FINANCEIRAS e NÃO FINANCEIRAS;

( ) Não. Não remunera/recompensa seus profissionais ao atingirem as metas dos indicadores estratégicos de gestão.

18. A concessionária elabora orçamento relacionando todas as receitas, custos e despesas em um período futuro desejado?

( ) Não; ( ) Sim.

Caso elabore, qual período o orçamento abrange? ( ) Anual;

( ) Semestral; ( ) Trimestral ( ) Mensal; ( ) Outro:Qual?

 

19. O orçamento está fundamentado nos objetivos futuros que a concessionária deseja alcançar?

( ) Não; ( ) Sim.

20. Em sua opinião, atingir os objetivos financeiros do orçamento indica que a estratégia de negócios almejada pela concessionária foi alcançada?

( ) Discordo totalmente; ( ) Discordo parcialmente; ( ) Indiferente;

( ) Concordo parcialmente; ( ) Concordo totalmente.

21. O orçamento possui a participação do gestor de cada área da concessionária? ( ) Nenhum gestor participa da elaboração do orçamento da sua área;

( ) Alguns gestores participam da elaboração do orçamento da sua área; ( ) Todos os gestores participam da elaboração do orçamento da sua área.

22. Na sua opinião, em que fase existe a principal falha no processo de Planejamento da concessionária, seja ele Estratégico e/ou Orçamentário?

( ) Na fase do Planejamento da Estratégia; ( ) Na fase do Planejamento do Orçamento;

( ) Na interligação da Estratégica com o Orçamento;

( ) Na fase do Controle (comparação entre o Orçado vs Realizado); ( ) Em todo o ciclo, o processo deveria ser reestruturado;

( ) Não percebe nenhuma falha.

23. Na sua opinião, qual a maior dificuldade encontrada pela concessionária em implantar/utilizar um sistema de gestão que promova o alinhamento do processo orçamentário à estratégia de negócios?

( ) Falta de conhecimento técnico dos profissionais da empresa nas ferramentas de gestão;

 

( ) Os gestores não possuem interessem em ferramentas de controle e metas de trabalho das suas equipes;

( ) Falta de estrutura organizacional, tais como softwares de gestão; ( ) Outro:Qual?

24. Elenque três aspectos em cada uma das perspectivas (financeira, do cliente, dos processos internos da empresa e do aprendizado e crescimento) que carecem de monitoramento e controle, e que visem atingir os objetivos estratégicos da