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2.4 T EORIEN OM PLANLAGT ATFERD (TPB)

2.4.3 Atferdskontroll

A área de Treinamento Técnico da Volvo do Brasil inici

, motivada pela produção de um novo veículo com uma nova tecnologia. Até aquela época, não haviam treinamentos técnicos instituídos na empresa e, assim, as pessoas acabavam aprendendo

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FIGURA 4.10 - O Treinamento Técnico na Volvo FONTE: Volvo do Brasil (2006d).

Observa-se que, a partir de demandas procedentes de diversas áreas da empresa, de informações provenientes de pesquisa de satisfação de clientes (realizadas a cada dois anos), projetos, benchmarking e de novas versões de instruções de trabalho, o Treinamento Técnico identifica as necessidades de treinamento, planeja os treinamentos (material, recursos, local, data), executa-os e, por fim, verifica o nível de aprendizagem individual. Essa última atividade é realizada por meio de testes ou provas de aprendizado, que buscam medir a satisfação dos treinandos em relação aos recursos utilizados, instrutores, conteúdo e material didático. Esses dois recursos podem, então, ser considerados os mecanismos de feedback do processo. Além disso, a área realiza pesquisas de maneira mais informal três vezes por ano para saber mais sobre a satisfação das áreas em relação aos serviços de treinamento oferecidos.

Os tipos de treinamento ministrados pela área estão ilustrados na Figura 4.11.

Planejar e realizar as atividades do treinamento técnico

• Identificar necessidades de treinamentos • Reparar material prático e teórico • Elaborar e acompanhar programas de treinamentos

• Realizar os treinamentos

• Verificar o nível de aprendizado individual • Registrar os treinamentos no banco de dados • Planejar e realizar os treinamentos de encarroçadores

• Coordenar as atividades do Auto-instrucional • Acompanhar fases de projetos

• Análise crítica das instruções de montagem • Suporte técnico

• Avaliar satisfação dos treinandos • Instruções de montagem (n reba • Nov • R • Pro •De qual • Pe • Pr •Be ovas edições, lanceamento, mix de produto e rodízio)

os funcionários

elatórios de auditoria de produtos jetos

mandas de treinamentos (produção, idade e outras áreas)

squisa de satisfação de clientes ojeto Zero Defeito

nchmarking

• Capacitação de funcionários da produção (Volvo e encarroçadores)

• Conhecimento do produto para funcionários (produção e outras áreas) • Material para treinamentos teóricos e práticos

• Programa de treinamentos

• Registros de treinamentos em bancos de dados (PCI e TED)

PROCESSO

ENTRADAS SAÍDAS

MECANISMO DE FEEDBACK

• Pesquisas de satisfação • Testes de aprendizado

Baseado em instruções operacionais / SPRINT

• Análise crítica

• Treinamento de montadores • Registro no sistema

Baseado em módulos de leitura (CD, papel)

• Duração de 1 hora cada nódulo

• Lista de módulos elaborada para cada equipe • Pré-requisito para cursos TSV

• Treinamento contínuo

Treinamento tradicional (teórico e prático)

• Em sala/laboratório (1 hora por dia) • Pré-requisito para outras funções

Treinamento tradicional para encarroçadores

• Realizado no ancarroçador • Objetiva qualidade na montagem

Integração de novos funcionários nas áreas produtivas

Treinamento tradicional (teórico e prático) Depende da demanda TTM Treinamento Técnico de Montagem TAI Treinamento Auto-instrucional TSV Treinamento Teórico/Prático TE Treinamento de encarroçadores TI Integração Outras áreas

FIGURA 4.11 - Tipos de treinamentos ministrados pelo Treinamento Técnico

O Treinamento Técnico de Montagem (TTM), que é o principal foco da área, ocorre basicamente quando alguma nova instrução de montagem é definida. Os membros da área de Treinamento Técnico analisam essa nova instrução e capacitam os operadores envolvidos naquela estação ou linha a executar aquele procedimento. Os treinamentos desse tipo são executados muitas vezes no próprio local do trabalho ou no laboratório da área, que é devidamente equipado com os dispositivos necessários e para simular a montagem.

O Treinamento Auto-intrucional (TAI) consiste em módulos de teoria, elaborados para cada equipe auto-gerenciável (EAG), que devem ser estudados por cada membro participante da mesma. Os treinandos se dirigem à uma sala dentro da área de Treinamento Técnico, recebem as apostilas de determinado módulo específico, estudam, fazem alguns exercícios e depois realizam um teste final para ser avaliado pelo responsável. Além disso, o TAI serve como pré-requisito para a realização do Treinamento Teórico/Prático que será explicado a seguir, ou seja, há alguns módulos que devem ser obrigatoriamente estudados antes de um TSV.

Toda semana a área de Treinamento Técnico envia um documento para cada EAG, requisitando algumas pessoas para a realização de TAI’s. Com isso, o representante da EAG faz um planejamento a respeito dos dias e horários que cada pessoa requisitada poderá realizar o treinamento solicitado.

Os Treinamentos Teóricos/Práticos (TSV) são também elaborados tendo em vista os requisitos de cada estação de trabalho. Cada EAG tem, portanto, um conjunto de TSV’s que deve participar. Esses treinamentos são, como o próprio nome diz, treinamentos tradicionais que envolvem uma parte teórica e uma parte prática, realizada normalmente em laboratórios. Como foi visto, esse tipo de treinamento muitas vezes exige que a pessoa já tenha uma noção básica acerca do assunto, o que é proporcionado pelos TAI’s.

Os Treinamentos de Encarroçadores (TE) são realizados a fim de capacitar os mesmos a montar os chassis de ônibus nas carrocerias dos mesmos, tendo em vista que é essencial que essas duas partes envolvidas se comuniquem para garantir a qualidade do produto final. Assim, com enfoque na montagem em si e na parte elétrica da montagem, são conduzidos treinamentos pelo pessoal da Volvo nos encarroçadores clientes.

O quinto tipo de treinamento é um processo de Integração (TI), realizado no ingresso dos novos funcionários. No primeiro dia, é apresentada uma visão geral da empresa, dos produtos, das normas de segurança, planos de carreira e outras informações relevantes para o indivíduo conhecer o ambiente de trabalho da Volvo e a empresa em si. Já no segundo dia, são passadas informações mais específicas sobre a área (estação de trabalho) que a pessoa vai trabalhar.

Por fim, são desenvolvidos treinamentos de acordo com a demanda específica sentida pela liderança ou pelos representantes de determinada área.

Vale destacar que todos os treinamentos recebidos são devidamente registrados no sistema da área, para que todos os seus membros tenham acesso às informações de “treinamento e desenvolvimento” cada pessoa dentro da fábrica. Além disso, são utilizadas planilhas para facilitar a visualização de informações rotineiras (atividades de capacitação, postos de trabalho), a fim de tomar decisões relativas a rodízios, promoções e redefinição de funções.

No ano de 2006, o conceito de desenvolvimento de competências para a capacitação de pessoal começou também a ser utilizado. Assim, para cada nível de trabalho são detalhados os conhecimentos e habilidades que o funcionário deve possuir e os que já possui, o que é analisado tanto em termos das atividades de capacitação que participou quanto considerando as funções anteriores que já exerceu.