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6. OPPSUMMERENDE DISKUSJON OG AVSLUTNING

6.4 B EGRENSNINGER

Na segunda etapa, o método utilizado foi o método survey que, segundo Malhotra (2001), é um questionário estruturado dado a uma amostra de uma população e destinado a provocar informações específicas dos entrevistados.

Para este levantamento, os produtores foram divididos em três grupos para comparação. O primeiro grupo foi formado de produtores que participam de uma cooperativa com o objetivo de prestar serviços de beneficiamento e armazenagem de grãos. O segundo grupo foi formado de produtores que fundaram uma associação para promover pesquisa e apoio técnico à agricultura. O terceiro grupo foi formado de produtores de milho que não participam de grupos de ação coletiva.

Para compor a amostra de produtores de milho, foram consideradas fazendas com áreas produtivas de milho para a safra 2010/2011, que se enquadravam nos seguintes critérios: propriedades médias (área de 4 a 15 módulos fiscais) e propriedades grandes (área maior que 15 módulos fiscais), classificação segundo a Lei nº 8.629, de 25 de fevereiro de 1993 (BRASIL, 1993).

No site do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – INCRA (2010), tem-se a definição de módulo fiscal, que é uma unidade de medida expressa em hectares, fixada para cada município, considerando os seguintes fatores: tipo de exploração predominante no município; renda obtida com a exploração predominante; outras explorações existentes no município que, embora não predominantes, sejam significativas em função da renda ou da área utilizada e conceito de propriedade familiar. O número de hectares por módulo fiscal das cidades pesquisadas é de 40. O número de módulos fiscais de um imóvel rural é obtido dividindo-se a área total do imóvel pelo módulo fiscal do município de localização do imóvel rural, como segue na equação 1:

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Equação 1 - Cálculo do módulo fiscal

ú ó

á ó

ó í çã ó

Quanto à classificação da técnica amostral, foi definida a amostra por conveniência. Segundo Malhotra (2001), é uma técnica de amostragem não probabilística em que se procura obter uma amostra de elementos convenientes. Nesta técnica, a seleção das unidades amostrais é definida pelo pesquisador. A definição dos produtores teve a indicação dos membros dos grupos e de funcionários da Emater-MG e da Cooperativa de Produtores.

O tamanho da amostra teve como referência o primeiro grupo, que é formado por seis produtores, tendo sido possível a participação de cinco produtores. Sendo assim, buscou-se uma quantidade próxima para a coleta dos dados dos outros grupos. Dessa forma, a amostra do trabalho foi resumida no Quadro 2.

Quadro 2 - Amostra da pesquisa

Grupo Perfil Quantidade

amostral Município

Tamanho da propriedade G1

Cooperados com objetivo de beneficiar e armazenar

grãos.

5 produtores Patrocínio 2 grandes

3 médias

G2

Associados com o objetivo de promover pesquisa e

apoio técnico ao grupo.

5 produtores Patos de Minas/

Presidente Olegário

1 grande 4 médias

G3

Produtores que não participam em grupos de

ação coletiva.

8 produtores Presidente Olegário Patos de Minas/ 1 grande

7 médias Fonte: Elaborado pelo autor.

Para o desenvolvimento do survey, foram contatados 33 produtores, sendo conduzidas 22 entrevistas e apenas 18 produtores entraram na amostra. É importante destacar que, dos 33 produtores que foram contatados, alguns não tiveram disponibilidade para a entrevista, outros não tiveram interesse pela pesquisa e alguns não se enquadravam no perfil desejado. O motivo da

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obtenção de respostas para apenas 18 dos 22 questionários foi, principalmente, a falta de dados e informações de alguns produtores em relação à safra 2010/11. Os produtores foram identificados no trabalho como P- 1, P-2 até o P-18, para preservar a identidade dos participantes da pesquisa.

O questionário foi estruturado para investigar quatro aspectos considerados mais importantes para caracterizar e definir o perfil do gestor e o processo de gestão. Seguem, detalhadas, as categorias de análise e as variáveis.

1) Gestor do agronegócio

− Perfil do gerente;

− experiência na atividade de cultivo do milho;

− experiência em outra atividade relacionada ao agronegócio; − grau de instrução;

− ação coletiva;

− acesso à informação;

− informações mais acessadas;

− utilização de sistemas informatizados para o gerenciamento; − controles internos.

2) Características do agronegócio/produção

− Localização;

− cultivo de outras culturas; − apoio técnico; − área do cultivo; − propriedade da terra; − número de funcionários; − produtividade; − preço da semente; − preço do fertilizante; − custo total; − posse do maquinário.

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3) Pós-colheita – beneficiamento e logística

− Local e forma de armazenamento; − prazo de armazenamento;

− características dos contratos; − custos de armazenamento; − beneficiamento; − transporte; − custo do frete. 4) Pós-colheita – comercialização − Forma de comercialização; − característica dos contratos; − preço de venda;

− participação de terceiros na comercialização; − clientes;

− risco;

− complexidade e conectividade da negociação; − frequência;

− dificuldade no cumprimento das obrigações; − oportunismo.

Para estruturar as categorias de análise e as variáveis que nortearam o trabalho, foram adotadas algumas teorias ou modelos adaptados aos objetivos propostos. Com relação à avaliação do processo de comercialização dos produtos agrícolas, foi utilizada a Nova Economia Institucional (NEI), principalmente pela economia dos custos de transação (Quadro 3) e teoria dos contratos (Quadro 4).

Para classificar as alternativas para comercialização utilizaram-se os trabalhos de Guimarães (2001 apud KARLING, 2008), que resume em quatro alternativas a comercialização dos produtos agrícolas.

Para classificar as estruturas de armazenagem utilizadas pelos produtores foram utilizados como referência os trabalhos de Silva et al. (2000b) e Costa (2010), conforme apresentado no Quadro 6.

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Quadro 3 - Categorias e variáveis de análise para os custos de transação

Categorias Variáveis

Comportamento

Disponibilidade de informação (racionalidade limitada) Oportunismo

Tratamento pessoal

Cumprimento das obrigações assumidas

Transação Frequência Especificidade do ativo Duração Complexidade Conectividade Avaliação Incerteza Risco

Dificuldade de mensuração de desempenho

Fonte: Adaptado de Arbage e Padula (2003), Milgrom e Roberts (1992) e North (1994) e Zylbersztajn (1995).

Quadro 4 - Modelo para análise dos contratos

Modelo para análise dos contratos

Contratos

Formalidade Problemas Taxonomia Soluções

Formal Informações

imperfeitas

Clássicos

Internas

Neoclássicos

Informal Informações incompletas Arbitragem

Relacional

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Quadro 5 - Alternativas para a comercialização dos produtos agrícolas

Alternativa de comercialização Estratégia utilizada

Venda na época da colheita Mercado

AGF governo Venda antecipada Contratos Escambo CPR Estocagem

Com recursos próprio Com recursos de terceiros (EGF) (LEC)

Seguro de preço

Contrato opção Mercado futuro PEP

Contrato privado opção venda Fonte: Adaptado de Guimarães (2001 apud KARLING, 2008).

Quadro 6 - Estruturas para armazenamento de grãos Estruturas para armazenamento de grãos Unidade

armazenadora privada

Unidade para armazenagem a granel

Silos

Armazéns “graneleiros” Silos bolsa

Unidades de armazenagem para sacaria Galpões ou depósitos

Armazéns convencionais Unidade

armazenadora coletiva

Unidade para armazenagem a granel

Silos

Armazéns “graneleiros” Silos bolsa

Unidades de armazenagem para sacaria Galpões ou depósitos

Armazéns convencionais Unidade

armazenadora fazenda

Unidade para armazenagem a granel

Silos

Armazéns “graneleiros” Silos bolsa

Unidades de armazenagem para sacaria Galpões ou depósitos

Armazéns convencionais Fonte: Adaptado de Silva et al. (2000b) e Costa (2010).

Ao final, o questionário ficou com 41 perguntas, das quais foram excluídas 11, que não apresentaram variações significativas de respostas dos produtores.

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