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5 Empiri

5.3 Syn på eksisterende metodikk og bruk av sannsynlighet

5.3.2 Argumenter mot bruken av sannsynlighet

O câncer de mama em mulheres, devido seus efeitos biopsicossociais, ainda é marcado pela imagem de dor, medo, sofrimento, ocultamento, tristeza e morte, mesmo diante de todos os avanços técnicos e científicos vividos nos últimos anos, especialmente ligados ao tratamento e prognóstico da doença. Pelos elevados índices de mortalidade associados a esse tipo de câncer, considera-se, portanto, um problema de saúde pública mundial.

Nesse cenário, a mastectomia tem sido o tratamento mais adotado para o tratamento do câncer mamário, embora represente um procedimento cirúrgico que traz uma série de alterações traumáticas nas experiências de vida e saúde das mulheres, e, em que, no mais das vezes, conflui um conjunto de sentimentos, emoções e subjetividade esquecido na prática profissional, inclusive pela Enfermagem. Considerou-se relevante ouvir e resgatar histórias mulheres mastectomizadas, permeando a dimensão da expressão do sentimento individual.

No presente estudo analisou-se a trajetória de vida de mulheres mastectomizadas, e as mudanças ocorridas após o diagnóstico do câncer, através da abordagem metodológica da história oral, partindo-se da realidade do Grupo Despertar, vinculado à Liga Norte-Riograndense Contra o Câncer, Natal/RN. E, mediante a análise dos principais achados, elaboraram-se três artigos.

O primeiro artigo, intitulado “Mulheres com câncer de mama submetidas à quimioterapia: assistência de enfermagem através de uma análise contextual”, foi aprovado para Revista Cuidado é fundamental (qualis CAPES B2). Nele analisou-se o fenômeno das complicações e toxidades produzidas pelo uso da quimioterapia em mulheres com câncer de mama e as ações de enfermagem, partindo-se de uma revisão integrativa, tendo como referencial teórico Hinds, Chaves e Cypress (1992), que trabalham o fenômeno a partir dos níveis contextuais definidos em quatro camadas interativas distintas entre si: o contexto imediato, o contexto específico, o contexto geral e o metacontexto.

No segundo artigo, “Sentimentos e expectativas de mulheres com diagnóstico de câncer de mama: uma reflexão”, a ser submetido à Revista de

Enfermagem da UFPE on-line (qualis CAPES B2), pretendeu-se identificar os sentimentos e expectativas na trajetória de vida de mulheres na descoberta do diagnóstico de câncer de mama, a partir de um estudo reflexivo feito com base em publicações de 2004 a 2010 contidas em periódicos nacionais indexados. A análise dos resultados apontou queamulher, ao descobrir o câncer de mama e ao enfrentar uma mastectomia, apresenta uma mescla de sentimentos e emoções como: medo, aceitação da doença, negação, busca da causa e constrangimento em relação à expectativa, na trajetória de vida – uma nova visão. Outro elemento identificado foi a importância do trabalho realizado pela enfermagem no que se refere ao preparo dos parceiros sexuais dessas mulheres para o enfrentamento dessa situação junto a elas, sem abandoná-las, pouco discutido na literatura.

E o terceiro artigo, fruto direto da pesquisa empírica feita com as mulheres do Grupo Despertar, ainda em processo de finalização, abordará especificamente a análise de suas trajetórias de vida, através da técnica metodológica da história oral, e se será apresentado a posteriori. Como referencial de análise utilizou-se o Discurso de Sujeito Coletivo proposto por Lefevre e Lefevre (2003).

Particularmente, abordaram-se grupos terapêuticos promovendo o sentimento de pertencimento, ao permitir-se falar de si e ouvir o outro e sentir-se livremente acolhida, algo próximo ao jogo de espelhos, pela identificação, enfrentamento, pertencimento e solução de problemas inerentes às mesmas, embora se reconheçam matizes diferentes de encarar e enfrentar a situação por cada uma delas. Assim, agindo em alternância como agentes terapêuticos peculiares, criam-se a possibilidade de troca e ajuda mútua e a garantia da fidelização dessas mulheres para com o Grupo Despertar.

A solidariedade e a instilação de confiança em si e no outro favorecem a emersão do campo grupal, permitindo seu funcionamento de forma duradoura, por ser múltiplo, polissêmico e complexo, mas que permite um olhar para/sobre si, reforçando os mecanismos para promover a saúde, a cultura e a diversidade de experiências como mastectomizadas, ou seja, na condução da vida de forma empática.

De um lado observa-se o encontro humano entre elas, por ser básico, importante e potencialmente terapêutico, trazendo para essas mulheres a resolução de conflitos e tensões que emergem naturalmente das relações familiares e de grupalidade. Do outro, frente à coesão grupal, facilita compreender e aceitar a sua

condição, quer de mulher, quer de mastectomizada. Este movimento construído a partir da experiência da dinâmica do grupo possibilita uma redução dos efeitos ansiogênicos, defensivos e faculta a elaboração de insights que favorecem uma nova vida, reaprendida na cotidianidade dos grupos, que se solidifica na experiência da convivência grupal.

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ANEXO B – Normas da Revista de Pesquisa: Cuidado é Fundamental. http://www.seer.unirio.br/index.php/cuidadofundamental

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