3. Resultater
3.1. Artikkelmatrise
As empresas alvo desta pesquisa são organizações brasileiras reconhecidas por sua preocupação ambiental e por serem referências no setor em que atuam. Alguns requisitos foram estabelecidos como critérios de seleção, entre eles a nacionalidade das organizações. A nacionalidade das empresas garante a autonomia de desenvolvimento de produtos e projetos que permite analisar as reações das organizações perante as exigências ambientais feitas pelos
stakeholders. Além disso, empresas brasileiras atendem a uma demanda de pesquisas (GREEN et al., 2012). Outro ponto é o tamanho da organização, dando preferência às empresas de grande
porte e reconhecidas nacionalmente. Esta é uma das variáveis estruturais que mais parece influenciar na implementação de práticas ambientais, uma vez que as grandes empresas têm mais disponibilidade de recursos para se dedicarem à gestão ambiental, seus esforços ambientais têm um impacto positivo sobre um maior número de clientes, elas recebem mais pressão de seus stakeholders e são o principal alvo dos Governos locais e organizações ambientais não-governamentais (GONZALEZ-BENITO; GONZALEZ-BENITO, 2006). Holt (2004) notou que as empresas de menor porte apresentam uma influência significativamente menor sobre seus fornecedores, não aproveitando do seu poder de barganha. Além disso, a certificação da ISO 14001 é outro fator decisório para a escolha de uma organização. Por fim, para constatar a relevância das organizações selecionadas para esta pesquisa, foram consultados rankings nacionais e internacionais que atestaram o destaque destas empresas em relação às preocupações e ações benéficas ao meio ambiente.
A pesquisa foi desenvolvida nas empresas focais da SC devido a responsabilidade que elas assumem por todos os integrantes de sua cadeia, ou seja, todos os impactos ambientais incorridos por seus parceiros recaem sobre elas. Desta forma, elas são responsáveis pelas ações de seus fornecedores, impactos causados por seus produtos mesmo após o descarte e sofrem pressões das partes interessadas (SEURING; MÜLLER, 2008). Além disso, as empresas focais têm o privilégio do poder de barganha sobre os fornecedores (NAWROCKA, 2008). Isto justifica o foco desta pesquisa ser apenas em empresas focais da SC. Quanto ao setor industrial destas empresas, não foi pré-estabelecido, uma vez que torna-se interessante a comparação dos resultados obtidos nos diferentes setores industriais.
Desta forma, optou-se por selecionar 3 (três) empresas brasileiras de grande porte, reconhecidas nacionalmente e de diferentes setores industriais que foram chamadas de
organizações A, B e C para garantir o anonimato das empresas.
De acordo com o ranking da Merco feito com exclusividade para a revista Exame (2013), as companhias brasileiras mais responsáveis também ficaram no topo do ranking que mede a reputação da empresa perante a sociedade. O Merco é um monitor autenticamente
multistakeholder, já que seus resultados se baseiam na valoração de altos diretores e
especialistas, além de 1000 cidadãos. Isto o diferencia de outros monitores que, ainda que se denominem de reputação, são de imagem por apoiarem seus resultados apenas nas percepções da população em geral. Para chegar aos nomes das empresas listadas, foram avaliados itens como comportamento ético da empresa, transparência, responsabilidade com funcionários, compromisso com meio ambiente e contribuição à comunidade. Outro ranking consultado foi o Corporate Knights, grupo canadense de produtos financeiros, mídia e pesquisa (CORPORATE KNIGHTS, 2013). Os itens avaliados pelo grupo canadense, por exemplo, é o investimento das empresas no desenvolvimento de pesquisas de inovação para elaboração de projetos sustentáveis. Quanto ao ranking da revista Época (2013), Empresa Verde é uma eleição anual feita pela revista em parceria com a consultoria PricewaterhouseCoopers no qual as empresas são avaliadas conforme os critérios de eficiência energética, transporte, incorporação de critérios ambientais no desenvolvimento de produtos e serviços, uso consciente da água, destinação do lixo e redução de emissões de gases do efeito estufa. Em relação ao ranking Guia Exame de Sustentabilidade (2013), são listadas empresas destaques em sustentabilidade levando em consideração diversos indicativos nas dimensões econômicas, ambientais, sociais e gerais. Estes indicadores abrangem questões sobre transparência, governança e engajamento de partes interessadas. A metodologia da pesquisa e a análise dos dados deste ranking são realizados pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getulio Vargas. Outro levantamento consultado foi Carbon Disclosure Project, organização internacional sem fins lucrativos que mede e incentiva empresas a divulgarem informações sobre seus impactos no meio ambiente e é um dos mais respeitados indicadores no mundo em análise da sustentabilidade no mercado de capitais (PÁGINA SUSTENTÁVEL, 2013). Estes rankings justificaram a participação das 3 empresas nacionais ao estudo de casos: Empresa A, B e C.
Uma das empresas do estudo de casos (Empresa A) ficou muito bem colocada no ranking da Merco deste ano. No ranking de 2013 da Corporate Knights, a Empresa A conquistou um lugar de destaque referente à empresa mais sustentável em nível mundial e a análise foi baseada em métricas inovadoras de ações sustentáveis, como quantidade emitida de CO2, uso racional de energia e água, além de tratamento adequado do lixo. A Empresa A assume
consecutivo (REVISTA ÉPOCA, 2013).
Em 2009, a Empresa B ficou em destaque no ranking de sustentabilidade nas 50 maiores empresas latino-americanas da Management & Excellence America Latina, empresa de consultoria estratégica que atua no Brasil há mais de 8 anos em parceria com a revista Latin
Finance. Também foi eleita pela Isto é Dinheiro (2013), em junho de 2012, como uma entre as
50 empresas do país consideradas “Empresas do Bem”. Um acordo foi firmado com a organização com o objetivo de buscar fórmulas para reduzir os impactos ao meio ambiente causados pelo setor com custos competitivos e desempenho similar. A empresa tinha até 2012 parceria com mais de 15 universidades com a meta de cortar pela metade as emissões de carbono do setor até 2050. A Empresa B também conquistou uma posição considerável no ranking da Merco (2013). A organização ganha novamente destaque com o levantamento da consultoria americana Booz & Company, Global Innovation, ranking que traz as empresas que mais investem em pesquisa e desenvolvimento (P&D) no mundo.
A Empresa C foi considerada destaque pela Revista ÉPOCA no Prêmio ÉPOCA Empresa Verde por ação ambiental. Na Revista Exame, a Empresa C foi incluída na lista das empresas mais sustentáveis do país pelo Guia Exame de Sustentabilidade (REVISTA EXAME, 2013). O levantamento realizado pelo Carbon Disclosure Project aponta a Empresa C como a melhor empresa brasileira em gestão de carbono. Ela ocupou uma posição de destaque entre 58 companhias nacionais (PÁGINA SUSTENTÁVEL, 2013).
Desta forma, justificou-se a participação destas 3 grandes organizações neste estudo de casos.