5. Matematiske komposisjonsteknikker
5.2 Avbildninger i musikken
A ABNT NBR 7190:1997 prescreve para peças de seção circular de madeira dois métodos simplificados para a obtenção da área da seção transversal, para efeito de cálculo dos pesos próprios e definição das demais propriedades mecânicas necessárias ao dimensionamento. O primeiro método define para peças de seção transversal uniforme a possibilidade de considerar estas como se fossem de seção quadrada, de área equivalente. Já para as peças com seção variável ao longo do comprimento, como é o caso de aplicação das madeiras roliças de reflorestamento, a seção pode ser considerada como se fosse uniforme, sendo determinada a partir do valor do diâmetro equivalente da peça. Tal diâmetro deve ser tomado a uma distância igual a ⁄ do comprimento total, a partir da extremidade mais delgada. Caso o valor encontrado
seja 1,5 vezes superior ao diâmetro desta extremidade, este não deve ser considerado, conforme Figura 27.
Figura 27 – Definição do diâmetro equivalente de peças de seção circular variável
Fonte: CALIL et al (2003).
5.4.1 Classes de resistência
Conforme a Seção 6.3.5 da norma, as espécies de madeira são classificadas quanto a resistência à compressão e ao cisalhamento no sentido paralelo às fibras, quanto ao módulo de elasticidade (EC0) e aos pesos específicos básico e aparente. São apresentadas duas tabelas de classes, uma especialmente para as madeiras de coníferas (Tabela 3) e a outra para as dicotiledôneas (Tabela 4).
Como já citado, para a edificação em análise foi empregada madeira roliça de Eucalipto para a composição da estrutura, que é uma madeira mais densa e resistente e, portanto, caracteriza-se como dicotiledônea. Porém, tomando-se como base as classes de resistências apresentadas em norma, houve uma dificuldade de enquadrar-se nestas as espécies que foram empregadas –
Cloeziana e Urophylla. Consultando-se diversos materiais de apoio elaborados a partir de
pesquisas que objetivavam a obtenção das propriedades físicas e mecânicas destas e de outras espécies de Eucalipto, observou-se que os resultados que foram obtidos para propriedades como peso específico aparente e resistência a compressão paralela às fibras, não se enquadravam em uma única classe de resistência. Em outras palavras, o peso específico aparente de determinada espécie pertencia a classe C40 enquanto que, sua resistência, a classe C30, por exemplo.
Tabela 3 – Classes de resistência das coníferas Coníferas
(Valores na condição padrão de referência U = 12%) Classes f c0k
MPa MPa f vk E MPa c0, m kg/m³ ρ bas,m ρ kg/m³ aparente
C20 20 4 3500 400 500
C25 25 5 8500 450 550
C30 30 6 14500 500 600
Tabela 4 – Classes de resistência das dicotiledôneas Dicotiledôneas
(Valores na condição padrão de referência U = 12%) Classes f c0k
MPa MPa f vk E MPa c0, m kg/m³ ρ bas,m ρ kg/m³ aparente
C20 20 4 9500 500 650
C30 30 5 14500 650 800
C40 40 6 19500 750 950
C60 60 8 24500 800 1000
Fonte: ABNT NBR 7190:1997.
Diante disto, para a obtenção do peso próprio das peças de madeira roliça por meio da densidade aparente, bem como das demais propriedades necessárias para o dimensionamento da estrutura em questão, optou-se por não utilizar os dados para dicotiledôneas previstas na norma. Utilizou- se como referência os dados apresentados para as classes de resistências propostas especialmente para os Eucaliptos, conforme Tabela 5. Tal classificação é resultado de uma pesquisa realizada por Carlito Calil Júnior e Almir Sales. Segundo os autores, as propriedades físicas e mecânicas para a posterior classificação apresentada foram obtidas por meio de ensaios realizados em amostras de mais de 16 espécies de Eucalipto, inclusive para a Cloeziana e a
Urophylla. Tais estudos realizados constituem uma proposta de contribuição para a revisão da
ABNT NBR 7190:1997 (7190:2005), para auxiliar na elaboração de projetos estruturais, bem como com o intuito de dar maior visibilidade para as madeiras de reflorestamento, contribuindo para favorecer o seu uso como elemento estrutural.
Os resultados da classificação das espécies analisadas podem ser visualizados por meio da Figura 28.
Tabela 5 – Classes de resistência para Eucaliptos Eucaliptos
(Valores na condição padrão de referência U = 12%) Classes f c0k
MPa MPa f vk E MPa c0, m kg/m³ ρ bas,m ρ kg/m³ aparente
C25 25 4 9500 500 750
C30 30 5 14500 650 900
C35 35 5,5 17500 700 950
C40 40 6 19500 750 1000
Figura 28 – Classificação dos Eucaliptos quanto a resistência
Fonte: CALIL e SALES (2005).
5.4.2 Coeficientes de modificação e de ponderação das resistências
Segundo a Seção 6.4.4 da ABNT NBR 7190:1997, os coeficientes de modificação afetam os valores de cálculo das propriedades da madeira em função da classe de carregamento da estrutura, da qualidade da madeira empregada e da classe de umidade admitida. O coeficiente de modificação kmod é obtido por meio da multiplicação dos coeficientes parciais kmod,1, kmod,2 e kmod,3. O valor do kmod,1 depende da classe de carregamento e o do kmod,2, da classe de umidade, sendo que ambos consideram o tipo de material empregado. Já o kmod,3 leva em conta se a madeira é de primeira – kmod,3 = 1,0, ou segunda categoria – kmod,3 = 0,8. Ainda conforme a mesma seção, a madeira é considerada como de primeira categoria somente quando todas as peças estruturais forem classificadas como isentas de defeitos por meio de método visual normalizado e após passarem por uma classificação mecânica que assegura a homogeneidade quanto a rigidez das peças que compõem o lote de madeira a ser utilizado.
Para o caso em questão, tem-se que kmod,1 = 0,70 – valor referente a classe de carregamento de longa duração, kmod,2 = 1,00 – referente a classe de umidade 1, e kmod,3 = 0,8. Logo:
k = , × , × , = , (Eq. 9) Com relação aos coeficientes de ponderação ou de minoração das resistências ( , estes variam de acordo com o tipo de solicitação e com o Estado Limite analisado. Para o Estado Limite Último, tem-se = 1,4 – para tensões de compressão paralela às fibras, 𝑡 = 1,8 – para tensões de tração paralela às fibras, e = 1,8 – para tensões de cisalhamento paralelo às
fibras. Para o Estado Limite de Utilização, tem-se o valor básico = 1,0.
Em posse dos valores dos coeficientes citados, torna-se possível, por meio da Equação 10, a obtenção dos valores de cálculo da resistência.
f = k × (Eq. 10)
5.4.3 Combinações de ações
Serão consideradas para o dimensionamento três ações atuantes sobre a estrutura: ação de carga permanente (peso próprio) e de cargas acidentais (vento e sobrecarga). Com isso, a ABNT NBR 7190:1997 prescreve para carregamento composto por uma carga permanente (G) e duas acidentais (Q), inclusive a proveniente da ação do vento (W), a utilização da mais crítica das duas combinações a seguir, para análise frente ao Estado Limite Último:
F = ∑ γ G, + γ Q +Ψ W (Eq. 11) F = ∑ γ G, + γ , × W +Ψ Q (Eq. 12) Para o caso em questão, tem-se os coeficientes de acompanhamento Ψ = 0,5 e o Ψ 𝑄 = 0,4 – valor referente ao caso de locais em que não há predominância de pesos e equipamentos fixos, nem de elevadas concentrações de pessoas. Tais valores constam na Tabela 2 da norma. E, para os coeficientes de ponderação, tem-se 𝐺𝑖 = 1,4 – para o caso de ações permanentes de grande variabilidade com efeito desfavorável e, 𝑄 = 1,4, definidos por meio das Tabelas 4 e 6. Nestas combinações são consideradas as cargas atuantes de cima para baixo (peso próprio, sobrecarga e vento de sobrepressão). Para considerar-se a ação do vento de sucção com o peso próprio, deve ser aplicada a seguinte combinação:
F = ∑ γ G, + γ , × W (Eq. 13) Sendo 𝐺𝑖 = 0,9, pois, neste caso, a carga permanente é considerada favorável.
Para análise frente ao Estado Limite de Utilização, será considerada a combinação de ações de longa duração determinada pela Equação 14, na qual Ψ = 0,2.
6 DIMENSIONAMENTO DA ESTRUTURA
Os dimensionamentos foram realizados com auxílio do programa GESTRUT considerando-se a análise do comportamento da estrutura para as duas espécies de Eucalipto empregadas, visto a impossibilidade de mapeamento destas dentre as peças. Foram consultados, além da ABNT NBR 7190:1997 – Projetos de estruturas de madeira, os seguintes documentos normativos:
▪ ABNT NBR 6120:1980 – Cargas para o cálculo de estruturas de edificações; ▪ ABNT NBR 8681:2003 – Ações e segurança nas estruturas - Procedimento; ▪ ABNT NBR 6123:1988 – Forças devidas ao vento em edificações.
6.1 Determinação das ações