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2.3 Nye mangeromstufter ble erkjent

2.3.3 Arkeologiske undersøkelser på Vadsøya 1976-1978

Como o processo produtivo enfrenta economias de escala internas às firmas e economias externas, isso significa que a atividade econômica naturalmente favorece a concentração da produção e da renda. Conforme comenta Hirschman (1958), “a necessidade de surgimento de pólos de crescimento durante o processo de desenvolvimento significa que as desigualdades internacionais e inter-regionais são condição inevitável e concomitante ao próprio processo de crescimento”.

Nesse ambiente desigual, a região que logra um desenvolvimento inicial passa a exercer um conjunto de forças atuantes sobre o desenvolvimento das demais regiões. Myrdal (1957) chama de “efeitos regressivos” as influências desfavoráveis que as regiões desenvolvidas exercem sobre as menos desenvolvidas de um país, e de “efeitos propulsores” as influências favoráveis. Hirschman (1958) desenvolve análise similar, e chama de “efeitos de polarização” os elementos negativos dessa relação e de “efeitos de fluência” os positivos.

O efeito de polarização mais destacado, entre os autores, é a migração. Com uma economia em expansão e salários melhores, a região central exerce efeito poderoso sobre a mão de obra das regiões periféricas. E como destaca Myrdal (1957), a migração tende a ser seletiva, particularmente, com respeito à idade. A polarização regional geralmente atrai a população economicamente ativa, perturbando a distribuição etária das regiões menos desenvolvidas. Além disso, como as regiões centrais monopolizam determinados setores econômicos e as diferenças salariais são maiores nos extratos superiores, a imigração interna é particularmente intensa para a mão de obra mais qualificada.

Um segundo efeito desfavorável acontece na concorrência entre os produtos do centro e da periferia. Se o centro possui maior ganho de escala, é provável que, num mercado nacional unificado, as indústrias do centro prejudiquem o desenvolvimento das atividades manufatureiras na periferia. É interessante que esse argumento remete ao modelo löschiano. Dada a instalação de uma rede comercial doméstica, a redução dos custos de frete permite que

a indústria com maior ganho de escala expanda sua área de mercado, inibindo a industrialização em outros pontos.

Myrdal (1957) também defende que o sistema bancário tende a transformar-se em um instrumento que drena as poupanças das regiões mais pobres para as mais ricas. Se os maiores investimentos estão nas regiões mais ricas, a demanda por capitais é comparativamente maior e, portanto, o mercado de capitais é mais um meio de recrudescimento das diferenças regionais. Entre os efeitos positivos, os autores argumentam que as regiões periféricas podem gozar de ganhos comerciais, especificamente, em bens não concorrentes e complementares àqueles produzidos no centro, como produtos agrícolas. O centro pode se tornar um grande mercado consumidor dos produtos da periferia. E, por sua vez, aquelas localidades, fornecedoras de matérias primas, a razoável distância, também poderiam desenvolver uma indústria de bens de consumo. Novamente, tem-se o argumento da teoria da localização (argumento igualmente apropriado pela NGE), no qual novos centros podem surgir, desde que a razoável distância do centro original (Krugman, 1991a; Fujita et al. 1999; Lemos, 2008).

Um segundo ponto importante a destacar é que os retornos crescentes não apenas favorecem o florescimento de uma sociedade desigual, como também realimentam essas diferenças. As economias de aglomeração atuam de forma circular numa espécie de círculo virtuoso (ou vicioso). Numa economia na qual prevalecem forças centrípetas, como o tamanho do mercado de trabalho, o tamanho do mercado doméstico e o transbordamento de conhecimento, as vantagens de concentração espacial atuam no sentido de atrair novas firmas e trabalhadores à grande aglomeração, mas a grande aglomeração é justamente aquela com muitas firmas e trabalhadores. Portanto, o pressuposto de retornos crescentes implica a possibilidade de processos circulares e cumulativos. Narrações de processos nos quais economias de escala e economias externas fomentam círculos virtuosos de crescimento são encontradas repetidamente em teóricos do desenvolvimento (Rosenstein-Rodan (1943); Nurkse (1952); Hirschman (1958)). Em Myrdal (1957), encontra-se uma tese específica sobre a natureza cumulativa dos processos sociais, fenômeno por ele batizado de “causalidade circular cumulativa”10.

10 É interessante notar que, a despeito de seu pioneirismo, os exemplos de causalidade circular e cumulativa apresentados por Myrdal (1957) não incorporam retornos crescentes. O tema é inicialmente abordado através de um exemplo sobre a discriminação dos negros norte-americanos. Os negros seriam discriminados em consequência de seu baixo nível educacional, mas seu baixo nível educacional estaria relacionado à discriminação social por eles sofrida. Quando da transposição desse conceito para a esfera econômica, o autor não traz um exemplo baseado

Os pressupostos de retornos crescentes e causalidade circular cumulativa tem um grande impacto sobre a dinâmica regional. Se algum elemento histórico provocar uma pequena assimetria entre regiões, a natureza de auto-reforço das economias de aglomeração pode ampliar essas desigualdades (Ottaviano e Puga, 1998). Isso significa que a história exerce um papel importante na determinação da geografia econômica, característica essa reconhecida na literatura como path-dependence, isto é, a dependência que um evento econômico ou regional tem de sua trajetória (Arthur (1994); Martin e Sunley (2006)).

Todo esse cenário é muito distante do paradigma da economia neoclássica de retornos constantes e equilíbrio, conforme observa Kaldor (1972). Contudo, se a economia funciona sob retornos crescentes, auto-reforço e dependência da trajetória, como é possível alterar esse processo? Como uma região periférica inicia um ciclo de crescimento ou uma região desenvolvida inicia um processo de decadência? Evidentemente, um processo social pode ser sustado. É possível que ocorram choques exógenos que alterem o processo em curso. Entre esses choques exógenos pode-se citar a descoberta de novos recursos naturais. Uma determinada localidade pode formar uma nova base exportadora e, assim, ganhar densidade econômica local para fomentar um processo de industrialização. Essa mudança também pode se originar de ações políticas, reformas institucionais, vantagens tributárias. Dependendo de sua magnitude essas interferências podem iniciar um novo processo cumulativo no sentido oposto e, assim, reestruturar um sistema hierárquico urbano.

Krugman (1991b; 1991c) chama a atenção que essa mudança, quando acontece, pode ser influenciada não por condições objetivas, mas por expectativas. O mesmo tipo de processo circular cumulativo que leva a desigualdades regionais pode levar a expectativas auto- realizáveis. Se agentes acreditam no desenvolvimento de uma nova região, firmas investem, pessoas migram, o que provoca um processo circular atraindo novas firmas e pessoas. Existe também a possibilidade de um processo reverso, ou seja, de uma região com vantagens inicias sofrer um ciclo vicioso de esvaziamento. Se, por alguma razão, empresários e trabalhadores tornarem-se pessimistas em relação às perspectivas de uma região, esse pessimismo pode ser auto-justificável. Isso demonstra que, não apenas na macroeconomia, mas também na economia

em retornos crescentes, mas, em vez disso, apresenta um caso sobre finanças públicas. A saída de uma empresa de uma cidade reduziria a receita pública, o que provocaria uma deterioração dos serviços básicos e, assim, impulsionaria a transferência de outras empresas.

regional o manejo de expectativas é um importante elemento na formulação de políticas públicas.