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Bærekraftig oljepengebruk – en matematisk presisering

Nos estudos e pesquisas de Juventude encontramos hipóteses e defesas de idéias diversas que geralmente discutem sobre o conceito de juventude, percorrendo a visão sociológica, as implicações decorrentes dos conflitos sociais e/ou geracionais, tentando descrever os jovens por sua faixa etária ou na condição de sujeitos de direitos; enfatizando os riscos que os mesmos correm por se encontrarem nesta fase da vida, ou mesmo os vendo como problema social.

Nas discussões mais atuais encontramos a defesa da pluralidade das juventudes, o respeito à diversidade e assim a compreensão de que não se pode generalizar o que é complexo, pelas suas tantas especificidades. Para a busca da compreensão do significado contemporâneo da categoria “juventude”, descrevemos as concepções de Pais (1990,2009), Novaes (2005, 2007), e Groppo (2000,2004).

Na concepção de Groppo sobre as definições de juventude, estas passeiam por dois critérios principais: o critério etário e o critério sociocultural (2000, p.9). No entanto a

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concepção do autor sobre a juventude pode ser definida como “uma categoria social, sendo esta uma concepção, representação ou uma criação simbólica, com suas próprias formas e conteúdos que tem bastante influência nas sociedades modernas” (2000, p.08).

Novaes afirma que não é possível questionar a universalidade da categoria Juventude sem reconhecer sua historicidade, pois, tanto às idades cronológicas quanto as expectativas construídas pela sociedade sempre variam com suas respectivas culturas, regras e ritos quanto à passagem entre as fases da vida. Assim, a autora percebe “a juventude como a fase da vida mais marcada por ambivalências”. Para ela, “Ser jovem é viver uma contraditória convivência entre a subordinação à família e à sociedade e ao mesmo tempo, grandes expectativas de emancipação, sempre em choque e negociação.” (NOVAES, 2005, p.113)

Helena Abramo ao descrever a concepção de juventude, afirma que esta é

“Como um momento de transição no ciclo de vida, da infância para a maturidade, que corresponde a um momento específico e dramático de socialização, em que os indivíduos processam a sua integridade e se tornam membros da sociedade, através da aquisição de elementos apropriados a “cultura” e da assunção de papéis adultos” (ABRAMO, 1997, p.29).

Na visão de Diógenes a juventude é uma invenção moderna, “tecida em um terreno de constante transformação e que cada vez é mais difícil definir-se enquanto macro- categoria de investigação: a juventude é essencialmente polimórfica e polifônica” (DIÓGENES, 1998, p. 139-155). Jacobo Waiselfisz constata com suas pesquisas que o conceito de juventude é uma categoria sociológica que indica o processo de preparação para os indivíduos assumir o papel de adulto na sociedade, tanto no plano familiar quanto no profissional (WAISELFISZ, 1998, p.17).

No que diz respeito à perda que ao longo das décadas os jovens tiveram em relação à intervenção estatal nos problemas relacionados à transição etária da juventude e contrapondo a descrição histórica de Groppo, a autora Mª Antonieta A. de Souza (2005) afirma que a palavra „juventude‟ não pode ser interpretada como um fenômeno demográfico a ser modelado numa „classe de idade‟ para um exercício maduro da vida adulta.

Para Souza, a juventude

“...emerge como movimentos de grupos ativos que questionam justamente a validade das grandes estruturas institucionais como a „cronologização do curso da vida‟ e seus aparatos de socialização e controle, sendo as práticas de relações que se estabelece nos diversos sub-grupos de jovens ou grupos de juventude e contra-culturas o seu grande diferencial do curso da vida, dando razão ao que hoje os estudos consideram de „Juventudes‟”. (SOUZA, 2005, p.92).

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No entanto, a questão que Groppo discute é sempre na lógica da intencionalidade dos movimentos juvenis, que, até a década de 60, lutavam numa perspectiva mais ampla de demanda por “libertação” – em relação aos padrões comportamentais, em relação à dominação neo-imperialista ou em relação ao poder das burocracias, portanto, uma revolta pela libertação na era dos “três mundos”. Enquanto que hoje, sob efeito da influência neoliberal, os grupos juvenis quase sempre não conscientemente lutam em torno da identidade juvenil, esquecendo de lutar pelos direitos da Juventude (GROPPO, 2004).

Não podemos esquecer, que o contexto social que temos vivenciado em nossa sociedade é marcado pelas contradições do moderno e global consubstanciado pelo liberal e individual do sistema capitalista atual. Isso influencia em todas as relações, dentre elas desde os processos de produção e reprodução do capital que trata tudo e todos como descartáveis maquiando nos seus discursos - a partir do princípio da liberdade – até nas relações sociais com estilos de lutas diferenciadas que defendem interesses exclusivamente individuais, segregando cada vez mais as pessoas para que não haja lutas sociais enquanto classe social.

Esse contexto é absorvido pela sociedade, assim como pelos jovens o qual tem preferido optar por outros tipos de manifestações sociais de caráter mais representativo (fóruns, redes sociais, comunidades, debates e audiências virtuais, etc.) e com interesses não mais coletivos enquanto classe trabalhadora, mas de grupos sociais específicos: Gênero (mulheres, homossexuais), Geracionais (criança e adolescente, juventude, idosos), étnicos (negros, indígenas) ou temático (Saúde, Educação, Meio ambiente, Segurança Pública, etc.).

Em pequenas ou grandes atitudes temos sido influenciados enquanto sociedade pela essência do individualismo e cada vez mais desaparece as manifestações presenciais de luta e conquista de direitos da população como, por exemplo, as grandes passeatas e acampamentos de protestos sociais; distanciando assim, a sociedade do sentimento de coletividade, que Bauman resgata como „sentimento de comunidade‟ na perspectiva de ser tudo aquilo de que sentimos falta e de que precisamos para viver seguros e confiantes (2000, p.09).

Contudo, o presente trabalho pretende compreender esta categoria como uma etapa da vida em constante transformação, um universo de complexidade que depende de vários aspectos para ser melhor compreendido. A defesa deste trabalho, apesar de mostrar as várias definições sobre juventude(s) tem uma admiração da concepção de juventude à luz de Pais:

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“Quando falamos de juventude estamos profunda e comprometedoramente emaranhados numa complexa teia de representações sociais que se vão construindo e modificando no decurso do tempo e das circunstâncias históricas.” (PAIS, 2007, p.02)

Este autor crítica intrigantemente o que considera de etiquetas para a juventude: tribos, gangues, bandos. Seu receio é de que ao invés de conceituarmos, caiamos no preconceito. Ou seja, a partir da categorização venhamos a construir mitos. Neste sentido, “o primado da diferença entre os jovens – nomeadamente quando se confrontam as suas distintas origens e condições sociais – deve concorrer com o primado da sua pretensa unidade geracional.” (PAIS, 2007, p.03).

O cuidado deste autor é exatamente para que possamos evitar o que temos vivenciado na sociedade e até reproduzidos por outros autores, que muitas vezes, sem perceber fazem de suas pesquisas „verdades absolutas‟, difundindo o pensamento de tal forma que criam novos problemas: estigma em nossa juventude. Por outro lado, temos um Estado que fixados em faixa etárias, segmenta tudo com a intenção de aportar recursos. Assim, acaba investindo em trabalhos isolados e emergenciais ao invés de pensar e elaborar projetos e programas integrados e intersetorializados que estudem, e, de fato, consigam minimizar os fatores que vulnerabilizam as juventudes.

1.3. Percepções Sociais de Juventude e Violência: de 1950 aos dias