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Arkivsystemets brukervennlighet og brukerstøtte Brukervennlighet

6 Hva er årsaker til mangelfull arkivering, journalføring og offentlighet?

6.1 Årsaker til mangelfull arkivering

6.1.3 Arkivsystemets brukervennlighet og brukerstøtte Brukervennlighet

8.1. Fórmulas fáticas de pedido de acordo ao tu (não?, certo?, que te parece?); 8.2. Elisão da conclusão através de estruturas sintaticamente inacabadas (suspensas). 9. Formular atos diretivos de forma indireta;

9.1. Emprego de perguntas (diretas ou indiretas) e asserções no lugar de exortações; 9.2. Negação do que é suposto querer pedir ou perguntar;

9.3. Incluir na petição a possível rejeição do interlocutor ou expressar a improbabilidade deste conceder o que o locutor solicita.

São duas as grandes táticas ou recursos linguísticos de atenuação, a

despersonalização8 (ocultação do eu/tu e terceiros) e a relativização9. A primeira consiste

8 Mecanismos linguísticos de despersonalização (Briz, 2014-109): a) As formas impessoais gramaticais: se, uma pessoa, nós como

plural de modéstia, ou tu impessoal; b) Expressões de generalização: todo o mundo, segundo dizem, etc.; c) Construções que escondem o agente da ação: c1) nominalizações (“A análise dos dados” no lugar de “Eu analisei os dados”); c2) passivas sem agente explícito ou passiva sintética; d) Construções nominais com adjetivo relacional, que se distanciam eufemisticamente de algum termo que se deseje evitar: imigrantes irregulares (em lugar de “imigrantes ilegais”), assistente sexual (“prostituta”), pressão fiscal (em vez de “aumento de imposto”), etc.

9Mecanismos linguísticos de relativização (Briz, 2014:110-111): a) Certos verbos performativos que expressam valores modais

epistémicos e, inclusive, de evidência; b) Modificações de verbos performativos nas formas temporais ou modais: uso do futuro do pretérito, do imperfeito do indicativo ou do conjuntivo; c) Marcadores discursivos: modalizadores, como na minha opinião, ao que

parece, em princípio, talvez, seguramente, entre outros, e controladores de contacto: ouve, olha, formas apelativas, como chamar pelo

na despersonalização dos participantes presentes na interação, permitindo um distanciamento do que é dito. A outra pretende expressar a dúvida, a possibilidade e a incerteza, diminuindo a convicção do enunciado, e o grau de conhecimento do que é dito,

“Por supuesto, todo es fingido” (Briz, 2014:110). Ambas as táticas pretendem evitar ou

diminuir a responsabilidade do que é dito. Ou seja apagamento do locutor, por um lado, e valor epistémico do dito por outro.

Note-se, no entanto, que estes mecanismos elencados como marcas de atenuação não constituem uma lista fechada. O uso da língua continua a desenvolver formas de atenuar, que podem variar consoante os géneros discursivos (Albelda & Cestero, 2011:21).

Aliás, é o género discursivo que determina o tipo de atenuação, nomeadamente, falar de um modo mais correto, autoproteger-se, ser mais cortês, preventivo ou, se for necessário, reparador. Géneros como a conversação formal, a tertúlia, ou o debate podem favorecer o emprego da atenuação cortês (Briz, 2012:51-52).

Segundo os autores, fatores sociais como o sexo, a idade e o nível sociocultural, devem ser tidos em conta, pois estes incidem no uso e frequência da atenuação e na função de determinada atividade atenuadora. Mulheres e pessoas mais velhas têm tendência a atenuar mais do que os homens e os jovens, respetivamente. Também pessoas de estatuto mais elevado atenuam mais devido à sua formação e exigências, “la atenuación, en tanto

estrategia, no es un don, se aprende o, al menos, su uso adecuado se logra con la instrucción” (Briz, 2012:55).

Outros fatores determinantes são as diferentes sociedades e culturas uma vez que algumas tendem a uma aproximação (em maior ou menor grau) como é o caso da cultura portuguesa que é conhecida por ser uma sociedade e cultura mais recetiva e afetiva; e outras a um distanciamento (em maior ou menor grau) como, por exemplo, a sociedade inglesa que é mais “fria” e mais afastada. Esta última apontaria para um uso mais

frequente de atenuação.10

Estruturas causais explicativas ou justificativas, temporais, condicionais, concessivas (caso muito frequente na conversação dos movimentos concessivo-opositivos, bom, mas… com um prelúdio concessivo que dá a razão para retirá-la depois); e) Alguns movimentos de reformulação (iniciados com frequência com marcadores discursivos, que em tais contextos adquirem valor atenuador); f) Construções indiretas, incluídas as construções suspensas ou truncadas que esquivam ou elidem a conclusão; g) Recursos intraproposicionais, como o uso do diminutivo, de quantificadores e partículas difusoras ou que se aproximam do significado: mais ou menos, aproximadamente, como, em alguns casos, pouco, de formas deíticas: aí, ali, assim, algo assim, isso (devido à sua extensão significativa, este tem um significado vago, e evita, às vezes, responsabilidades pelo que se expressa) e de eufemismos, fenómenos de litote.

10 Kerbrat-Orecchioni (2006:119) fala de ethos de uma comunidade ou “perfil comunicativo” como a forma que essa

Situações de menor coloquialidade que levam a: [- relação social ou funcional entre os interlocutores]; [- relação vivencial de proximidade]; [- quotidianidade temática da interação]; [- estrutura interacional quotidiana]; [+ fim transacional]; [+ tom formal]; [+ planificação]; [+ escrito]; [+ género discursivo académico-profissional]; [+ tipo de discurso argumentativo e polémico]; [+ cultura de distanciamento social] ou contextos em que se aceita uma distância social pedem um maior grau de emprego da estratégia atenuadora (Briz, 2012:59).

Apresentamos como síntese do que foi dito um esquema11 de Antonio Briz

(2012:47):

1) Atenuação como salvaguarda do eu (da sua imagem, do seu espaço ou do seu benefício) ou de outros.

Eu: argumentação do próprio falante:

> Autoimagem ou imagem pessoal; > Auto espaço ou próprio território; > Benefício próprio.

Estratégia: auto proteger-se ou ser politicamente correto.

Táticas:

> A despersonalização do eu ou de outros; > A relativização do dito e feito pelo eu.

2) Atenuação (cortês) como salvaguarda do Eu-Tu (preventiva e reparadora da imagem, território ou benefício próprio e alheio).

Eu-Tu: conversação e cortesia:

> Auto e Alo-imagem (e do grupo); > Auto e Alo-espaço (e do grupo);

> Benefício próprio e alheio (e do grupo).

imodesta, “à vontade” ou respeitosa para com o território alheio, suscetível ou indiferente à ofensa etc). Refere que o que nos permite entender este perfil comunicativo são os comportamentos comuns que uma mesma comunidade apresenta. Podem surgir comportamentos diferentes, mas como são menos frequentes não são caraterísticos dessa comunidade, e como tal não são considerados no perfil comunicativo.

A autora refere que “E. Hall opunha as sociedades “com alto grau de contato” (sociedades árabes ou mediterrâneas) às sociedades “com baixo grau de contato” (Europa do Norte, Ásia do Sudeste).” (Kerbrat-Orecchioni, 2006:121)

Estratégia: prevenir. Táticas:

> A despersonalização do eu, quando o tu pode estar afetado, ou do tu; > A relativização da mensagem do eu ou da mensagem do tu.

Estratégia: reparar os danos realizados. Táticas:

> A despersonalização do eu, quando o tu pode ter afetado negativamente, ou do

tu;