2 Teoretisk og empirisk grunnlag
2.2 Aritmetikkferdigheter
Finalizando, as amostras responderam uma questão sobre modificações a serem feitas no processo. Essa questão teve caráter qualitativo. Os dados encontram-se apresentados nos Quadros 5 e 6 da mesma forma que as questões qualitativas apresentadas até aqui, com cate- gorias e respectivos exemplos, sendo que os dados completos encontram-se disponíveis nos Apêndices H e I.
Observa-se no Quadro 5, que a categoria com maior freqüência de respostas foi a de “Manutenção do processo ou sem sugestões”, com n = 15, seguida de “Treinamento introdu- tório para todos e realização do processo de forma igualitária” (n = 12) e “Mudanças nas ava- liações do processo” (n = 10).
Esses resultados encontram-se bastante coerentes com os dados quantitativos. Como o processo foi bem avaliado pelos NCs a tendência foi de que eles considerassem não ter neces- sidade de modificações.
De qualquer maneira, o segundo item deve ser levado em consideração para mudanças futuras. Por uma questão de logística das contratações a empresa acabou gerando um processo que não foi igualitário. Os primeiros contratados dentro desse processo passaram por um trei- namento na Sede, onde foram informados sobre todos os grandes processos de gestão da em- presa. Os que foram contratados depois não passaram por esse treinamento, o que pode ter gerado esse tipo de comentário nessa questão. Já o terceiro item demonstra ser um reflexo de que esse tipo de processo não pode estar acompanhado de uma gestão do desempenho, sob pena de alterar a sua principal funcionalidade que é o acolhimento do novo empregado e sua inserção na empresa.
Quadro 5: Categorias da pergunta “Que modificações você faria no processo?” - NCs 1 Mesma área de atuação – CT e
NC (n = 3) Ex: Escolheria o conselheiro técnico com base na área de trabalho, mas também pelo perfil adequado a introduzir ao novo contratado as normas e proce- dimentos da empresa, com maior riqueza de deta- lhes.
2 Aumento do tempo para o processo (n = 5)
Ex: Tenho dúvida em relação ao prazo de um ano, acredito que seja um período curto para desenvolver um projeto de pesquisa.
3 Manutenção do processo ou
sem sugestões (n = 15) Ex: Acredito que o processo foi bem planejado e não necessita de maiores modificações. 4 Mudanças nas avaliações do
processo (n = 10) Ex: Que a avaliação seja mais branda e tranqüila, pois concomitantemente a esse período estão tam- bém ocorrendo mudanças e adaptações que afetam toda a família do novo empregado.
5 Diminuição do tempo do pro- cesso (n = 2)
Ex: Probatório em 3 meses 6 Maior suporte da empresa (n =
2)
Ex: (...)Também, seria interessante e igualmente importante que recursos estivessem disponíveis para o desenvolvimento das atividades, o que não acon- tece hoje.(...)
7 Maior acompanhamento do RH/DGP (n = 3)
Ex: As informações fornecidas pelo RH são muito fragmentadas e recebi muitas informações erradas. Acho que esses funcionários deveriam ter um trei- namento mais específico para tratar essa parte. 8 Treinamento introdutório pa-
ra todos e realização do processo de forma igualitária (n = 12)
Ex: Antes da elaboração do projeto, acho que seria importante o novo empregado receber informações sobre o sistema de gestão da embrapa e treinamento sobre elaboração de projetos para atender as de- mandas dos macropragramas. Acho que alguns co- legas receberam treinamento em Brasília, no meu caso, não.
9 Remodelagem do processo ou mudança total (n = 7)
Ex: Primeiro, no caso de contratação de pesquisado- res para substituir aqueles que estão em processo de aposentadoria, é importante que este seja contratado antes da aposentadoria daquele que está saindo, de forma que ocorra um processo de transição e trans- ferência das atividades desenvolvidas na área a qual ambos estão envolvidos.(...)
10 Outros (n = 9) Ex: Tentaria desenvolver metodologias que aproxi- masse mais o contratado do Conselheiro Técnico. Na análise dos dados dos CTs tentou-se manter as mesmas categorias. Entretanto, al- gumas não tiveram ocorrência e outras surgiram em função da característica da amostra, con- forme demonstra o Quadro 6. Outra característica que se pode observar é a dispersão e um “n” baixo em cada categoria de respostas, que pode ter ocorrido em função do tamanho reduzido da amostra.
Quadro 6: Categorias da pergunta “Que modificações você faria no processo?” - CTs 1 Mesma área de atuação – CT e NC
(n = 1) Ex: (...) Em segundo lugar o conselheiro técnico deveria ser obrigatoriamente ser da área de atuação do empregado.
2 Aumento do tempo para o proces- so (n = 2)
Ex: Aumentaria para dois anos. 3 Simplificação do processo, redu-
zindo burocracias (n = 3)
Ex: Tornaria os formulários mais simples. 4 Tornar mais claros os procedi-
mentos e normas do processo (n = 4)
Ex: Maior clareza no processo, sobretudo nas eta- pas.
5 Manutenção do processo ou sem sugestões (n = 3)
Ex: A princípio manteria o processo atualmente em uso.
6 Mudanças nas avaliações do pro- cesso (n = 5)
Ex: A avaliação de competências é algo que precisa ser melhor explicado e ajustado. Considero que está um pouco fora de nossa realidade.
7 Diminuição do tempo do processo (n = 2)
Ex: Outra alternativa seria reduzir o tempo para 6 meses e trocar a execução de um projeto para uma atividade dentro de um projeto.
8 Maior foco na empresa (n = 2) Ex: Em primeiro lugar o empregado deveria saber mais sobre nossa empresa e seus objetivos e logi- camente sua cultura.
9 Outros (n = 6) Ex: Não deveria haver a necessidade de execução de projeto de pesquisa no período de nove meses, pois não há garantia de recursos financeiros para tal. A categoria com maior número de respostas (excluindo a categoria “Outros”) foi de “Mudanças nas avaliações do processo” (n = 5), demonstrando, também, uma preocupação dos CTs quanto ao aspecto da avaliação ao longo do processo. Entretanto, se analisados os conteúdos das respostas, vê-se que enquanto os NCs discorreram sobre uma avaliação mais branda ou ainda sua total exclusão, os CTs colocaram que gostariam que ela fosse mantida, mas sofresse alterações de configuração, fosse do tempo, do peso ou da responsabilidade por ela. Novamente, pode-se inferir que a cultura da empresa, que preza, sobremaneira, avaliação de desempenho possa ter influenciado nas respostas dos CTs.
Cabe esclarecer que na categoria “Outros” apareceram respostas desde uma mudança total do processo até a exclusão ou inserção de partes do processo a fim de melhorá-lo.
Concluindo essa primeira etapa de análise ficou claro quanto aos dados referentes ao processo de mentoring, especificamente, que alguns pontos precisavam ser repensados e me- lhorados para que o processo alcançasse seu máximo em eficácia. O ponto que aparece mais evidente para os NCs é a questão da avaliação durante o processo, que a exemplo da primeira avaliação pela equipe responsável (Subitem 4.1.3) ainda aparentava ser um fator de estresse e recusa.
Especial atenção também deveria ser dada aos itens de relacionamento e atuação dos CTs. Esses itens foram avaliados como importantes pelos NCs e embora alguns tenham tido notas altas, os dados qualitativos mostram que essa relação se deu de forma impessoal e não necessariamente mais personalizada: os aspectos técnicos ficaram evidentes, mas os aspectos de relacionamento ainda merecem maior pesquisa.
A questão do compartilhamento do conhecimento ainda era um tema a ser melhor dis- cutido, pois os respondentes não deixaram claro em qual grau ela se deu. Em função dos da- dos coletados, observa-se que muito pouco de conhecimento tácito foi efetivamente transferi- do de uma categoria para outra. O que ficou mais evidente foi a predisposição para comparti- lhamento, mas ainda com ressalvas, uma vez que havia um certo temor de roubo de informa- ções.