5. The context of Late Medieval English text production
5.4. The authorship
8.1. TIPO DE ESTUDO
Desenvolvemos a nossa investigação com base na metodologia de investigação em Ciências Sociais, orientando o nosso estudo numa perspectiva exploratória/descritiva.63 As etapas da pesquisa obedeceram às recomendações de vários autores, com destaque para Quivy e Campenhoud64 e Marie-Fabienne Fortin65. Desta forma, procurámos descrever e compreender os factores e conceitos subjacentes à temática desenvolvida, em função dos pressupostos por nós definidos. Assim, partimos de teorias desenvolvidas e, com base nos dados recolhidos diante dos elementos da amostra, procurámos responder às questões e hipóteses levantadas, correspondendo esta análise a uma abordagem dedutiva (Sousa e Baptista, 2011, p. 8). Por outra, qualitativamente, procurámos interpretar as opiniões dos actores intervenientes no nosso objecto de estudo, as motivações subjacentes e os contextos em que se enquadram, alargando o leque de resultados em torno da temática.66 Com os instrumentos utilizados, procuramos mais do que responder às hipóteses. Comparámos também as abordagens recolhidas com o modelo destacado na fase conceptual.67
63 Conforme explica Marie-
Fabienne Fortin (2009, pp. 133 e 135), é o “tipo de estudo” que “descreve
a estrutura utilizada segundo a questão de investigação”, sendo a óptica descritiva, indicada para estudar os dados sob a forma de palavras ou números.
64 Cfr. Apêndice C
– Etapas do Procedimento segundo Quivy e Campenhoudt.
65 Cfr. Apêndice D
– Fases e Etapas do Processo de Investigação.
66 Conforme explica Isabel Guerra (2006, pp. 22, 23 e 39), ver também Quivy e Campenhoudt (2008,
pp. 144 e 145).
67
Desta forma, fomos de encontro ao raciocínio que “o trabalho de construção do objecto, da análise
8.2. AMOSTRA
O estudo da totalidade das empresas (população alvo) que constituem o sector abrangido pela nossa pesquisa assumiu-se como uma tarefa difícil68, tendo em conta os meios disponíveis, a metodologia descritiva e os objectivos académicos da investigação. Assim, fomos ao encontro de uma parte desse vasto leque de empresas (população acessível), com dados acessíveis, seleccionadas por entidades nacionais que se dedicam ao estudo da logística e não só (AEP – Associação Empresarial de Portugal, e APLOG – Associação Portuguesa de Logística).
Grosso modo, reunimos um leque considerável de empresas, Top 100 da AEP, que operam no sector de Distribuição e Logística69. Dentro desse conjunto de cem empresas, escolhemos os nossos interlocutores privilegiados e definimos a nossa amostra para os inquéritos/entrevistas. No que concerne à componente militar, recolhemos entrevistas nas principais Unidades com funções Logísticas ao nível do Exército Nacional70, como referido inicialmente. As entrevistas foram feitas em Unidades Militares de natureza essencialmente logística como a Direcção de Material e Transportes, Manutenção Militar, Oficinas Gerais de Fardamento e Equipamento, Depósito Geral de Material do Exército e Regimento de Transportes.
De um modo geral, a nossa amostra ficou assim constituída, obedecendo os objectivos da investigação, por uma componente empresarial e outra militar, procurando a maior diversidade de serviços logísticos e modos de transporte71, cumprindo o pressuposto da representatividade característica do estudo qualitativo.72
8.3. INSTRUMENTOS E PROCEDIMENTOS
A nossa investigação assentou essencialmente no tipo de estudo descritivo, onde prevaleceu a análise qualitativa.
Inicialmente fizemos uma pesquisa de bibliografia, documentos e de suportes electrónicos, de forma exaustiva, com objectivo de reunir os estudos já
68 Conforme explicado no site da AEP (Associação Empresarial de Portugal): em Portugal existem um
total de 19.991 empresas com o código de actividade empresarial 49, 50 e 51 - Caminhos-de-ferro, Transporte marítimo e Aéreo Cfr. http://www.aeportugal.pt/, consultado em 1/05/2013 às 1h14.
69 Ver Anexo V – População e Amostra. 70 Ver Anexo VI
– A Componente Logística do Exército.
71 Conforme podemos observar no Apêndice E
– Interlocutores.
realizados sobre a temática em questão. Neste âmbito, para a componente evolutiva da Logística e da Estratégia, as principais teorias desenvolvidas no contexto militar foram comparadas aos princípios inerentes à Gestão Empresarial. Com estas duas perspectivas procurámos interpretar o papel das cadeias de abastecimento nestas organizações, recorrendo a indicadores-chave subjacentes à este instrumento de elevado potencial estratégico.
O percurso metodológico da pesquisa desenvolveu-se, em entrevistas exploratórias73, observações directas74 e inquéritos por entrevistas. Neste trajecto, as reuniões com os professores orientadores também assumiram relevância para o desenvolvimento da pesquisa.
As entrevistas foram feitas com base nos guiões em apêndice75, num modelo semiestruturado, dando a possibilidade ao interlocutor de desenvolver o seu comentário em função da experiência no contexto em que se enquadra. Para a análise das referidas entrevistas, procurámos não nos cingirmos apenas num único tipo de análise descritiva, 76 tentámos analisar com base naquilo que eram as nossas necessidades e capacidades de análise, observando, em todas as técnicas, a fonte de informação e o contexto em que a mesma se enquadra. Construímos, por isso, sinopses que nos permitiram resumir as ideias mais relevantes para a investigação, reduzir a área de observação e mais facilmente conseguimos comparar opiniões77. Com efeito, analisámos alguns indicadores relevantes para explicar os pressupostos levantados, conceitos desenvolvidos e interpretar as opiniões recolhidas.78 Nesse sentido, procurámos também interpretar as variáveis iniciais e compreender as que surgiram no desenvolvimento das entrevistas.
73 Nesta fase procurámos também testar e calibrar os modelos dos inquéritos por entrevistas. 74 Nas empresas e unidades militares em que foi possível tal prática.
75 Apêndice F
– Guião de Entrevistas (Militares); Apêndice G – Guião de Entrevistas (Empresas).
76 Tendo em conta a diversidade destacada por Isabel Guerra (2006, pp. 77 a 87): análise tipológica,
categorial, temática, etc.
77 Ver Guerra, 2006, p. 73.