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Som avslutningssted valgte man Fjellstua og i aen deilige vardagen var det - uten a skryte av Alesund - en forn0yelse

In document I M0RE OG ROMSDAL. FYLKE (sider 39-43)

Considerando a imagem como produto de um ato de investimento de sentido, resultado de um trabalho social, pautado sobre os códigos culturais, muitas questões são levantadas para uma análise, como: quais unidades comporiam a grade de interpretação das imagens do passado? Como interpretá-las? Qual a natureza da produção imagética? Esta produção possui condicionantes históricos? Qual a importância do contexto e do material em que a imagem é publicada? Que tipo de imagem é? Foto, charge, desenho, pintura, mapa? Qual a mensagem ideológica que a imagem quer passar?

É a competência, ou seja, o background de quem olha que fornece significados à imagem. A primeira ideia que deveria passar na mente de uma pessoa, ao olhar uma fotografia, é saber que ela é apenas o suporte material de uma imagem. A segunda é que qualquer compreensão se dará a partir de pressupostos culturais, o que amplia a leitura da imagem para que ela não seja interpretada apenas no plano individual, mas também no coletivo.

A compreensão de uma imagem acontece de duas formas: a primeira diz respeito à superfície do texto visual (tamanho, cor, enquadramento, nitidez, iluminação, se possui título ou legenda, qual o veículo que suporta a imagem). A segunda forma acontece por aproximações e inferências que o leitor pode fazer, inclusive com base em outros textos (verbais ou não verbais) do tema retratado. Alguns exemplos possíveis de análise são realizados por meio de perguntas, a saber: quais são os personagens/objetos da foto? Qual o

102 Zanini (2014) escreve sobre a história da fotografia colorida, que chegou ao mercado em 1907. O filme colorido da época era o Autocromo, baseado em pontos tingidos de extrato de batata. Mas foi só em 1935 que o primeiro filme colorido moderno, o Kodachrome foi lançado. Um ano depois, a Polaroid apresentou o filme colorido instantâneo, parecido com os usados até a era da fotografia digital. Ela ainda afirma que até a metade da década de 1970, o preço para filmes coloridos era muito alto, tanto que a presença das cores na mídia impressa só começou a se popularizar no começo de 1990.

cenário? Qual o assunto ou tema retratado? Em que época e lugar a foto foi tirada? Se parece com uma fotografia de publicidade, informativa, artística, etc.? Qual a relação do título ou legenda com o que a foto está mostrando? Qual a familiaridade/conhecimento que o leitor tem com o tema? Como a foto não “fala” por si, quanto mais perguntas forem formuladas, mais possibilidades de construção e ressignificação do objeto de estudo. Essas duas maneiras – percepção e interpretação – se complementam e se correspondem; é a face de um mesmo aprendizado: o da educação do olhar. Apenas para fins didáticos de metodologias de análise é possível separá-las temporariamente.

Se as fotografias podem ser “transformadoras” - contribuindo para divulgação de novos comportamentos, tendências e representações sociais, também podem ser “opressoras” - um eficiente meio de controle social, de reprodução de estereótipos, de circulação de preconceitos. Por isso, defendemos a “educação do olhar”, ou seja, a visualização de uma imagem de forma crítica, que a concebe como um processo de construção de sentido de práticas sociais e que, portanto, se pauta em códigos convencionados. A perspectiva de sentido que temos diz respeito a um “confronto” de diversas vozes, baseado no conceito formulado por Mary Jane P. Spink e Benedito Medrado:

[...] é uma construção social, um empreendimento coletivo, mais precisamente interativo, por meio do qual as pessoas – na dinâmica das relações sociais historicamente datadas e culturalmente localizadas – constroem os termos a partir dos quais compreendem e lidam com as situações e fenômenos a sua volta (SPINK; MEDRADO, 2013, p. 22).

A sabedoria em observar uma imagem está em saber que ela é apenas uma superfície. Boris Kossoy (2001, p.116) afirma que toda comunicação não verbal ilude e confunde, e que o exercício teria que ser perceber na imagem o que está nas entrelinhas, como fazemos em relação aos textos, só que, talvez, de uma forma mais ousada e criativa. “Agora, imagine – ou, antes, sinta, intua – o que está além, o que deve ser a realidade, se ela tem este aspecto. Fotos, que em si mesmas nada podem explicar, são convites inesgotáveis à dedução, à especulação e à fantasia” (SONTAG, 2004, p.33).

O significado mais profundo da imagem não se encontra necessariamente explícito. O significado é imaterial; jamais foi ou virá a ser um assunto visível passível de ser retratado fotograficamente. O vestígio da vida cristalizado na imagem fotográfica passa a ter sentido no momento em que se tenha conhecimento e se compreenda os elos da cadeia de fatos ausentes da imagem. Além da verdade iconográfica (KOSSOY, 2001, p.117-118).

Marília Scalzo (2006) afirma que, quando alguém olha pra uma página de revista, a primeira coisa que vê é a fotografia. Provavelmente, isso também acontece nos livros didáticos, já que as fotos convidam a mergulhar num assunto de maneira mais direta. Então, boas fotos são fundamentais não apenas para a transmissão de informações, mas também para despertar o interesse do leitor. Mas, segundo a autora, não basta ter boas fotos, é preciso saber posicioná-las nos lugares nobres de cada página, para que a visibilidade não seja comprometida, já que elas são as principais portas de entrada. A mesma importância que ela confere às imagens dá às legendas e, inclusive, recomenda que todas as fotos tenham legendas inteligentes que ajudem o leitor a entrar no assunto.

Assim como o texto, o infográfico103 também precisa ter começo, meio e fim; o cuidado com as cores, o estilo da letra e a posição da legenda na foto também merecem atenção. O uso das cores deve ser usado como recurso para dar maior clareza e nunca para confundir o leitor. Algumas revistas, como a National Geographic, têm editores exclusivos, pois “assim como a fotografia, os infográficos estão no primeiro nível de leitura de qualquer meio impresso.” (SCALZO, 2006, p. 74). A análise dos textos e das legendas dialogando com as imagens ou vice-versa é uma forma de reafirmarmos que condenamos a separação entre o verbal e o visual, tanto as palavras quanto as imagens são práticas e discursos sociais e não acontecem, pois, de modo isolado.

A realidade das crianças e adolescentes em idade escolar no século XXI é basicamente visual e tecnológica. Muitos dos estudantes consideram o texto escrito desinteressante e, por isso, uma aula com uso de imagens poderia despertar o interesse e curiosidade e aumentar a compreensão dos discentes. Os Parâmetros Curriculares Nacionais, inclusive, sustentam a análise de imagens como fator importante do aprendizado, já que ela aproxima a realidade da teoria. E em resposta a essa geração “visual”, os livros didáticos também se transformaram, ficando mais “atraentes aos consumidores”, que inclui também os professores que os escolhem. Julie Campanholi (2014) afirma que, atualmente, este tipo de livro é mais ilustrado e colorido, no entanto o texto escrito ainda predomina, e as imagens, na maioria das vezes, têm um papel secundário quando apenas legitimam informações, visto que elas podem ter muitas funções nos LDS, como:

103 Inclui mapas, gráficos estatísticos, esquemas visuais, diagramas, desenhos ou fotos. É usado para facilitar a compreensão de um texto ou fazer uma síntese ilustrativa.

[...] orientação de leitura, estímulo de interesse ou curiosidade, demonstração de procedimentos, ilustração de ideias ou argumentos, dentre outros. Se há textos muito longos nos livros, as fotografias servem também para quebrar o ritmo monótono da leitura, e como as fotografias transcendem o próprio conteúdo sugerem novas leituras, enfim, a fotografia compõe, junto com o texto verbal, novas perspectivas de leitura que vão além de letras e números isolados. A utilização de fotografias em livros didáticos tem grande importância no processo ensino aprendizagem, pois estimulam a concentração dos discentes em relação ao conteúdo estudado, aumenta a receptividade dos mesmos, favorecendo o desenvolvimento pedagógico e ativando o raciocínio, já que são mais facilmente lembradas do que a linguagem escrita e oral sendo, portanto consideradas facilitadoras (CAMPANHOLI, 2014, p. 9).

Oscar Ferreira (1986) elaborou um “quadro de porcentagem de retenção mnemônica”. Segundo ele, o processo de aprendizagem acontece: 1% por meio do gosto; 1,5% por meio do tato; 3,5% por meio do olfato; 11% por meio da audição; 83% por meio da visão. Os estudantes conseguem reter as informações mediante o que leem – 10%; o que escutam – 20%; o que veem – 30%; o que veem e escutam – 50%; o que dizem e discutem – 70%; o que dizem e logo realizam – 90%. Em relação ao método de ensino, a conclusão foi a seguinte:

Quadro 1 - porcentagem de retenção mnemônica

Dados retidos após 3 horas Dados retidos após 3 dias

Somente oral 70% 10%

Somente visual 72% 20%

Oral e visual 85% 65%

Fonte: Ferreira (1986, p.05)

Como esses dados foram elaborados há quase 30 anos, não podemos dizer como seria hoje, mas podemos supor que seriam semelhantes. Na realidade, a precisão deles não importa, o objetivo central é indicar que formas combinadas de passar o conteúdo curricular podem ser mais efetivas. Acreditamos que as imagens melhoram a qualidade do ensino de história, pois possibilitam aulas mais criativas e reflexivas.

In document I M0RE OG ROMSDAL. FYLKE (sider 39-43)