Time Allotment for English Subject from grades 5-10
4.8 Assessment/ Examination
Na reunião inicial com os representantes do ISSSP e da UF, ficou acordado que a minha função seria a de elaboração do inquérito e aplicação do mesmo, ficando a cargo da UF a divulgação, contato e seleção dos participantes no inquérito, tendo em conta a amostragem previamente definida. Este acordo não foi cumprido, segundo a UF, devido a constrangimentos colocados à UF por outras instituições não colaborantes. Este processo veio atrasar a aplicação dos inquéritos.
Na minha abordagem direta às pessoas quer na rua, quer nos domicílios encontrava- me devidamente identificada com o colete da JF, e um crachá com o meu nome e logotipo da UF. Explicava-lhes os objetivos do inquérito e solicitava a sua colaboração, sendo necessário assinar uma declaração de consentimento informando, garantindo- lhes o anonimato e confidencialidade da informação, dando-lhes a escolher o local para administração do inquérito: instalações da junta ou domicílio das mesmas, no sentido de evitar desconforto ou desconfiança relativamente à presença de um estranho em casa.
A UF apoiou a divulgação da atividade solicitando ao pároco que divulgasse a mesma na missa dominical. Divulgação essa que fez uma única vez. A junta afixou ainda cartazes apelando à inscrição de pessoas com mais de 65 anos com vista à participação no plano Gerontológico. Foi um processo moroso e desgastante obter a colaboração dos idosos, devido às barreiras provenientes das suas representações sociais, uns
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recusavam devido ao facto de eu representar uma instituição política, derivado às suas vivências. Tal situação em fruto do seu descrédito na política e nos seus representantes. Outros não colaboraram por não usufruírem de nenhum tipo de compensação pelo facto de responder ao inquérito, verbalizando (“o que ganho com isto?”). Acresce ainda, como fator de morosidade, os critérios previamente estabelecidos na amostra, nomeadamente no número de pessoas a inquirir em função do sexo e da idade, exigindo uma abordagem a um leque mais extenso de pessoas para que os requisitos do sexo e da idade correspondentes fossem preenchidos.
Outras das dificuldades prendeu-se com o facto de o inquérito ser muito extenso, demorando no mínimo, uma hora a ser ministrado, o que causava desconforto, resistência e vontade manifesta de desistência nos inquiridos. Para conseguir finalizar os inquéritos, tinha que fazer uso da capacidade de argumentação. Havendo uma área no inquérito em que se auscultava as fontes de rendimentos, assim como os valores dos mesmos, as pessoas ficavam desconfiadas. Temiam ser de alguma forma, ao fornecer essas informações, prejudicadas, facultaram-me rendimentos provenientes de reformas (quando existente), ocultando-me (se existentes) rendimentos provenientes de outras fontes como poupanças, trabalho, subsídios e ajuda de terceiros. Sendo uma área sensível, as pessoas não se queriam expor.
Fiquei com a perceção, através de verbalizações dos inquiridos, que as pessoas responderam ao inquérito na expectativa de eu poder desencadear mecanismos que lhes permitisse ultrapassar os problemas sentidos quer a nível familiar e pessoal, quer a nível dos constrangimentos locais da freguesia de Jovim.
Um fator positivo foi o contato direto com as pessoas, maioritariamente, nos seus domicílios, o que me permitiu conhecer num contexto de proximidade, as suas necessidades, vulnerabilidades, recursos e potencialidades, assistindo, por exemplo, a mulheres inquiridas a trabalhar a arte da filigrana e homens inquiridos a esculpir objetos em madeira trabalhando como marceneiros.
O facto de na freguesia me deslocar sempre a pé para localizar ruas, lugares e domicílios de potenciais inquiridos, permitiu-me interagir com a população em geral e assim observar as dinâmicas locais assim como conhecer os recursos e vulnerabilidades de Jovim.
O conhecimento da realidade de Jovim ao nível dos seus recursos e constrangimentos, assim como a identificação de áreas prioritárias de intervenção manifestas no diagnóstico também identificadas a partir da observação direta, permitiu-me construir um plano gerontológico que poderia ser aplicado nesta freguesia. No entanto, o facto
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deste plano ser um exercício meramente académico faz-me sentir alguma frustração, pois não será um instrumento potenciador de mudança no quotidiano dos idosos de Jovim. Outra das considerações éticas pertinentes prende-se com o facto de não devermos fazer estudos que não sejam traduzidos em intervenções que visem melhorar as condições de vida das pessoas. No caso deste trabalho de projeto, ele surgiu porque a UF tinha por objetivo a construção de um plano gerontológico para a mesma, tendo como suporte o diagnóstico gerontológico efetuado.
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5-Cronogramas
Cronograma – operacionalização temporal do Diagnóstico Gerontológico
Meses Maio 2014 Junho 2014 Julho 14 Agosto 14 Setembro 2014 Outubro 14 Novembro 2014 Dezembro 2014 Janeiro 2015 Fevereiro 2015 Março 2015 Abril 2015 Maio 2015 Junho 2015 Julho 2015 Agosto 15 Setembro 15 Outubro 2015 Novembro 2015 Dezembro 2015 atividades Protocolo
Reuniões preparativas UF / ISSSP
Elaboração do inquérito
Pré-teste
Divulgação por parte da UF
Administração dos inquéritos
Férias
Inserção no SPSS dos dados
Agrupamento de dados Estatística descritiva Análise, interpretação, correlações Pesquisa teórica Elaboração de projeto de intervenção
Sistematização dos conteúdos
Defesa do trabalho de projeto
Reuniões com o (a) orientador(a) ISSSP
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Cronograma – operacionalização temporal do Plano Gerontológico
Atividades Out 2015 Nov 2015 Dez 2015 Jan 2016 Fev 2016
Mar 2016
Abril
2016 Mai 2016 Jun 2016 Jul 2016 Ago 2016 Set 2016 Out 2016 Nov 2016
Reuniões preparatórias com eventuais parceiros do projeto
Apresentação dos resultados do Diagnostico Gerontológico a potenciais entidades parceiras Estabelecimento de parcerias e formalização de protocolos
Divulgação do projeto / Inscrição nas atividade Atividades culturais e recreativos e desportivas Espaço Cidadão
Passeio mensal
Constituição de bolsa de Voluntariado Atividades desenvolvidas por voluntários Oficina ao domicilio /
Atelier “Espaço dos mestres”
Angariação de patrocínios para o “Espaço Mestre”
Levantamento das necessidades de melhoramentos / estudos socioeconómicos dos agregados familiares Obras de reabilitação / eliminação de barreiras arquitetónica no interior e exterior das casas /
Obras reabilitação / eliminação de barreiras arquitetónica envolvente às casas, passeios/ruas/ acesso a serviços públicos
Construção de jardim (bancos e sanitários)
Acompanhamento das atividades pela Assistente social
Acompanhamento das obras dos domicílios dos idosos através de visitas domiciliária pelo (a) Assistente social Avaliação do projeto
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IV – Apreciações Finais
A elaboração do diagnóstico gerontológico em Jovim remete-me para uma breve reflexão acerca deste instrumento imprescindível à construção de respostas concertadas (planos gerontológicos), na elaboração de políticas direcionadas para a população idosa que possam efetivamente responder às suas reais necessidades e expetativas.
Os casos em que se criam respostas sociais desadequadas que não correspondem às expectativas e necessidades de uma determinada população suscita-me dúvidas sobre o modo de conceção do diagnóstico ou até sobre a sua existência. Este instrumento é um efetivo suporte orientador de planos de ação. No diagnóstico gerontológico aplicado em Jovim questionamos a população idosa da amostra relativamente às expetativas no que respeita à frequência de equipamentos socias para idosos e verificou-se que os inquiridos não desejavam frequentar as respostas sociais existentes nas instituições ou equipamentos sociais para apoio a idosos. As suas expetativas são as de ficar na sua habitação, rodeados daqueles que lhes são mais próximos (família, amigos e vizinhos) e inseridos na sua comunidade local. Tentou-se perceber a frequência das respostas sociais (centro de convívio, serviço de apoio domiciliário, lar residencial) no município de Gondomar e especificamente os existentes na União de freguesias de Jovim. Constatou-se que a frequência destas respostas estavam muito aquém da sua capacidade total, existindo em todas as valências, vagas. Esta realidade sugere várias questões, tais como:
Antes da implementação destes equipamentos sociais foi elaborado um diagnóstico relativo à necessidade dos mesmos ou este tipo de respostas correspondia às expetativas de potenciais utilizadores? As pessoas que frequentam as respostas mencionadas continuariam a frequenta-las, caso tivessem a oportunidade de beneficiar de outro tipo de respostas sociais?
Estas questões deveriam ser aprofundadas em posteriores investigações no território da UF de São Cosme (Gondomar), Valbom e Jovim.
Os resultados do diagnóstico também me fizeram refletir acerca dos modos de vida dos idosos no período da reforma. No caso da população da amostra, os baixos rendimentos condiciona o modo como vivem a reforma. A realidade desta população com baixos rendimentos condicionam o modo como vive a reforma. A realidade desta população
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que passa o seu tempo de reforma entre a televisão, as tarefas domésticas, idas ao café, igreja e convívio dentro das suas residências com familiares, amigos e vizinhos, faz-nos questionar acerca das possibilidades facultadas à população idosa que vivencia a reforma sob a forma de retraimento e morte social, de frequentar atividades de âmbito cultural, de modo a beneficiar de novas aprendizagens. Apercebi-me que a maioria das associações locais tenta captar um público jovem para a frequência de atividades, manifestas na linguagem de divulgação das atividades, exemplos, “futsal para jovens”, “dança para juniores”, “canoagem para jovens”, o que reflete as representações sociais latentes face à população constituída pelos mais velhos, sendo esta vitima de idadismo, refletindo a mentalidade prevalente de que o declínio cognitivo acompanha o declínio biológico e que os idosos não estão abertos a novas aprendizagens nem abertos ao mundo. Urge mudar este quadro mental e estas representações sociais com medidas politica que desenvolvam projetos de intervenção promotores do envelhecimento produtivo e solidário que fomentem as trocas intergeracionais e as redes de sociabilidades.
As considerações anteriores alertam-nos para a necessidade emergente de se criarem outro tipo de respostas sociais que vão de encontro às necessidades e expetativas, o que sugere a mudança do paradigma politico institucional existente e praticado pelas organizações. De acordo com as recomendações para longevidade (Associação amigos da grande idade, inovação e desenvolvimento, 2014:19-21):” que recomendam a promoção da preservação dos laços de vizinhança e de outras redes sociais de suporte, dão especial relevo ao papel da família defendendo a sua tradição e entendem que é no seio do núcleo familiar que se devem procurar os primeiros cuidadores, defendem ainda uma política de apoio às famílias e às redes de vizinhança insistem na necessidade de se darem facilidades à formação e acesso à cultura, nomeadamente na compra de livros, música, teatro, cinema e outros espetáculos às pessoas idosas, disponibilidade para colaborar com os serviços públicos e privados no desempenho de funções de utilidade em escolas, bibliotecas, autarquias, repartições de atendimento público, hospitais, museus e outros locais, enfatizam que os espaços urbanos devem ser adequados ao processo de envelhecimento com base nas recomendações feitas pela OMS (cidades amigas das pessoas idosas e cidades saudáveis) ”.
Face às recomendações para a longevidade elaboradas por deputados dos diferentes agrupamentos políticos com assento no parlamento nacional, resta-nos a esperança que sejam implementadas as condições para a execução das mesmas, no sentido de restituirmos aos mais velhos o direito a viver com a dignidade e consideração social de que são merecedores. Tentei através do plano gerontológico que elaborei para Jovim
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otimizar os recursos existentes na localidade e município sendo minha intenção coloca- los ao serviço da população no sentido de dar resposta aos problemas identificados. A implementação do plano visa ainda a manutenção das pessoas nos seus domicílios e habitat evitando ou retardando a institucionalização das mesmas (a implementação do programa de obras de melhoramento nas habitações e as obras de requalificação urbana é essencial na prossecução deste objetivo). O estabelecimento de parcerias foi uma estratégia importante para a implementação do plano, impulsionou se a dinâmica interna das instituições/ organizações que atuam no território local pretendendo-se estimular a criação de sinergias entre elas. É um projeto feito para as pessoas e com as pessoas uma vez que se pretende que elas tenham um papel ativo no plano gerontológico, em que a população protagoniza o papel de beneficiária e atora no projeto. A participação social dos idosos consegue se através da colaboração dos mesmos na conceção, execução e avaliação das ações do plano gerontológico. É incentivada a participação de toda a população da comunidade em algumas atividades do projeto com o objetivo de estimular a interação entre pessoas de diferentes gerações, promover ou reforçar os laços de solidariedade intergeracional, assim como sensibilizar a comunidade local para a problemática do envelhecimento.
A existência de políticas num território local que visem a otimização de recursos com oferta de respostas integradas é essencial para que não haja desperdício de recursos evitando a duplicação de intervenções no mesmo território.
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