No âmbito do trabalho desenvolvido pelas estagiárias de Física e Química na Escola Secundária/3 Quinta das Palmeiras, dinamizaram-se várias atividades no seu Atelier de Atividades de Tempos Livres (ATL). O facto do grupo de trabalho ser composto por crianças com idades diferentes e frequência de níveis distintos do 1.º ciclo, condicionou, por vezes, a abordagem a determinados conceitos e atividades. As crianças que participaram no ATL frequentavam o 2.º, 3.º e 4.º anos do primeiro ciclo, e a média de idade situava-se nos 8 anos.
Tentou-se que todos acompanhassem de forma ativa as atividades e, por sua vez, procurou-se também que as expectativas dos alunos mais velhos não fossem defraudadas. No atelier de tempos livres abre-se espaço para uma reconfiguração do conceito aprender e de escola, como instituição. Antes, nesta a criança era perspetivada como um recetor vazio sempre que se desenvolvia um conceito científico do currículo escolar, enquanto o professor teria apenas como função transferir conhecimento para a sua mente. Aprender era então apenas deixar entrar de uma forma atenta o conhecimento transmitido pelo professor, memorizando os conteúdos de cada lição sob orientação de um compêndio. Neste sentido, a utilização de uma linguagem e estratégias particulares ou a simples leitura do livro seriam indiferentes para se conseguir transmitir conhecimento. Esta perspetiva simplista e unidirecional do processo de ensino-aprendizagem reduz a aprendizagem à memorização, esquecendo a importância da compreensão e o facto de que a criança constrói perspetivas próprias sobre o mundo físico natural que as rodeia. Esta realidade, com um significado provavelmente crescente, reflete o facto das criança e jovens transportarem em si uma grande quantidade de imagens, informação e conhecimentos resultantes da sua interação com diferentes agentes de socialização. Esta última fornece-lhes conteúdos para que sejam capazes de interpretar o significado de representações sociais. Daí a relevância de que a educação científica se reveste, no sentido de ajudar os alunos a «reconhecer conflitos e inconsistências no seu pensamento», uma vez que estes apoiam a «construção de conhecimentos, mais coerentes» (Carvalho et al., 2012:36).
Carvalho et al. (idem,37), no âmbito da apresentação dos objetivos do ensino das
ciências, defende que a educação científica tem que começar por despertar a curiosidade, destacando a importância daquilo que à primeira vista parece vulgar. Os mesmos autores apoiam assim a perspetiva segundo a qual se defende que a educação científica deve começar o mais cedo possível, no 1.º ciclo ou até no ensino pré-escolar, aproveitando a curiosidade natural da criança e a sua tendência de procura de atividades com objetos concretos (ibidem). Observem-se duas situações comuns no ensino das ciências24, que apelam para
outras formas de implementar exercícios didáticos neste: Situação 1
Durante o meu ensino secundário nunca entendi nada acerca da Lei de Arquimedes e no entanto terei repetido vezes sem conta que "um corpo mergulhado no seio de um líquido, fica sujeito à ação de uma força vertical, dirigida de baixo para cima, de valor igual ao peso do volume de líquido deslocado". Perceberam? A ideia de "seio de um líquido" fazia-me muita confusão. Então o líquido tinha seios? E esta coisa de "peso de volume de líquido deslocado"? Um verdadeiro quebra-cabeças! Estávamos no equivalente ao 9.º ano de hoje. Mas acabávamos por perceber que "saber" era simplesmente dizer aquilo direitinho de cor, e o que parecia ser um quebra-cabeças deixava de o ser.
Situação 2
Mesmo na tabuada, que toda a gente deve saber de cor, não se pode dispensar a compreensão por parte do aluno de que quando diz 8x5=40, está a referir-se a uma soma de 5 parcelas iguais, de valor igual a 8. Lembro-me bem de que a tabuada era memorizada como uma música que se entoava em coro, sem essa compreensão.
24 As duas situações transcritas foram retiradas de um blog possível de aceder através da ligação:
Com o objetivo de inverter a tendência perniciosa destas estratégias educativas, procurou-se no espaço do ATL criar espaços onde fosse desenvolvido o ensino experimental das ciências, favorecendo a compreensão de fenómenos. Ao longo deste projeto sobre os Recursos
educativos na exploração do tema ácido-base e o desenvolvimento da curiosidade científica,
foram desenvolvidas várias atividades no âmbito da Química e da Física, de acordo com Programa de Formação em Ensino Experimental das Ciências25, seguindo-se sempre que
possível os guiões didáticos propostos pelo mesmo.
Como guia recorreu-se aos princípios do Programa de Formação em Ensino Experimental das Ciências (PFEEC) para Professores do 1.º Ciclo do Ensino Básico, desenvolvido ao longo de quatro anos letivos, entre 2006 e 2010 (Despacho n.º 2143/2007, de 9 de Fevereiro e Despacho n.º 701/2009, de 9 de Janeiro), que tinha como objetivo aumentar os níveis de literacia científica dos alunos portugueses, através do desenvolvimento das competências profissionais dos professores do 1.º ciclo, nesta área curricular. Sob a coordenação científica e pedagógica de uma Comissão Técnico-Consultiva de Acompanhamento, o programa desenvolveu-se através do estabelecimento de protocolos entre o Ministério da Educação e uma rede nacional de instituições de ensino superior, com responsabilidade na formação de professores de 1.º ciclo. O PFEEC teve como principais objetivos:
aprofundar a compreensão dos professores do 1.º CEB sobre a relevância de uma adequada educação em ciências para todos, de forma a mobilizá-los para uma intervenção inovadora no ensino das ciências nas escolas;
promover a (re)construção do conhecimento didático do conteúdo, com ênfase no ensino das ciências de base experimental nos primeiros anos de escolaridade, tendo em consideração a investigação em didática das ciências, bem como as atuais Orientações Curriculares para o Ensino Básico das Ciências Físicas e Naturais;
dinamizar a exploração de situações didáticas para o ensino das ciências de base experimental no 1.º CEB, através do aprofundamento e/ou reconstrução de conhecimento científico e curricular.
Como se percebe destes objetivos, reconhece-se a necessidade da educação em ciências, através de uma intervenção inovadora de base experimental enquadrada por aprofundamento do conhecimento didático sobre os conteúdos. A tabela seguinte mostra o número de professores-formandos que concluíram a formação em cada ano de implementação do Programa, bem como o número de escolas e alunos abrangidos. A evolução destes números demonstra a dimensão daqueles que se envolvem e são envolvidos no ensino experimental das ciências, mas também o reconhecimento da importância deste para a formação integral do cidadão.
25 As informações sobre o Programa de Formação em Ensino Experimental das Ciências para Professores
do 1.º Ciclo do Ensino Básico foram retiradas da seguinte ligação na internet: http://www.dgidc.min- edu.pt/outrosprojetos/index.php?s=directorio&pid=93#i.
Tabela 21 – Número de professores-formandos que concluíram a formação em cada ano de implementação do Programa, bem como o número de escolas e alunos abrangidos.
Ano Letivo N.º professores e formandos N.º de escolas N.º de alunos
2006/2007 986 581 17.472
2007/2008 2.961 1.495 53.986
2008/2009 2.940 1.471 53.732
2009/2010 1.215 698 24.169
Total 5.141 4.245 149.359
Destaca-se deste Programa a produção de guiões didáticos, reconhecendo-se que constituem um elemento fulcral da formação, uma vez que constituíram os trabalhos experimentais a implementar pelos professores-formandos, durante as sessões de formação e as atividades letivas com os seus alunos do 1.º ciclo. Seguindo os princípios e lógicas deste Programa, desenvolveram-se várias atividades no âmbito do Atelier de Atividades de Tempos Livres da Escola Secundária/3 Quinta das Palmeiras, que se descrevem na tabela 22.
Tabela 22 – Atividades desenvolvidas no Atelier de Atividades de Tempos Livres.
Balão Brincalhão
Compreender que há várias experiências que envolvem reações químicas, neste caso, a reação deu-se entre o ácido acético (vinagre) e o bicarbonato de sódio e um dos produtos da reação é o chamado dióxido de carbono, o CO2. Identificar que o gás ficou retido no balão, e por isso o
mesmo enche.
Dia da Alimentação Preparação de gomas saudáveis
Comemorar o Dia da Alimentação, 16 de Outubro. A atividade desenvolvida promoveu a cozinha como laboratório, onde as crianças prepararam gomas saudáveis. A atividade junto das crianças do 1.º ciclo visou também a consciencialização sobre questões da nutrição e alimentação, assim como o estabelecimento da associação com a química sempre presente no quotidiano.
Limites de solubilidade de um material noutro
Verificar com as crianças do 1.º ciclo, a existência de um limite de solubilidade de um material num dado solvente, ou seja, que um soluto não se dissolve infinitamente num determinado volume de solvente.
Preparação de tintas e pintura de figuras alusivas ao Natal
Preparar tintas a partir de materiais de uso corrente como o giz de cor, e comemorar a época natalícia através da pintura de figuras alusivas ao Natal, com as tintas preparadas.
O comportamento de objetos na água Flutua
ou afunda
Explicar alguns fenómenos observados com base nas propriedades dos materiais e reconhecer materiais que flutuam e não flutuam.
Fatores que influenciam o comportamento de um objeto na água Como
fazer afundar uma lata de metal
Contribuir para que as crianças possam alcançar as seguintes aprendizagens: objetos iguais com a mesma massa e diferente volume podem ter comportamentos diferentes no mesmo líquido; compreender o que é um ensaio controlado.
Preparação de um indicador de couve-roxa e identificação de soluções ácidas, neutras e básicas
Abordagem ao tema ácido-base, introduzindo o conceito de pH e as noções de acidez e de basicidade, e a sua aplicação no quotidiano às crianças do 1.º ciclo do ensino básico.
Como fazer um vulcão? Entender o que são reações químicas e como acontecem, e o que são reagentes e produtos. Identificar o ácido e a base utilizadas na experiência.
Das atividades desenvolvidas, dinamizaram-se três que estão relacionadas com o tema ácido- base, nomeadamente: o balão brincalhão (Anexo XV); preparação de um indicador de couve-
roxa e identificação de soluções ácidas, neutras e básicas (Anexo XVI); e como fazer um vulcão (Anexo XVII). A atividade preparação de um indicador de couve-roxa e identificação de soluções ácidas, neutras e básicas (Anexo XVI), permitiu abordar o tema ácido-base,
introduzindo o conceito de pH e as noções de acidez e de basicidade, focando a sua aplicabilidade no quotidiano. Numa primeira abordagem, perguntou-se às crianças do 1.º ciclo se sabiam o que era um ácido e uma base. A maior parte destas respondeu que não sabia, contudo surgiram respostas referentes aos ácidos, como: “Um ácido é uma coisa a que ninguém resiste”; “Ácido é qualquer coisa que sabe mal!”; “É um alimento ácido, o limão”.
Figuras 31 a) e b) – Atividade - Preparação de um indicador de couve-roxa e identificação de soluções ácidas, neutras e básicas.
Explicou-se então que os químicos classificam as substâncias de acordo com as suas propriedades e uma das classificações possíveis, consiste em agrupar as substâncias em ácidos ou bases. De seguida, explicou-se que os químicos usam indicadores para investigar se uma solução é ácida ou básica. As crianças perguntaram: “O que são indicadores?”. Respondeu-se que os indicadores são compostos químicos que adquirem cores diferentes quando estão na presença de soluções ácidas, neutras ou básicas. Transmitiu-se então que na experiência a realizar, iriam utilizar a couve-roxa para saber se uma substância é ácida ou básica, seguindo o procedimento do protocolo foi mostrado e explicado o modo de preparação deste indicador. No procedimento seguinte, as crianças identificaram as soluções como ácidas, neutras ou básicas, de acordo com a cor que apresentavam após a adição do indicador e após a análise da escala de pH do indicador de couve-roxa. No decorrer da experiência a maior parte das crianças mostrou surpresa e admiração pelos diferentes comportamentos observados, dado que a alteração de cor era entendida como um fenómeno apelidado de “mágico”.
Na etapa seguinte, com o objetivo de observar o carácter químico de soluções usadas no dia-a-dia, as crianças identificaram algumas apresentadas como ácidas ou básicas, antes de fazerem a experiência com o indicador. O sumo de limão, preparado pelas crianças, foi a solução que todas identificaram e acertaram. Isto deve-se à associação imediata da acidez ao sabor amargo do limão. Após e durante a experiência era visível a perplexidade perante os conhecimentos transmitidos e adquiridos, assim como a satisfação com a
realização/participação na mesma. Considera-se que o objetivo associado à atividade foi alcançado.
Outras atividades, Balão brincalhão e Como fazer um vulcão foram realizadas com o objetivo de demonstrar uma reação química. Explicou-se que há vários séculos o homem convive com uma grande variedade de materiais encontrados na natureza, podendo estes sofrer transformações físicas e/ou químicas. Quando um material sofre uma transformação onde há alteração dos seus componentes, afirma-se que este sofreu uma transformação química (reação química). Caso contrário trata-se de uma transformação física. Numa transformação química, as substâncias que sofrem transformação são apelidadas de reagentes e as que resultam desta transformação são chamadas de produtos. De um modo geral, pode identificar-se a ocorrência de uma transformação química através de alterações que podem ocorrer no sistema, tais como: mudança de cor; libertação de gás (efervescência); formação de um sólido (precipitado); aparecimento de chama ou luminosidade; e alteração de temperatura.
Figuras 32 a), b) e c) – Atividade – Balão Brincalhão.
Na atividade intitulada Balão brincalhão brincalhão (Anexo XV) utilizou-se uma luva de latex em vez do balão, colocou-se o bicarbonato de sódio dentro da luva através de um funil e, de seguida, colocou-se vinagre dentro de um copo. A luva foi posicionada sobre a boca do copo e virou-se de modo a que o bicarbonato caísse dentro do copo. Um pouco depois foi observado o enchimento da luva. Foi percetível a admiração das crianças face ao que estavam a observar. Explicou-se que quando o bicarbonato de sódio entra em contato com o vinagre, o ácido acético reage com este. Um dos produtos da reação é um gás muito conhecido, chamado dióxido de carbono (CO2). É por isso que se observou efervescência. O gás ficou
retido na luva, e por isso a luva enche. Foi sublinhado que a reação química que ocorre para encher a luva também acontece quando o bicarbonato é utilizado nas massas de bolo e pães. Ocorre uma reação quando o bicarbonato entra em contato com o calor do forno, fazendo o bolo ou o pão crescer. Esta experiência poderia ser feita utilizando um comprimido antiácido estomacal efervescente, em vez do bicarbonato de sódio. A maior parte dos medicamentos antiácidos para o alívio da azia, possui na sua constituição bicarbonato de sódio (hidrogenocarbonato de sódio). Este ião, HCO (aq), ao reagir com os iões H+(aq) do ácido
clorídrico em excesso no estômago, origina o ácido carbónico instável que se decompõe em CO2(g) e H2O(l).
Quando se realizou a atividade Como fazer um vulcão brincalhão (Anexo XV), já tinha sido feita a atividade sobre a preparação de um indicador de couve-roxa e identificação de
soluções ácidas, neutras e básicas, o que potenciou a interligação com os novos
conhecimentos. A atividade Como fazer um vulcão pode ser dinamizada promovendo a transdisciplinaridade, pois antes da sua realização poderia ter sido desenvolvida uma outra na disciplina de Biologia, subordinada ao tema Vulcões, assim como em Educação Visual e Tecnológica poderia ter sido construído um vulcão em materiais como cartolina, cartão e/ou gesso. Como este exercício de transdisciplinaridade não foi possível, uma das crianças responsabilizou-se por conceber um vulcão em cartão, tendo todas as crianças participado de forma muito ativa na experiência, como aliás foi sempre caraterístico do grupo.
Figuras 33 a) e b) – Atividade – Como fazer um vulcão? Material necessário à realização da atividade - a) e adição de bicarbonato de sódio – b).
Figuras 34 a) e b) – Atividade – Como fazer um vulcão? Adição do detergente - a) e agitação da mistura – b).
Foi distribuído o protocolo da atividade e esta foi iniciada com a colocação da seguinte questão-problema: “O que vai acontecer quando se mistura o vinagre com o bicarbonato de sódio?”. De imediato ouviu-se uma resposta: “Uma reação química!”. De seguida solicitou-se que identificassem os materiais a utilizar na experiência, no que respeita ao caráter ácido ou básico. O vinagre foi imediatamente identificado como ácido e o bicarbonato de sódio como base. Começaram por colocar o bicarbonato, e de seguida o
corante e o detergente. Posteriormente, agitou-se a mistura e tapou-se o erlenmeyer com o referido vulcão. Chegou-se à etapa mais desejada, observando o vulcão a entrar em erupção. Adicionou-se o vinagre à mistura e segundos depois era explícita a satisfação das crianças pela reação construída, entendida e observada.
Figuras 35 a) e b) – Atividade – Como fazer um vulcão? “Vulcão em erupção” - a) e grupo de trabalho – b).
No final realizou-se um exercício de reflexão e recapitulação das fases da experiência com reações químicas. O vinagre é um ácido e ao misturar-se com o bicarbonato que é uma base, forma uma nova substância: o dióxido de carbono, ou seja, obtém-se um gás (bolhinhas que se formaram) responsável pela simulação da erupção. Os milhares de bolhinhas que se formam são muito leves e, por isso, a mistura faz efervescência. A erupção das bolhas é semelhante à lava que jorra de um vulcão. De seguida foi referido que se recorreu ao detergente apenas para criar mais espuma e o corante para que a espuma se parecesse com lava. No entanto, embora na experiência se tenha usado corante vermelho, a simulação de lava não ficou com a cor pretendida, adquirindo uma tonalidade rosa.
As explicações científicas para a reação podem ir desde um nível muito básico ao mais complexo. A partir de uma experiência simples e muito motivadora em termos visuais, pode promover-se a transdisciplinaridade, a aquisição/aplicação de conceitos/conhecimentos científicos, o desenvolvimento das capacidades para conhecer a realidade e os seus fenómenos, aprofundando-se a explicação de acordo com a faixa etária dos alunos com que se está a trabalhar. Trata-se de uma excelente experiência para uma feira de ciências, por exemplo. Caso a faixa etária dos destinatários fosse superior (nível secundário), poderia começar-se por explicar que o bicarbonato de sódio apresenta a fórmula química NaHCO3. O
vinagre é uma combinação de água com 5% de ácido acético. Como os dois componentes apresentam substâncias químicas, quando combinados, ocorre uma reação. A mistura do vinagre com o bicarbonato de sódio gera um produto chamado ácido carbónico. Este ácido é muito instável e imediatamente se decompõe em dióxido de carbono. Quando se adiciona vinagre ao bicarbonato, é o gás carbónico que origina as bolhas. A reação química que ocorre entre o bicarbonato de sódio e o ácido acético presente no vinagre é:
O ácido carbónico (H2CO3) é instável e decompõe-se de acordo com a reação:
H2CO3(aq) → CO2(g) + H2O(aq) (55)
CH3COOH(aq) + NaHCO3(s) → CH3COONa(aq) + CO2(g) + H2O(aq) (56)
É de referir que esta reação também está presente no sal de frutas, produto para aliviar a azia e a má digestão e na determinação de certos tipos de rochas, como as de calcário (CaCO3). Salienta-se que neste caso, se uma rocha borbulhar gás (CO2) ao derramar-se ácido
sobre ela, há a confirmação de que possui o ião carbonato, e de que possivelmente seja de calcário.