1. INNLEDNING
7.3 B ETYDNINGEN AV TILHØRIGHET TIL D EN NORSKE KIRKE
Como forma de consolidarem a aprendizagem “v”, foi desenvolvido um conjunto de atividades em torno do livro “Valéria e Vida” de Sidónio Muralha (livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura).
Anteriormente, a essa leitura foi colocada na sala uma carta da Valéria dirigida aos alunos. A carta foi uma estratégia adotada para provocar o interesse e estimular a curiosidade dos alunos pela história, pois a personagem principal, Valéria, mandava cartas a todos os meninos do mundo a alertar sobre a necessidade e importância de preservarmos a natureza. Esta foi uma estratégia encontrada também para reunir as ideias e conhecimentos prévios que os alunos possuíam sobre esta temática.
Os alunos quando entraram na sala e encontraram a carta colocada no quadro, mostrando-se bastantes animados e curiosos. Uma das alunas apresentou um enorme interesse em “tentar” ler, para quem e de quem era essa carta, como podemos observar na Figura 9.
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No decorrer desta leitura foram colocadas várias questões sobre a preservação da natureza:
“O que vos faz lembrar a natureza?”,
o Alunos: “pássaros”, “borboletas”, “vidas”, “vento”, “água”, “flores”, “animais” e “pôr de sol”.
“Acham que precisamos de cuidar da natureza?”,
o Alunos: sim, porque as árvores dão-nos oxigénio” (L.),
o “Sim, por causa da água, que precisamos para beber, senão morremos à sede” (T.);
o “Se não tivéssemos árvores morremos porque não temos oxigénio.” (M.)
o “Nós estamos protegidos porque cuidámos da natureza, as pessoas que não respeitam a natureza é que estão em perigo” (T.).
Quando questionados se a turma concordava, os alunos apesar de confusos, afirmaram que sim, dizendo que, se eles já cuidam da natureza já estão protegidos.
Durante toda esta conversa inicial, foi possível perceber que os alunos já apresentavam alguns conhecimentos e conceitos sobre a natureza, porém, com esta última afirmação, mostraram-se confusos, acabando por concordar com a ideia do colega.
Com isto, foi desenvolvida o momento de pré-leitura, nomeadamente a análise da capa, contracapa, título do livro e os nomes do autor e ilustrador. Este tipo de análise permitiu aos alunos anteciparem conteúdos, fazerem suposições e explorarem os elementos paratextuais do livro.
Durante a leitura, os alunos mostraram-se concentrados e interessados, particularmente, nas ilustrações. Posteriormente à leitura, recontaram a história e puderam relacionar as ideias iniciais com o conteúdo do livro, sendo estabelecido um diálogo sobre a natureza e a necessidade da sua preservação e as suas consequências, caso isso não aconteça.
Durante essa conversa, os alunos foram questionados sobre a sua ideia inicial de que só estão em perigo os homens que poluem a natureza. Um aluno respondeu dizendo que “todos os homens estão em perigo” e os restantes colegas acrescentaram, “os homens estão a matar- nos”, “as pessoas assim estão a matar-se a si próprias, quando não têm cuidado com a
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natureza”. Ficando assim, sensibilizados para a necessidade de respeitarem a natureza, independentemente de o já fazerem.
Posteriormente, um dos diálogos estabelecidos com os alunos foi o seguinte: D: “No outro dia eu vi o D.A. a arrancar a raiz de uma flor?
Estagiária: “Devemos fazer isso?” Turma: “Não!”
D: “Quando virmos um menino a fazer isso devemos não deixar e ir lá dizer.” Estagiária: “ Sim, devemos explicar a esse menino porque não deve ter esse comportamento.”
T: “ Ele não é do nosso ano, é mais velho, já devia saber isso. Mas se calhar esqueceu-se!”
Estagiária: “Provavelmente deve-se ter esquecido.” T: “Eu nunca me vou esquecer. Nunca.”
Os restantes alunos concordaram e afirmaram que também nunca se iriam esquecer. Neste diálogo é possível perceber que a leitura do livro contribuiu para a educação dos alunos em relação ao respeito pela natureza, levando-os a refletir sobre comportamentos inadequados, já vivenciados, e que tipos de atitudes deveriam tomar perante estes.
Neste seguimento, foi desenvolvida uma atividade em que cada um dos alunos teve que nomear um ou dois elementos da natureza e representá-los, utilizando os blocos lógicos. Numa fase inicial, ocorreu a análise deste material pedagógico, nomeadamente, a identificação da forma, espessura, tamanho e cor das diferentes figuras geométricas. Estas competências são mencionadas no documento da Organização Curricular e Programas do 1º Ciclo do Ensino Básico (Ministério da Educação, 2004) a atingir neste ano de escolaridade. Seguidamente, os alunos procederam à representação desses elementos da natureza (Figura 11 e Figura 12).
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Através da leitura e análise do livro, foi possível desenvolver o gosto e aptidão para a leitura, consequentemente o desenvolvimento da literacia. Citando Alçada (1993) e Bird (2004), Coutinho e Azevedo (2007), diz-nos em relação aos benefícios da leitura de literatura que,
As crianças que lêem pouco não podem aproveitar nem apropriar-se destes benefícios e consequentemente quando elas não estão motivadas para ler, as oportunidades para aprender decrescem significativamente. (…) Se os bons leitores são moldados pelo seu ambiente e consequentemente se tornam melhores leitores, então deve-se proporcionar o maior número possível de estímulos de leitura constitui-se como um esforço pedagógico que procura desenvolver a literacia. (p.36)
Durante outras atividades, fora do contexto escolar, os alunos repararam num amontoado de lixo colocado na berma da estrada, comentando que, “este lixo está a matar a natureza” e “as pessoas que fizeram isto já se esqueceram do que aprenderam na escola”. Num outro contexto, nomeadamente, durante a visita de estudo a uma gráfica, os alunos repararam que havia bastante papel que sobrava dos cortes dos livros, e um deles questionou o guia se aquele papel ia para a reciclagem. Estes momentos permitem evidenciar as aprendizagens adquiridas relativamente aos valores do respeito pela natureza, demonstrando que estas foram significativas e funcionais.
Em suma, educar para a proteção ambiental remete-nos necessariamente para a educação para a cidadania, pois estamos a educar responsavelmente a responsabilidade (Giordan & Souchon, 1997).
Figura 10 – Construção de elementos da natureza com blocos lógicos
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