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Arkelologi og kjønn fram mot 2. verdenskrig

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DEL II METAMETODOLOGISKE IMPLIKASJONER

Kapittel 6 Livsløpshistorier I: tidlig arkeologi

6.4 Arkelologi og kjønn fram mot 2. verdenskrig

É um excelente exemplo da aplicação de colunas Coríntias e Compósitas em edifícios militares.

-Localização

O museu militar, encontra-se no Largo do Museu de Artilharia (nome anterior do edifício), torneja, Rua Teixeira Lopes e Largo dos caminhos de Ferro.

-História (data/contextualização/artigos do arquivo)

Este Museu foi construído no mesmo local onde antigamente existira o edifício das “antigas tercenas das portas da cruz, completamente destruídas por um incendio na noite de 11.7.1726”148. Por ordem do rei D. João V foi reerguido, mas devido a ser um edifício “sem

magnificência”149, foi de seguida alvo ainda de obras de embelezamento por esse mesmo facto.

As obras foram no entanto interrompidas devido à morte do rei, e só viria a ser novamente alvo de atenção em 1760, após o terremoto e incendio de 1755 pelo Marquês de Pombal devido a ter sido arrasado. O Marquês nomeou o tenente-general de artilharia Fernando del Chegaray para dirigir a construção do novo edifício neste local que viria a abrigar o real arsenal do exército, mantendo no entanto o pórtico que havia sido projetado por Fernando de Larre. Após o falecimento de Fernando del Chegaray, foi ainda nomeado para a direção desta obra Amaro de Macedo e mais tarde os tenentes-generais Gomes de Carvalho e Bartolomeu da Costa.

148 SANTANA, Francisco; SUCENA, Eduardo- Dicionário da história de Lisboa. Lisboa: [s.n.] ,1994. P.614 149 SANTANA, Francisco; SUCENA, Eduardo- Dicionário da história de Lisboa. Lisboa: [s.n.] ,1994. P.614

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As obras decorreram entre 1760 a 1764 por ordem de D. José que se interessou por este espaço quando o edifício que ali se encontrava antes ardeu por completo. O museu de Artilharia foi fundado em 1851150. No início do século XIX já se havia fechado a ala oriental do pátio interior e

em 1890, é aberto ao centro, um pórtico desenhado e decorado por Fernando de Larre, que dá hoje acesso ao Largo dos Caminhos de Ferro.

Importa ainda acrescentar que este edifício está classificado como sendo Imóvel de Interesse Público parcialmente incluído na Zona de Proteção do Castelo de São Jorge e restos das cercas de Lisboa.

-Tipo de colunas (a que ordem pertence/ expressão na fachada/simbolismo)

Este caso de estudo foi selecionado por ser um excelente exemplo do emprego de colunas coríntias e compósitas, que estão conectadas a valores que sugerem ostentação e robustez, conferindo ao edifício uma expressão sofisticada, por fazerem parte das colunas mais ornamentadas. Estas colunas seguem de forma muito fiel os parâmetros das ordens clássicas, sendo óbvio o recurso a um embasamento, fazendo assim com que as colunas não surjam diretamente do chão, transmitindo a ideia de uma força superior, de algo que está acima da transcendência mundana, dando a sensação de imponência. O pórtico que se destaca do plano da fachada Sul, constituída por colunas de escala monumental, e pilares de secção quadrada nas pontas, que resguardam a fachada, criando assim jogos de sombras ao longo do dia, que lhe conferem dinâmica.

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Além do alçado principal que compreende três pisos, é incontornável referir o alçado lateral a sul do pórtico, que consiste numa “arcada, que se destaca relativamente ao plano da fachada Além do alçado principal que compreende três pisos, é incontornável referir o alçado lateral a sul do pórtico, que consiste numa “arcada, que se destaca relativamente ao plano da fachada, assente em colunas monumentais de ordem compósita e delimitada lateralmente por pilares de secção quadrada” 151. Já o alçado este, possui um portal delimitado por colunas coríntias, que

comportam um frontão.

Ao realizarmos o exercício de imaginar este edifício sem a presença desta colunata podemos constatar que fica completamente descaracterizado. Ocorreria uma acentuada perda de expressão e dinâmica, não só ao nível da fachada como em relação ao espaço publico, que desta forma também fica mais pobre e monótono. O edifício perderia grande parte da sua identidade porque perde os elementos que lhe conferiam os valores que referi anteriormente, que são necessários neste tipo de edificação e que foram estudados e aprimorados durante séculos de forma a comunicarem a quem os observe a excecionalidade e nobreza do seu propósito.

Tal como vimos no capitulo anterior aquando da recensão da monografia de Fil Hearn, a coluna coríntia sempre foi vista como uma variante do estilo Jónico, um pouco à semelhança do que acontecera entre a coluna Dórica e a coluna Toscana. A coluna coríntia foi conotada de características que remetiam para a esfera feminina, tendo sido atribuídas características que segundo Vitrúvio correspondiam a jovens donzelas, tendo observado que “são suscetíveis de

151 MONUMENTOS [em linha]. [consult. 26 Out. 2016] Disponível em WWW. <URL http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=3142

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maior delicadeza e elegância nos adornos”152 vendo a coluna coríntia como um género detentor

de um carácter feminino, juvenil e virginal 153.

O capitel coríntio é mais alto cerca de dois terços, traduzindo-se na imagem de uma coluna com uma expressão ligeiramente mais esguia, que é enriquecida através do recurso a elementos como as “folhas de acanto e pendentes que rodeiam um núcleo em forma de campana invertida, articulada em quatro faces”154, de forma a lhe conferir uma certa graciosidade e esbeltez, como

afirmara Summerson na monografia que analisámos anteriormente, em que o autor também fez uma chamada de atenção para o facto de por vezes as conotações associadas às colunas nem sempre serem consensuais, relembro assim o caso de Scamozzi que apelidava a ordem coríntia de “virginal”155, mas Sir Henry Wotton, tinha uma opinião completamente distinta, e atribuía-lhe

conotações de “lasciva e adornada como uma rameira cortesã” 156.

O capitel compósito é composto por elementos da coluna jónica e da coluna coríntia. Este capitel segue as regras da coluna coríntia, porém as suas volutas atingem proporções maiores, sobressaindo assim. A coluna compósita deve compreender base e capitel, como no caso que

152 Ver Pag.40

153RYKWERT, Joseph - A coluna dançante – sobre a ordem na arquitetura. São Paulo: Editora Prespectiva S.A. , 2015. P.296

154 Ver Pag.40 155 Ver Pag.20 156 Ver Pag.48

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analisamos 157. A coluna compósita é mais esguia que a coríntia, e na perspetiva de Palladio é a

coluna melhor composta e a mais bonita 158.

Para concluir a análise deste caso de estudo importa ainda referir a consideração de Rykewrt, que refere o facto da coluna coríntia, assim como a compósita, terem dois eixos de simetria, que tornam o problema de canto mais facilmente contornável, constituindo assim o tipo de coluna ideal para se integrar num pórtico.159

157SERLIO, Sebastiano- Sebastiano Serlio on architecture : books I-V of tutte l'opere d'architettura et prospetiva.

London: Yale University Press, cop. 1996. P.364

158 PALLADIO, Andrea; traduzido: TAVERNOR, Robert; SCHOFIELD, Richard- The four books on architecture. Londres: MIT Press, 2002.P.48

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5 –Banco Totta & Açores, Rua Áurea Nº82 a 92

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