Kapittel 5 Hvorfor starte en reformprosess?
5.3 Bakgrunn for endring sett i det rasjonelle perspektivet
A análise de dados é um processo sistemático de busca e de organização visando obter maior compreensão dos materiais coletados e torná-los compreensíveis ao maior número possível de pessoas. A análise envolve desde a organização do material coletado até a decisão do que vai ser transmitido aos outros e como será (RIZZINI, CASTRO & SARTOR, 1999). Neste contexto, a análise de dados nesta pesquisa consistiu na organização e compreensão dos dados gerados pelas entrevistas, pela observação participante e pela pesquisa documental, por meio de procedimentos que buscaram identificar unidades, padrões e categorias, e encontrar as respostas às perguntas da pesquisa dando, dessa forma, sentido ao trabalho de campo e desvelando as relações existentes entre o particular (do caso) e o geral (da teoria), ou seja, o significado da experiência do CEVAE enquanto Educação Ambiental Popular. (SELLTIZ et al., 1974. STAKE, 1998). A análise dos dados, contudo, não acontece como uma etapa estanque, realizada após o término da coleta de dados. Deve acontecer de forma integrada com a coleta de dados, estando presente ao longo de toda a pesquisa. Segundo BOGDAN & BIKLEN (1999), é freqüente que investigadores mais experientes, ao final da coleta de dados, já tenham realizado quase que completamente também a análise. Porém, pesquisadores menos experientes costumam deixar a análise para quando a maior parte dos dados já tiverem sido coletados. Esta última foi, precisamente, a situação desta pesquisa, onde os esforços maiores na análise dos dados concentraram-se quando findada a coleta. No entanto, segundo BOGDAN & BIKLEN (1999), mesmo o pesquisador inexperiente, que realiza a análise dos dados tardiamente, já realiza alguma análise durante a coleta.
De forma esquemática, e bastante simplificada, pode-se dividir a análise de dados18
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É importante explicitar que optou-se, neste trabalho, por não distinguir entre análise e interpretação de dados como tarefas distintas, mas, seguindo autores como BOGDAN & BIKLEN e RIZZINI, CASTRO & SARTOR, considerar a interpretação como um dos momentos da análise de dados.
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A análise de dados realizada neste trabalho aproxima-se do que alguns autores chamam de análise de conteúdo. Laurence BARDIN (1979: 31), em sua obra Análise de Conteúdo, uma das principais publicações à respeito da análise de conteúdo, define-a como sendo “uma conjunto de técnicas de análise das comunicações visando obter, através de procedimentos sistemáticos e objetivos de descrição do conteúdo das mensagens, indicadores (quantitativos ou não) que permitam inferir documentos relativos às condições de produção / recepção (variáveis inferidas) dessas mensagens”. Dentre as diversas técnicas de se realizar a
realizada nesta pesquisa em três momentos: a.) organização do material ou pré-análise; b.) a analise dos dados propriamente dita;
c.) a interpretação dos dados, ou seja, o tratamento dos resultados da análise dos dados buscando-se realizar inferências e relações.
Durante o processo de interpretação dos dados procurou-se compreender o caso a que se propôs estudar, estabelecendo as correspondências existentes entre o pré-texto (por quê?), o con-texto (quando e onde?) e o texto (o quê) existentes. Ou seja, na interpretação dos dados, após deslindar a mentalidade e comportamentos dos sujeitos envolvidos19, descrever as condições históricas que se deram os fatos e desvelar o sentido do que se disse, relaciona-se esses três elementos buscando construir um discurso explicativo da situação. De forma que, os dados inicialmente desconectados, após o estudo trasformem-se em resultado da pesquisa.(RIZZINI, CASTRO & SARTOR, 1999). Esse foi o parâmetro que norteou a construção desta dissertação, ou seja, apresentar as interpretações inferidas, as explicações para os dados, conservando a diversidade de visões dos demais sujeitos da pesquisa e as realidades múltiplas encontradas. Por isso, propôs-se em sua construção, intentar não apresentar em partes separadas e distintas, o referencial teórico e o estudo do caso, propriamente dito. Optou- se por ir desenvolvendo concomitantemente os dois, referencial teórico e estudo do caso, mesclando contribuições de diversos teóricos, especulações teóricas da pesquisadora e as informações obtidas por meio da coleta de dados. Este procedimento metodológico, segundo STAKE (1998) pode gerar alguns questionamentos, como “o que garantiria a
credibilidade das interpretações realizadas pela pesquisadora?” “Tudo não seria por demais subjetivo e, portanto, carente do rigor exigido para uma pesquisa científica?” O
mesmo autor salienta a esse respeito, que
“em nossa busca de precisão e de explicações alternativas, necessitamos disciplina, necessitamos estratégias que não dependam da simples intuição e das boas intenções de ‘fazê-lo
análise de conteúdo a que se aproximaria da forma como foi realizada a análise dos dados nesta pesquisa seria a análise por categoria (técnica mais utilizada pelos pesquisadores) que “se baseia na decodificação de um texto em diversos elementos, os quais são classificados e formam agrupamentos analógicos. Entre as possibilidades de categorização, a mais utilizada, mais rápida e eficaz, sempre que se aplique a conteúdos diretos (manifestos) e simples, é a análise por temas ou análise temática. Consiste em isolar temas de um texto e extrair as partes utilizáveis, de acordo com o problema pesquisado, para permitir comparação com outros textos escolhidos da mesma maneira.” (RICHARDSON et al, 1985: 197-198)
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RIZZINI, CASTRO & SARTOR (1999: 65) aponta para o fato de que em uma pesquisa qualitativa “a subjetividade jamais deve ser abolida, reconhecendo que os discursos não devem ser analisados como exteriores aos atores que os produziram”.
bem’. Na investigação qualitativa, essas estratégias se denominam ‘triangulação’”20. (STAKE 1998: 94)
A triangulação21 consiste, basicamente, na comparação entre elementos, entre duas ou mais fontes de dados, comparação com a opinião de outros pesquisadores, ou também comparação com outros pontos de vista teóricos, ou, ainda, a comparação de dados coletados por meio de métodos diversos (por exemplo, entrevista e pesquisa documental) (STAKE, 1998). Nesta pesquisa, fez-se uso da triangulação de fontes de dados e da triangulação metodológica. No primeiro caso, a confirmação de uma informação por duas ou mais fontes distintas, sobretudo se ocupam posições diversas no programa (por exemplo, técnicos da Prefeitura Municipal e integrantes da ONG REDE), funda um critério importante para se verificar a veracidade da informação. Se existirem contradições ou incoerências nas informações isso aponta para a necessidade de uma maior verificação dos dados e a sua comparação com outras fontes e com os dados coletados por meio de outras técnicas de coleta (SELLTIZ et al, 1974). No caso da triangulação metodológica utilizada nesta pesquisa, a comparação se deu por meio do cruzamento e da comparação entre os dados obtidos pelas técnicas de coleta de dados (entrevista, pesquisa documental e observação participante). Quando as informações, por exemplo, das entrevistas e dos documentos, eram convergentes, tinha-se um importante indício de que a informação, de fato, era confiável. Buscou-se evitar/minimizar equívocos nas interpretações e maior fundamentação das mesmas. Tanto quanto possível intencionou- se a fidelidade aos procedimentos metodológicos estabelecidos. Quiçá tenhamos conseguido.
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Texto original em espanhol traduzido pela autora.
21
ALVES-MAZZOTI & GEWANDSZNAJDER (1998) aponta, além da triangulação, a checagem por participantes, o questionamento por pares, a análise de hipóteses alternativas e a análise de casos negativos, como técnicas de validação das análises feitas em pesquisa qualitativa.