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5   Drøfting

5.5   Avsluttende  perspektiver

Este estudo foi realizado na escola Secundária da Ramada no ano letivo de 2014/15, numa turma do 11.º ano de Matemática A, do curso de Ciências e Tecnologias.

A Escola Secundária da Ramada está situada na União das Freguesias de Ramada e Caneças, concelho de Odivelas, que é constituída por núcleos habitacionais antigos, alguns bairros recentemente construídos e urbanizações, também recentes, e outras em construção. O núcleo populacional desta região continua em crescimento. Esta freguesia detém um número significativo dos seus habitantes em idade adulta, com capacidade de trabalho, e a maioria dos jovens já frequenta o ensino superior.

Atualmente, a Escola possui equipamento informático e multimédia em todas as salas de aula, o que possibilita o uso generalizado das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) no processo de ensino-aprendizagem dos alunos.

A origem socioeconómica dos alunos matriculados na Escola é bastante heterogénea.

A turma do 11.º ano iniciou o ano letivo com vinte e oito alunos finalizando o segundo período, momento da intervenção letiva realizada, com trinta e um alunos dos quais seis eram repetentes, dois assistentes e um aluno com Necessidades

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Educativas Especiais. No final do ano letivo a turma conserva vinte e nove alunos inscritos dado que dois alunos anularam a matrícula, cuja média das idades é de dezasseis anos, sendo catorze rapazes e quinze raparigas.

Segundo a opinião da Professora Cooperante, Prof.ª Inês Campos, os alunos participam ativamente nas discussões coletivas, são persistentes no seu trabalho, têm gosto pela disciplina de Matemática mas é-lhes fundamental o constante “feedback” do professor, o que evidencia motivação para a aprendizagem da disciplina de Matemática mas moderada autonomia, respetivamente (Figura 2).

Alunos inscritos no final do ano letivo 2014/15 (29)

A turma está habituada a realizar trabalho autónomo, a pares. De forma geral e conforme o que assisti ao longo do ano letivo, os novos conceitos são introduzidos pela professora no quadro, seguindo-se a resolução de exercícios práticos de aplicação com a professora, no quadro, favorecendo a intervenção oral dos alunos. Nas aulas subsequentes e após compreensão dos conceitos, os alunos realizam trabalho autónomo a pares resolvendo os exercícios do manual ou fichas previamente elaboradas pela professora. Os momentos de discussão, que geralmente ocorrem após resolução das tarefas, são sempre bastante dinâmicos podendo-se observar um grau de participação e envolvência dos alunos bastante elevado. Em geral os alunos não demonstram receio em colocar questões e explicitar as suas dificuldades, o que vai ao encontro do grau de participação presenciado. Conforme constatei, ao longo do

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ano letivo, a maior parte dos alunos solicita a resolução, no quadro, de exercícios para consolidação de conhecimentos, evidenciando tendência para adquirir prática de procedimentos algébricos. Pude constatar, igualmente, que apenas uma pequena parte dos alunos apresenta tendência para estabelecer conexões entre os campos da Matemática nos seus diversos conteúdos. No final da aula é habitual a professora propor trabalho para realizar em casa que é correspondido pelos alunos de forma satisfatória. O contato dos alunos com a professora também se estabelece via “Email” da turma, permitindo o esclarecimento de algumas dúvidas que possam ocorrer na elaboração dos trabalhos realizados fora do tempo letivo.

Na semana da Matemática, atividade anual habitual na escola e decorrida no 3.º período, todos os alunos se mostraram muito envolvidos na organização do evento, bem como na participação dos jogos propostos, que é “uma tarefa igualmente importante e com larga tradição no ensino da Matemática” (Ponte, 2005,p. 20). O gosto demonstrado pelos alunos, para além de demonstrar um vínculo emocional com a escola e com a disciplina de Matemática, poderá ser indicador de uma possível estratégia de ensino do professor em sala de aula, caso os jogos selecionados pelo mesmo proporcionem uma exploração a aspetos matemáticos.

No final de todos os períodos os alunos responderam a um questionário, proposto pela Profª Inês Campos, incógnito, ou não, conforme opção do aluno, no sentido de refletirem sobre a metodologia de ensino praticada (Figura 3), o seu trabalho desenvolvido na disciplina (Figura 4), estratégias implementadas, e instrumentos de avaliação praticados pela professora. Após tratamento dos dados, referentes a todos os períodos, passo a apresentar o seu resultado:

Figura 3 - Opinião da turma acerca da metodologia praticada durante o ano letivo

Metodologia de Ensino

Praticada

Muito Boa Boa Satisfaz Não Satisfaz

30 0 1 2 3 4 5 6 7 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 Número de alunos Classificação (valores)

Figura 4 - Auto avaliação da turma

Toda a turma faz referência positiva ao trabalho autónomo a pares realizado nas aulas, aos momentos de discussão e à resolução de problemas.

Três alunos obtiveram no 1.º período uma avaliação sumativa diferente da que consideraram na sua autoavaliação (dois alunos em menos 1 valor e um aluno em mais 1 valor), o que evidencia que a turma foi concordante com a avaliação atribuída pela professora bem como denota que os alunos atribuem um significado adequado ao que estão a aprender, o que reflete uma opinião consciente.

No final do ano letivo as classificações dos alunos, na disciplina de Matemática A (Figura 5), situam-se entre os cinco e os dezassete valores mantendo- se esta situação estacionária em relação ao 1.º e 2.º períodos.

Dos vinte e nove alunos inscritos, sete alunos obtiveram classificação negativa, não tendo transitado para o 12.º ano, e vinte e dois alunos positiva.

Auto avaliação do

Desempenho

Muito Bom Bom Satisfaz Não Satisfaz

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A média da classificação da turma, no final do ano letivo é aproximadamente de 12,7.

Durante o ano letivo, todos os alunos foram bastante acolhedores à minha presença em sala de aula mostrando-se muito afáveis o que favoreceu, entre outros aspetos, o relacionamento professor/aluno/alunos.

Da observação das aulas que assisti, que participei, bem como nas que lecionei realço, de modo gratificante, que uma parte significativa dos alunos revelou uma persistente vontade de participar nas discussões em turma, um ritmo de trabalho constante durante o tempo de aula, vontade de ir ao quadro resolver as tarefas propostas bem como, após resolução, expor publicamente o seu raciocínio.

O questionário de autoavaliação proposto, no final de cada período, pela Prof.ª Inês Campos, incluía uma questão referente à opinião dos alunos em relação às aulas por mim lecionadas; antes, durante e depois da minha intervenção bem como a minha participação em sala de aula das que não lecionei. As respostas dos alunos, de modo geral, evidenciam que, na minha função profissional de Professora de Matemática, houve uma evolução gradual positiva.