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4. Politiske føringer 1967-2009

4.3.2 Avvikling av spesialskolene

4.1 O jornalismo de revista no Brasil

Desde aproximadamente o século XIX datam as primeiras publicações tidas como revistas no cenário brasileiro, assim evoluíram seguindo a história política e econômica do país. Muitas delas se apropriavam do conceito de ensaio ou mesmo folhetins. Conhecida como a primeira revista brasileira As Variedades ou Ensaios da Literatura teve suas primeira e segunda edição publicadas em 1812, em Salvador, Bahia.

A elite brasileira aos poucos começou a se interessar pelas revistas que adotaram uma tiragem semanal ou mensal. O caráter institucional e erudito, a especialização temática em direito, medicina ou literatura foram os temas específicos de muitas delas, como a Revista da Sociedade Filomática (1833), Revista Brasileira (1857), Revista Brasileira da Sociedade Ensaios Literários (1876) e a Revista da União Acadêmica (1899).

A partir do século XX, as revistas começaram a ganhar seu lugar específico na disputa editorial que travavam com os jornais. O espaço literário passou a ser destacado onde antes se primava pela rapidez e atualidade, angariando qualidade com gêneros baseados num discurso crítico e estético. Vilas Boas (1996, p. 09) define:

As revistas fazem jornalismo daquilo que ainda está em evidência nos noticiários, somando a estes pesquisa, documentação e riqueza textual. Isso possibilita a elaboração/produção de um texto prazeroso de ler, rompendo as amarras da padronização cotidiana (VILA S BOAS, 1996, p. 09)

No início da primeira metade de 1900 podemos averiguar um grande número de títulos sem vinculação institucional que trazem assuntos específicos. Até pelo nome dos exemplares, pode-se compreender a sua fase mais libertária: Revista da Semana (1901), O Pirralho (1911) e Selecta (1915), entre muitas outras nesses entremeios. Para Sodré (1994, p.30):

É um pouco dessa transformação que decorre a proliferação das revistas ilustradas que ocorre a partir daí. Nelas é que irão se refugiar os homens das letras, acentuando a tendência do jornal para caracterizar-se definitivamente como imprensa; as revistas passarão, pelo menos nessa fase, por um período em que são principalmente literárias, embora também um pouco mundanas e, algumas, críticas.

Na década de 20, inicia-se o marco encabeçado por O Cruzeiro, surgida em 1928 por Carlos Malheiros, que junto com A Cigarra, constituía um dos maiores grupos editoriais brasileiros, os Diários Associados, do paraibano e investidor da imprensa Assis Chateaubriand.

Circulando até a década de 70, O Cruzeiro inovou na criação de reportagens e apetrechos, gráficos e fotográficos, no jornalismo brasileiro. Outra grande revista foi Manchete, cujo fundador foi Adolph Bloch. Ao lado desta, Realidade, inaugurada em 1966 e impressa até 1975, consagrou-se como emancipadora de formatos jornalísticos voltados à personagem, como é o caso da entrevista, reportagem e perfil.

A mais duradoura entre tantas publicações nacionais destacadas com seu primeiro exemplar vendido em 1968, circulando até hoje, é a revista Veja, da editora Abril. Mesmo com a censura imposta durante a ditadura, conseguiu espaço editorial e têm circulação semanal, com várias edições dando destaque às personalidades brasileiras como personificações do instante atual.

Mas o que há de diferente nas revistas? O que existe de tão especial nelas? São vários motivos, um deles é a sua periodicidade, ela não é diária, traz um incentivo à curiosidade do leitor e possibilita um jornalismo mais aprofundado e menos factual.

Diante dos formatos que fundamentam este tipo de meio, a reportagem destaca-se como a alma que traz vida às histórias humanas, espetáculo e acima de tudo, grandiosidade. Por isso é preciso escrever da mesma forma que o leitor lerá. Vilas Boas destaca que (1996, p. 18): “O texto para uma revista também segue os padrões jornalísticos, mas isso não impede que as palavras, frases e períodos tenham um ‘rebolado’ diferente”.

A narrativa jornalística de revista, através de uma linguagem diferenciada, chamada “estilo magazine”, destaca de forma espaço-temporal, os jornalistas desvendando e dando opinião e angulação àquilo que não ficou esclarecido ao longo da semana. Nela, a palavra de ordem é a apuração, imprescindível à qualquer atividade voltada à personagem.

4.2 A revista Veja

A revista Veja teve seu primeiro exemplar publicado em 1968. Fundada por Victor Civita e Mino Carta, é uma revista brasileira semanal da Editora Abril, cuja tiragem média em 2008 foi de pouco mais de um milhão de exemplares, sendo a quarta maior revista semanal do mundo, superada apenas pelas americanas Time, Newsweek e U.S. News & World Repor.

Algumas controvérsias marcaram a história de Veja, conhecida pelas suas reportagens sobre o cotidiano político, econômico, cultural e social do Brasil (e do mundo). Entre os fatos está a edição de 25 de abril de 1992, quando o então presidente Fernando Collor de Mello era acusado de desvio de dinheiro público. A publicação ficou conhecida por ser uma das motivadoras do impeachment do governante.

No Brasil, além de Veja, Realidade, quando no seu auge, entre 1966 e 1968, valorizava o jornalismo mais humanizado e chegou a lançar séries especiais de perfis. De Realidade, Vilas Boas (2003, p. 24) ressalta as seguintes características, que também podem ser aplicadas às demais:

Imersão total do repórter no processo de captação; ênfase em detalhes reveladores, não em estatísticas; descrição do cotidiano; valorização dos detalhes físicos e das atitudes do perfilado; repórteres reconheciam e assumiam, em primeira pessoa, as dificuldades de compreensão da às vezes indecifrável, mas sempre fascinante personalidade humana.

Nesse sentido, a revista Veja pode ser considerada um veículo especial, pois, além de termos nela as características presentes em quase todas as revistas: melhor tratamento visual (mais cores, boa qualidade do papel em relação ao jornal) e o tratamento textual mais analítico por ter mais tempo para lidar com os fatos diários. Outro ponto interessante em Veja foi ter criado novas segmentações como: Artes e Espetáculo, Mulher, Especial, Gente e Memória, esta última onde normalmente vem publicado os perfis.