4 Høy arbeidsinnsats sikrer verdiskaping og velferd
Boks 4.3.1.1.1.4.1.1 Endringer i arbeidstid – virkninger for samlet verdiskaping og statsfinansene
4.3.2 Arbeidsstyrkens kompetanse
Segundo Carmen, “aprender a ensinar é um constante exercício”. Face às diversas realidades e diferentes perfis de alunos que frequentam aulas atualmente, é necessário que o professor de piano desenvolva características pessoais e profissionais que irão auxiliar sua prática docente. Na pesquisa de Bozzetto (2004, p. 82) os professores participantes apontaram algumas características como fundamentais ao professor particular de piano, tais como: amplo conhecimento geral; boa formação musical; domínio e conhecimento de seu instrumento; experiências e conhecimentos de gêneros como óperas, música de câmara e música sinfônica além de conhecimento de harmonia, contraponto, análise e teoria musical. No que diz respeito às características pessoais, a paciência foi destacada em muitos depoimentos, além da responsabilidade e uma postura ética e social. Ter um bom
relacionamento com seus alunos e gostar do que faz também é fundamental (BOZZETTO, 2004 p. 83-84).
Nesta pesquisa, os professores foram questionados a respeito das características pessoais e profissionais indispensáveis ao professor de piano. Qualidades como flexibilidade e conhecimento musical foram apontadas. As respostas de Maurício e Débora coincidem:
Maurício: Flexibilidade, bom senso, conhecimento musical e
pianístico, prática pianística (atividade como performer),
conhecimento do repertório e da literatura relacionada.
Débora: Boa formação pianística, vivência do repertório musical (não
apenas direcionado ao piano), hábito de leitura, presença nos recitais e concertos de música, conhecimento sobre as culturas geral e brasileira, paciência, flexibilidade para lidar com diferentes tipos de alunos (gostos e bagagens musicais específicos).
Para Carmen, características pessoais como sinceridade e honestidade são imprescindíveis para que outras características profissionais possam “brotar e germinar”:
Carmen: Apresentar um ‘ser’ ideal requer muita audácia e
responsabilidade. Mas acredito que sinceridade, honestidade com seus propósitos e dos outros, atenção, compreensão, consideração e respeito são características pessoais imprescindíveis a qualquer bom relacionamento interpessoal. A partir delas, as outras características profissionais irão brotar e germinar. O importante é que ‘a terra’ seja adequada ao cultivo.
Adalmário fala sobre diversificação, sensibilidade e formação musical geral:
Adalmário: Acho que a diversificação. Como já disse anteriormente, o
professor deve ser o integrador do aluno. [...] Acho que o professor deve adquirir sensibilidade para ver qual a motivação potencial do aluno em relação à sua escolha do instrumento, desde as primeiras aulas. [...] Outra característica que também acho fundamental é a formação geral do professor em áreas ditas teóricas como contraponto, estruturação, apreciação musical e teoria geral da música e outras. Isto com certeza ajudará ao professor a edificar o seu aluno de forma horizontal.
Estas respostas correspondem às características que os alunos participantes da pesquisa esperam de um bom professor de piano. Daniela afirma que ele deve ser um bom pianista e ter sensibilidade e paciência para ensinar. Para Marina, o professor precisa ser educado, acolhedor, tranquilo, paciente e com disponibilidade. Para Amanda, ele precisa ter conhecimento na área e didática; ser paciente, animado, dedicado e “gostar de gente”. Cláudia, Carlos e Márcio afirmam:
Cláudia: Competência, profissionalismo, gostar de ensinar, incentivar os alunos. Saber reconhecer os objetivos e as limitações de cada aluno.
Carlos: Em minha opinião um professor deve ter um conhecimento teórico e prático bastante sólido daquilo que se propõe a ensinar. Deve ter a capacidade de perceber as habilidades e limitações de seus alunos elaborando, na medida do possível, um plano de trabalho individualizado para cada um deles. Quanto às características pessoais deve gostar de ensinar ser organizado e ter muita paciência.
Márcio: Primeiro ter o talento de perceber qual a maior necessidade do aluno, qual a sua maior dificuldade, seu ponto mais fraco. E então conhecer e trazer para a sala de aula material de primeira categoria para trabalhar aquele assunto com o aluno. Também entendo como primordial a capacidade de ensinar de forma formal, mas, amigável e educada. Por último é desejável que ele toque muito bem.
Nesse sentido, concordamos com a afirmação de Scarambone (2007, p. 151):
De outra forma, “hoje” o professor de piano e de outros instrumentos possui um campo variado de atuação e um público diversificado. Assim, o professor de instrumento deve considerar o amplo perfil dos alunos (crianças, adultos) e seus interesses na aprendizagem do instrumento (instrumento como acompanhante, aprendizagem por lazer, acompanhamentos em igrejas, formação de concertistas). A realidade do trabalho do instrumentista demanda uma flexibilidade de atuação.
A formação pianística do professor é consolidada no estudo acadêmico; por outro lado, a maioria dos cursos de bacharelado em piano não oferecem disciplinas pedagógicas no currículo. Desta forma, o instrumentista-professor desenvolve suas próprias práticas pedagógicas por meio de sua experiência profissional, o que
muitas vezes pode funcionar, mas reflete a lacuna ainda existente na formação geral do pianista que, como diria Adalmário, “vai atuar profissionalmente, em quase cem por cento das vezes, como professor”.O professor de piano precisa estar preparado para lidar com a realidade do ensino de piano nos dias atuais, que aponta diferentes contextos de aprendizagem, bem como a diversificada clientela que procura aprender o instrumento. Conhecimento musical, prática pianística e flexibilidade são algumas das características essenciais ao trabalho docente, conforme indicado pelos professores e alunos participantes desta pesquisa. Acreditamos que tais características podem ser desenvolvidas e aprimoradas na carreira pedagógica do professor de piano, pois, segundo Carmen, “aprender a ensinar é um constante exercício”.
CAPITULO 2 - DESENVOLVIMENTO DE HABILIDADES PIANÍSTICAS