6.2 Bønnens funksjoner
6.2.2 Bønn som siste utvei
“A percepção é real, mesmo que não seja realidade.” (Edward de Bono)
Na resolução criativa de um problema, a percepção é fundamental para a compreensão da tarefa. A percepção é a aquisição da infor- mação existente no meio ambiente, através dos diferentes sentidos e sua transformação em objectos, eventos, sons, etc. É um processo complexo que envolve outros processos cognitivos, como a memó- ria, a atenção e a linguagem (preece, rogers & sharp, 2007). Rudolf arnheim (2004: 5) inspirado na gestalt, refere que “toda a percepção é também um pensamento, todo o raciocínio é também intuição, toda a observação é também invenção”. A percepção visual está em primeiro lugar e acontece quando uma pessoa cria analogias entre objectos. A percepção visual é pensamento visual. Os processos cognitivos do pensamento são também ingredientes essenciais da própria percep- ção, não apenas processos mentais. Entre eles salientam-se a explora- ção activa, a escolha, a análise, a síntese, a comparação, a redefinição, etc. (arnheim, 1969). No ponto seguinte serão apresentadas algumas técnicas de percepção do problema.
3.1.1. O Mapa Mental
O criador do “Mapa Mental” foi Tony buzan em 1974. A finalidade deste tipo de mapa é identificar um número razoável de opções possíveis e de seguida eliminar aquelas que forem muito arriscadas
ou inadequadas. A criação de “Mapas Mentais” é uma “dinâmica e excitante ferramenta que ajuda toda a actividade de pensamento e planeamento a tornar-se mais inteligente e rápida”, é um “caminho revolucionário para explorar os recursos infinitos do nosso cérebro, para fazermos decisões apropriadas e compreendermos os nossos sentimentos” (buzan, 2006: 6).
O designer de projectos editoriais pode estimular a percepção de ideias estereotipadas através do mapa mental e outras técnicas. A percepção cria novas realidades, diferentes da captada senso- rialmente, sendo um processo dinâmico e criativo, em que as carac- terísticas pessoais e experiências passadas pelo indivíduo interagem e influenciam. O mapa mental é uma técnica que apoia a percepção que por sua vez é um dos principais elementos da criatividade.
O uso do mapa mental é uma ferramenta prática para ultrapassar as técnicas tradicionais e simplistas da solução de problemas. Usando este recurso faz-se uso das funções do lado direito do cérebro que é mais sensível a imagens. Os mapas mentais também designados como memogramas, têm como objectivo utilizar recursos do nosso cérebro que não estamos habituados a utilizar. Tony buzan (2006) e Tony buzan & Barry buzan (2006) referem que com frequência a pessoa faz anotações lineares, organizadas, item por item, utilizando somente metade do nosso potencial. buzan propõe que se desenhe a informa- ção em forma de árvores, com muitos galhos, com cores e símbolos, criando redes de comunicação entre informações diferentes.
Fig. 9 Mapa Mental (retirado de: http://resourcebank.sitc.co.uk/Resources/ea/Argyll- Bute/ObanHigh/IanGowdie/IaGo_J001ArtdepMindmap.jpg em 12/12/2010)
Os principais objectivos dos “Mapas Mentais” são segundo buzan & buzan (2006: 20-21):
1 – Usar um novo conceito no desenvolvimento do pensamento – pen- samento excepcional.
2 – Usar uma nova e revolucionária ferramenta para uma inteligência excepcional, criando valor em todos os aspectos da nossa vida. 3 – Dar liberdade à capacidade intelectual profunda, demonstrando
que podemos controlar a natureza e o desenvolvimento dos pro- cessos do pensamento e capacidade criativa que é teoricamente infinita.
4 – Ter uma experiência prática do pensamento excepcional, fazendo elevar significativamente o padrão das ferramentas intelectuais e das inteligências.
5 – Sentir a excitação da descoberta como se explorasse um novo universo.
Os “Mapas Mentais” podem ser criados individualmente ou em grupo (neste caso é necessário um líder que vá seleccionando as ideias), funciona com métodos ou técnicas como o brainstorming, a analogia, a redefinição, o brainwriting. Estes processos facilitam a memorização, a comunicação e a apresentação, a criatividade e a inovação, o planeamento, a análise, a tomada de decisão, etc. Na construção de “Mapas Mentais” podem ser usadas ferramentas muito diversificadas como texto, imagens, símbolos, números, cores, luzes, lógica, etc (buzan & buzan, 2006).
3.1.2. A “Redefinição do Problema”
A redefinição de problemas como técnica criativa foi sugerida por geschka et al. (1973) e permite criar definições diferentes para um problema, empregando níveis progressivamente mais elevados de análise do problema, até ter atingido uma definição satisfatória do problema. Sempre que existe um problema para o qual a solução escapa, tenta-se redefinir o problema (proctor, 2005). Este pro- cesso é efectuado através da pergunta: Como faço que? O processo de redefinição destrói estereótipos e padrões de pensamento.
tschimmel (2002: 158) para explicar este processo dá o exemplo clássico do macaco na jaula, que em vez de perguntar “Como consigo ter as bananas?” um macaco com pensamento criativo perguntaria “Como as bananas vão ter comigo? ou “Como posso prolongar o meu braço?” ou “Como faço que alguém me ajuda?” ou ainda “Que mais posso comer?”
Segundo proctor a essência desta técnica reside na tentativa repetida para identificar o principal problema, através de uma série de análises e redefinição do problema e que segue os seguintes passos (op.cit.: 87):
1 – Descrever a visão geral do problema.
2 – Gerar possíveis soluções através da questão: Qual é o problema essencial?
3 – Desenvolver novas definições do problema a partir das respostas produzidas no ponto 2.
4 – Os pontos 2 e 3 são repetidos até as soluções começarem a ultra- passar as competências e recursos existentes.
5 – Seleccionar uma definição satisfatória do problema.
A figura 10 mostra o modelo de redefinição dum problema através de análises progressivas, proposto por proctor.
Identificar o principal
problema ⎯→
Desenvolver novas
definições do problema ⎯→
Repetir o processo até as redefinições serem inadequadas à situação
Numa fase exploratória na abordagem dum projecto de design, a definição inicial do problema não é neutral o designer experiente pode abordar o problema a um nível superior. Ao tentar desenvolver uma solução para um problema particular de design podem surgir novos insights que levam a uma redefinição do problema, surgindo soluções alternativas. A necessidade de compreender a qualquer nível, os detalhes particulares de um projecto e como eles intera- gem e se comportam, pode tornar um problema de concepção num Fig. 10 Análises progressivas (Tony Proctor, 2005:87)
problema de projecto (logan & smithers, 1993). No entanto, a fase de redefinição, nunca deve resultar em uma mudança drástica do objec- tivo primário, mas sim no aprimoramento de um projecto qualquer numa solução mais prática, viável.