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Asymmetric dimethylarginine, Nitric oxide and NO synthase

2. Introduction

2.5 Asymmetric dimethylarginine, Nitric oxide and NO synthase

As crianças aos três anos, segundo Papalia et al (2001), apresentam características físicas mais específicas revelando maturidade. Apresentam-se mais altas e esguias perdendo a face redonda de bebé e tornando-se mais atlética. Reforça os músculos abdominais perdendo a barriga. As mudanças são de tal forma evidentes que, apesar da cabeça ainda ser muito grande relativamente ao resto do corpo, “as outras partes do corpo continuam a crescer até que as proporções corporais se tornam mais semelhantes às do adulto”(Papalia et al, 2001, p. 282).

A mudança física, segundo Papalia et al (2001) revela o seu desenvolvimento interior, pois os músculos e ossos cresceram e estão mais fortalecidos. Os ossos tornam- se mais robustos e resistentes dando maior firmeza e proteção aos órgãos internos. Verifica-se a maturação do sistema nervoso e do cérebro que desencadeiam uma panóplia de competências motoras, tais como: “consegue saltar uma distância de 38 a 60cm; consegue subir uma escada sem ajuda, alternando os pés; consegue saltar num só pé, usando uma série de saltos irregulares com algumas variações” (Papalia et al, 2001, p. 287).

Outro aspeto físico a considerar nos três anos é a definição da lateralidade, pois começa a revelar a tendência pelo uso de uma mão face à outra (Papalia et al, 2001).

No que diz respeito aos aspetos cognitivos numa criança de três anos é evidente o egocentrismo, isto é a sua total dificuldade em descentrar-se dele mesmo. Tudo gira em torno do seu self. Tal como refere Papalia et al (2001) “As crianças de 3 anos […] ainda pensam que o universo está centrado nelas próprias” (p. 316). Apesar desta característica tão vincada, têm a particularidade de ter uma curiosidade aguçada onde há uma grande vontade de aprender onde o «Porquê?» é recorrente todo o dia. A sua aprendizagem/compreensão das coisas assenta no concreto onde a perceção sobre as coisas permite-lhe categorizar através das características visíveis (Brazelton, 1997). Segundo Papalia et al (2001) “os “porquês” […] mostram que elas são agora capazes de ligar causa e efeito, não apenas em relação a ocorrências específicas no ambiente físico

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[…] mas também em relação a contextos sociais mais complexos” (p. 313). As crianças nesta idade “desenvolvem a sua perícia na classificação ou agrupamento de objetos, pessoas e acontecimentos, em categorias baseadas em similaridades e diferenças” (Papaplia et al, 2001, p. 313).

A linguagem ganha relevo nesta fase, uma vez que a criança considera este ato “uma aventura nova e excitante” tentando “suscitar reações através do discurso” pois descobre que “o discurso influencia os outros” (Brazelton, 1997, p. 45). O autor atrás referido exalta o facto do crescente domínio da linguagem na criança refletir-se na “sua compreensão em relação ao mundo que a rodeia” concedendo-lhe “um novo poder de si própria e sobre o mundo”(p. 46) percebendo o quão poderoso é o mundo que a rodeia. Segundo Papalia et al (2001) “aos 3 anos, em geral, as crianças usam os plurais e o pretérito passado e conhecem a diferença entre eu, tu e nós” (p. 322).

Para além da linguagem, a criança quando exposta a livros também descobre o poder e a dimensão da palavra escrita. A criança nestas circunstâncias sabe que os livros contêm histórias com um princípio e um fim, para isso há que ensiná-las a saber ouvir e a saber esperar. Ao repetir as histórias, a criança pode memorizá-las como se soubesse ler (Brazelton, 1997). Esta faixa etária é caracterizada por possuir um pensamento mágico e onde a fantasia tem um lugar cimeiro.

A noção de tempo numa criança de três anos é subjetiva e interna, pois ela tem a noção de quando um acontecimento termina e outro começa, por isso as rotinas têm grande relevância na conceção/construção da noção de tempo na criança (Brazelton, 1997).

A noção de espaço emerge nesta fase e para tal a criança necessita de se movimentar no espaço à sua volta para que posteriormente possa “nomear os lugares e as relações no espaço que aprendeu a conhecer através da sua atividade” levando-a a “saber movimentar-se e a descobrir o seu lugar no mundo” (Brazelton, 1997, p. 53).

Ao longo desta faixa etária verifica-se uma evolução em termos emocionais, nomeadamente na sua capacidade de “autoregulação e interesse pelo mundo, enamoramento, desenvolvimento da comunicação intencional, emergência de um sentido de identidade própria organizado, criação de ideias emocionais e de pensamento emocional” (Hohmann & Weikart, 1997, p. 53). Estes autores acrescentam que o adulto é o mediador fundamental da criança na construção de um ambiente social e emocional com repercussões ao nível da aprendizagem e saúde mental da criança. Este tipo de

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ambiente desenvolve na criança o sentido de pertença emocional e de controlo, adequando-lhe as suas capacidades.

Neste ambiente de aprendizagem as crianças desenvolvem o sentido de pertença emocional, de adequação das suas capacidades e de controlo (Hohmann & Weikart, 1997).

Aos três anos o acto de brincar ganha outra perspetiva, pois a criança toma consciência, segundo Brazelton (1997), que os outros são fundamentais e quere-os como «amigos». Começa assim a surgir o sentimento de empatia para com os outros, procurando agradar-lhes para que se mantenham próximo dela.

A autodisciplina tem grande incidência neste período, pois “controlar a criança é importante, mas não é o suficiente: o objetivo é ensiná-la a controlar-se. Estabelecer os limites ao nível do comportamento, aprender a controlar desejos e impulsos, é uma tarefa para toda a vida” (Brazelton, 1997, p. 58). Há que ter em conta que uma criança de três anos não tem autocontrolo (Brazelton, 1997).

1.6.4. Caracterização da Turma

A sala do Bibe Amarelo tinha uma turma bastante heterogénea e equitativamente distribuída no que diz respeito à presença de ambos os sexos, ou seja em 28 crianças, 14 eram meninos e as restantes meninas. No mês de setembro terão entrado na escola 12 crianças com 2 anos.

No grupo existem algumas crianças com algumas dificuldades ao nível da linguagem, sendo a maioria pouco autónoma nas idas à casa de banho e na hora da refeição.

O nível socioeconómico destas crianças é considerado médio/alto.

São crianças meigas, afetuosas, um pouco agitadas e de fácil dispersão, pois nesta faixa etária é difícil para elas, permanecerem durante muito tempo na mesma actividade. Apresentam um grande respeito pela Educadora Cooperante, mas por vezes eram indisciplinadas com as estagiárias.

Relativamente à capacidade de concentração nesta fase, as crianças conseguem estar atentas a pequenos diálogos realizados em grande grupo e/ou em pequeno grupo.

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1.6.5. Organização do espaço, do tempo e dos recursos

A sala do Bibe Amarelo possui dimensões razoáveis para o desenrolar das várias atividades. Possui um espaço livre que permite o livre deslocamento da criança em vários sentidos. Para além deste espaço, dispõe de áreas funcionais e bem definidas, tais como: área do tapete; área da cozinha; área da casinha ou da fantasia; área de atividades orientadas ou semi-orientadas.

A área do tapete é o local privilegiado para a realização de diálogos com as crianças, leitura de histórias; nesta zona encontra-se um placard onde são colocados os trabalhos das crianças ou símbolos alusivos aos conteúdos programáticos que as crianças estão a aprender.

A área da cozinha é constituído por: um armário móvel e prateleiras onde dispunham de chávenas, pratos, panelas, copos, frutos e legumes. As crianças têm fácil acesso a este material, sendo considerado por estas um local muito querido e procurado, pois aqui podem brincar ao “faz de conta”.

A área da fantasia é espaço que apela à imaginação da criança, pois dispõe de um conjunto de adereços passíveis de serem usados pelas crianças, tal como a área anterior, no jogo do faz de conta. Dispunha de uma variedade de fatos de fantasia (princesa, bailarina, homem aranha, etc.) e um espelho onde a criança vê refletida a sua imagem proporcionando momentos de magia, tão característica desta idade. Existe, também uma “arca dos segredos” que continha vários objetos e jogos com os quais as crianças brincam após a sesta.

A zona de atividades orientadas ou semi-orientadas é composta por um conjunto de mesas e cadeiras.

O espaço dispõe de luz natural e artificial sendo que a primeira é abundante, pois a sala dispõe de janelas à sua volta.

No interior da sala existia, também um armário com compartimentos individualizados/personalizados para a colocação dos lençóis e adereços pertencentes a cada criança.

Inferências e Fundamentação teórica

Este momento de estágio foi onde encontrei uma aproximação a alguns Modelos Educacionais, pois verifica-se a preocupação de dividir a sala em áreas de interesse.

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Para além de atividades dirigidas, devem ser proporcionadas à criança momentos de aprendizagem social, pois a vivência de “papéis sociais, relações interpessoais, estilos de interação – que constituem a textura social básica – são vividos, experenciados, perspetivados nas experiências que cada área permite” (Formozinho et al, 2007, p. 67). A existência da área da fantasia na sala ajuda as crianças “a compor as suas personagens para atividades de “faz de conta” e projetos de representação dramática”(Formozinho et al, 2007, p. 132).