2. Beregning av ansiennitet ved omorganiseringer/innskrenkninger
2.11 Avskjed
A psicoterapia tem por base o relacionamento interpessoal intencional, é usado por psicoterapeutas treinados para ajudar o paciente a conviver de uma forma saudável com os seus problemas de vida. O objetivo major da psicoterapia é aumentar o sentimento de bem-estar ao indivíduo. A psicoterapia é baseada numa variedade de técnicas que assentam na construção de relacionamento experiencial, diálogo, comunicação e mudança de comportamento que são estrategicamente organizados para melhorar a saúde mental do paciente, ou para melhorar as relações de grupo (família por exemplo). A psicoterapia também pode ser feita por profissionais com diferentes qualificações, (psiquiatria, psicologia clínica, terapia familiar, enfermagem de saúde mental, psicanálise e outras psicoterapias). (OE, 2011)
A abordagem comportamental é útil quando estamos a abordar um comportamento mal adaptativo ou seja quando não está ajustado á idade, quando não está de acordo com o estímulo ou quando é inadequado culturalmente. Neste contexto podemos partir para uma terapia comportamental, partindo do princípio que estes comportamentos têm por base uma aprendizagem inadequada, acreditando assim que uma aprendizagem correta pode corrigir os comportamentos inadequados (Townsend, 2011)
33 Não há nenhum quadro clínico psiquiátrico onde não se tente uma abordagem comportamental, esta tem um duplo objetivo se por um lado pretende compreender as manifestações comportamentais da situação clínica por outro pretende estabelecer um mecanismo de intervenção. Cada doente é individual e a terapia comportamental deverá ser adequada para as características individuais de cada doente a trabalhar. (Serra, 2009)
Uma intervenção terapêutica comportamental, terá o seu sucesso assente em três premissas: a técnica em si, a motivação do doente para se tratar e o terapeuta. (Serra, 2009)
Primeira Abordagem de desabituação alcoólica.
Entende-se por alcoolismo algo mais que o consumo excessivo e prolongado de bebidas alcoólicas que acaba por determinar um estado de dependência do álcool, responsável por doença física, psíquica e social do indivíduo. O tratamento de alcoolismo crónico inicia-se geralmente em contexto de internamento. No primeiro contacto, pretende-se que o doente aceite o terapeuta, numa relação desprovida de qualquer atitude punitiva, de julgamento ou crítica. Esta envolvência vai proporcionar ao doente condições para baixar as suas defesas construídas sobre sentimentos de ansiedade e de culpabilização. (Mello, 2009)
Depois de uma fundamentação adequada, a intervenção que se relata teve início com a apresentação do terapeuta e do serviço. A sessão ocorreu num espaço confortável isento de ruídos, presença de pessoas estranhas á relação ou qualquer outra perturbação. Foram explicados os direitos e deveres dos utentes internados no serviço de Psiquiatria e as normas de funcionamento do serviço. (Competência A2.1.) O doente apresentou-se e fez uma pequena resenha da sua vida pessoal e familiar. Foi explicado ao doente o que é o alcoolismo crónico como se manifesta e a implicação que tem a nível pessoal, familiar e social. Foi apresentado um conjunto de sintomas característico do doente alcoólico, nomeadamente as manifestações orgânicas. Foi explicado que o alcoolismo é uma doença como tantas outras com características comuns a outras doenças e características específicas, que implicam alguns cuidados imprescindíveis desde o momento do tratamento. Pretendeu-se diminuir a ansiedade do doente para que ele possa sentir um ambiente isento de qualquer atitude punitiva. (Competência F4.1.) O doente teve então a oportunidade de exprimir alguns sentimentos, esclarecer algumas dúvidas e manifestar
34 os seus desejos: “Quero deixar de beber bebidas alcoólicas”, “Já tive outros vícios, como as drogas e fui capaz de nunca mais lhe tocar, agora também hei de ser capaz de fazer o mesmo com o álcool”, “Quero reconquistar a minha mulher e preciso de fazer isso” e “O comportamento agressivo com que destruí o interior da minha casa deixa-me envergonhado, não quero voltar a passar pelo mesmo.”. Foi-lhe explicado que de inicio para esta recuperação ser possível implicaria a toma de alguns fármacos, alguns deles injetáveis. O doente manifestou o desejo de cumprir o contrato terapêutico para reabilitar da sua doença. (Anexo V)
Primeira abordagem a um surto psicótico.
A esquizofrenia é um dos principais problemas de saúde mental da atualidade, exigindo considerável investimento do sistema de saúde. A intervenção adequada num primeiro episódio envolve para além do tratamento farmacológico, um acompanhamento psicológico numa intervenção individual, entre outras. (Giacon, 2006)
A intervenção teve início com a apresentação do enfermeiro num espaço adequado. O doente revelou alguns desejos de falar sobre o que tinha acontecido, e que motivou o internamento compulsivo, apresentava a autoperceção alterada, segundo a mãe “encontrei-o no telhado a abanar os braços a dizer que era um pombo”. Numa postura sedutora, quando confrontado com o episódio descrito pela mãe, afirmou que “estava a brincar com ela. Eu sou eletricista e fui ao telhado orientar a antena por causa da TDT, quando ela me lá viu, perguntou-me o que estava a fazer no telhado, eu respondi-lhe, a brincar, que era um pombo.” Durante a entrevista não teve qualquer manifestação de alteração da sua autoconsciência. Apresentou permanentemente um discurso coerente sincronizado com as perguntas que lhe foram feitas e consistente com as suas versões dos acontecimentos. (Competência F31) Foi-lhe explicado que a sua alta dependia da sua autoconsciência dos acontecimentos. (Competência A21) O que não desencadeou qualquer evolução positiva do seu estado de saúde. (Anexo VI)
Primeira abordagem a tentativa de suicídio
Entende-se por suicídio como o ato executado pelo próprio, com intenção deliberada de pôr termo á vida. Na prática clínica a intenção de morte, a motivação de conduta lesiva e o seu significado são na sua maioria situações difíceis de interpretar. Em Portugal, um grande número de pessoas que tentaram o suicídio numa ocasião, virão mais tarde a
35 morrer por suicídio. Assim sendo uma tentativa de suicídio aponta para uma crise suicidária mais grave que pode conduzir a lesões orgânicas mais graves ou até mesmo á morte efetiva. (Sampaio, 2009)
A avaliação de pessoas com comportamentos da esfera suicidária, deve ser feita por profissionais habilitados para fazer avaliações biopsicossociais e estas devem estar atentas aos factores de risco e ao de proteção. O apoio da família é essencial no na adesão e no sucesso do tratamento. A promoção da esperança deve ser utilizada como estratégia de combate á desesperança e a ideação suicida. A terapia cognitivo- comportamental tem sido muito útil no tratamento da ideação suicida assim como no humor deprimido. (OE, 2012)
A intervenção teve início com a apresentação do enfermeiro, num espaço adequado. A doente revelou alguns desejos de falar sobre o que tinha acontecido na véspera (tentativa de suicídio). Neste contexto foi-lhe dado espaço para falar referindo os seus medos. Falou da falta de perspetivas futuras e das condicionantes da sua vida pessoal, laboral e familiar, “já entreguei a minha filha á minha irmã, que a cuida muito bem até talvez melhor que eu.”, “Os processos que eu tinha pendentes no trabalho, já os entreguei a colegas.” A intervenção do enfermeiro centrou-se na estimulação da esperança “Já tenho saudades da minha filha.”, “A minha casa está paga, não devo nada a ninguém”. (Competência F4.2.) Pretendeu-se diminuir a ansiedade da doente para que ela possa sentir um ambiente isento de qualquer atitude punitiva, mantendo uma escuta ativa e reforços positivos nos momentos em que verbalizou sentimentos de esperança. (Anexo VII)