6. Summaries of the Findings
6.6 Article VI: Institutional Design for Credence Goods: Can the Existence of Financial Incentives
Na região de Sicó, em 2011, a população inativa atingia valores superiores a 50% do total da população. Uma vez que a percentagem de população com idade inativa é muito semelhante nas 3 unidades territoriais de análise, conclui-se que Sicó apresenta maior percentagem de população com idade ativa na inatividade do que a média nacional.
Em 2011, 39% da população total de Sicó estava empregada e 4% desempregada – o que equivale a uma taxa de desemprego de 9,5% (face à população ativa) e corresponde a 4.772 pessoas. Quer em relação ao total da população, quer em relação à população ativa, o
desemprego em Sicó encontra-se abaixo dos valores apresentados para todo o país e para o Centro.
Gráfico 4. 11–Distribuição da população face à situação ativa (2011)
Fonte: INE (cálculos dos autores).
Os trabalhadores por conta de outrem estão sobretudo afetos ao setor terciário. No entanto constata-se que a % de trabalhadores no setor secundário é superior à verificada no país e no Centro. Refira-se ainda que o aumento observado do peso do setor primário (Tabela 4.3) resultou da criação de emprego neste setor de atividade. Os trabalhadores com o ensino secundário ou superior correspondem a apenas 32% do total de trabalhadores, valor que se encontra aquém do apresentado para o país e para a região Centro. Ainda assim, este indicador apresenta uma evolução favorável dado que, em 2008, correspondiam a apenas 26,4%.
No que respeita aos ganhos médios salariais, é importante notar que, na região de Sicó e em 2011, se recebia, em média, cerca de 200€ a menos do que no país e 50€ a menos do que no Centro. Estas diferenças estão associadas a diferenças na produtividade aparente do trabalho, pelo que os reforços salariais deverão passar por incrementos da produtividade, por forma a não penalizar a competitividade das empresas. Ainda que não tendo verificado convergência, de 2007 para 2011, a média salarial aumentou em cerca de 100€.
Em Sicó, tal como na região Centro, a média salarial mais elevada é a do setor secundário. Nas 3 unidades territoriais de referência, o setor primário apresenta remunerações médias aquém das observadas nos restantes setores (corresponde, em Sicó, a 77% da média salarial geral).
Os trabalhadores com maiores níveis de escolaridade recebem, em média, 79% mais do que o valor recebido por trabalhadores menos qualificados no país. Este valor é bastante inferior no caso de Sicó e justifica-se pelo facto do salário de trabalhadores menos qualificados ser mais próximo entre as regiões estudadas do que os salários de trabalhadores mais qualificados. Sublinhe-se a descida significativa deste rácio entre 2008 e 2011 que ficou devida ao facto de trabalhadores com menores níveis de escolaridade terem visto os seus salários aumentar, enquanto os trabalhadores com o ensino superior viram os salários médios diminuir ligeiramente. Por último, constata-se que os trabalhadores do sexo masculino, em Sicó, recebem cerca de 24% mais do que trabalhadores do sexo feminino.
Nos gráficos seguintes fica patente que a região de Sicó apresenta indicadores de emprego mais próximos dos da região Centro do que da média nacional.
Gráfico 4. 12– Indicadores do Emprego, Comparação Sicó/Portugal (2011)
Gráfico 4. 13– Indicadores do Emprego, Comparação Sicó/Centro (2011)
Fonte: INE (cálculos dos autores).
O emprego público corresponde a 7,2% do total da população ativa de Sicó. Este tipo de emprego verificou, de 2011 para 2013, uma quebra de 8% sobretudo devida à redução de profissionais da educação, acompanhando a tendência registada para as restantes regiões. O emprego público apresenta ainda ganhos médios salariais superiores (face ao privado), o que acompanha um maior nível de qualificação dos trabalhadores.
No que respeita aos trabalhadores por conta própria, em Sicó estes correspondem a cerca de 18% do total da população ativa (mais do que na média nacional e na região Centro) e, destes, cerca de 60% são empregadores. Este tipo de emprego é particularmente importante no setor terciário, embora seja também de realçar o setor secundário, que emprega proporcionalmente mais população nesta região do que no Centro e no país. De referir ainda que os trabalhadores do sexo feminino estão em clara minoria. A maioria dos trabalhadores por conta própria tem entre 40 e 60 anos, à semelhança do observado no país e no Centro.
Perfil do empreendedor em Sicó – do sexo masculino; com idade compreendida
entre os 45 e 49 anos; no setor terciário; trabalha mais de 40 horas semanais e emprega outros trabalhadores.
Gráfico 4. 14– Indicadores do Emprego – trabalhadores por conta própria, Comparação Sicó/Portugal (2011)
Fonte: INE (cálculos dos autores).
Gráfico 4. 15– Indicadores do Emprego – trabalhadores por conta própria, Comparação Sicó/Centro (2011)
Fonte: INE (cálculos dos autores).
ascendente desta percentagem para todas as regiões analisadas. A maioria da população desempregada é do sexo feminino e não tem o ensino secundário. A percentagem de desempregados que estão há um ou mais anos nessa situação é ligeiramente menor em Sicó do que nas restantes regiões analisadas. Ainda assim, e uma vez que reflete a dificuldade em encontrar um novo emprego, é um indicador preocupante dado verificar uma taxa de variação média anual próxima de 10%. Os desempregados, na sua maioria, tiveram já um emprego anterior, sendo a % de desempregados à procura de um novo emprego de cerca de 10% para as 3 unidades territoriais em apreço.
As ofertas de emprego em Sicó são manifestamente insuficientes e verificam-se num rácio de 1 oferta para cada 7 desempregados (com tendência para diminuir). Ao analisar o número de desempregados por colocação, os valores são mais otimistas, refletindo que algumas das colocações de desempregados da região são efetuadas noutros territórios. Adicionalmente, é possível verificar uma proximidade entre as % de oferta e procura de emprego por setor de atividade, o que não acontece para o país ou para o Centro, onde há mais ofertas/ desempregado no setor primário e menos no setor secundário. De notar que o desemprego aumentou claramente em todos os setores, mas a taxa de variação no setor terciário foi o dobro da do setor secundário.
Gráfico 4. 16– Distribuição setorial das ofertas de emprego e dos desempregados à procura de novo emprego, Sicó (2013)
Fonte: PORDATA, IEFP (cálculos dos autores).
Perfil do desempregado em Sicó – do sexo feminino; com idade entre os 35 e 54 anos; 3º
ciclo do ensino básico; desempregado há menos de um ano; à procura de um novo emprego; situação de desemprego resultante do término de anterior contrato; empregue anteriormente no setor terciário.
Gráfico 4. 17– Indicadores do Desemprego, Comparação Sicó /Portugal (2013)
Fonte: IEFP (cálculos dos autores).
Gráfico 4. 18– Indicadores do Desemprego, Comparação Sicó /centro (2013)
Fonte: IEFP (cálculos dos autores).