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Arbeidsro i klasserommet – utvikling fra 2010 til 2019

 Postura da professora de Educação Especial durante a colaboração

As professoras da sala de aula comum avaliaram a postura da professora de educação especial durante todo o processo de parceria nos seguintes aspectos: a forma como conduziu a parceria, habilidades em relação ao conteúdo escolar ministrado pelas professoras, respeito às regras da sala de aula, cumprimento do horário e dos dias estabelecidos para o Coensino, habilidades para lidar com os alunos em geral, a divisão de responsabilidades em sala de aula, a partilha dos recursos e conhecimentos da área da educação especial, orientações especificas como avaliação, adaptação de conteúdo e relacionamento pessoal. Esses aspectos foram apontados no estudo desenvolvido por Beamish, Bryer e Davies (2005) como sendo essenciais no desenvolvimento de uma parceria colaborativa.

PONTOS AVALIADOS TRECHOS ILUSTRATIVOS

Condução da parceria Não houve nenhum desentendimento, foi tranquilo[...].(P1) Postura em sala de aula Postura de uma professora com experiência [...]. (P3) Habilidades com conteúdos Ela conhece os conteúdos e facilitou a nossa parceria. (P4)

Pontualidade – hora e dias Chegava cedinho e só saia no final da aula. (P1)

Habilidades com os alunos Tem experiência com os alunos, eles a respeitam [...] (P4) Divisão de responsabilidades Dividíamos a elaboração das atividades, avaliações[...](P3)

Partilha dos recursos [...] recursos da educação especial que não conhecia (P2) Orientações específicas [...] orientações pertinentes e significativas. [...] (P2) Relacionamento pessoal [...]tornamo-nos parceiras! Relação respeitosa![...] (P3)

Beamish, Bryer e Davies (2005) e Conderman; Bresnahan e Pedersen (2009) argumentam que parcerias bem sucedidas de Coensino são construídas com base em relacionamentos que geram confiança mútua e respeito às experiências individuais. A compatibilidade entre professores que atuam/atuarão colaborativamente é essencial para uma parceria de sucesso, pois se não compartilham o manejo de sala de aula, não respeitam as regras desse espaço, não cumprem com as responsabilidades, não entram em acordo sobre a melhor maneira de ensinar ou interagir em momentos de conflitos entre os alunos essa parceria não poderá ser bem sucedida.

Gately e Gately (2001) ressaltaram a importância de um trabalho educativo em parceria com esses dois professores - educação comum e especial, sem hierarquias, sem o Expert e, sim com responsabilidades compartilhadas

De acordo com Kison (2012) uma avaliação positiva sobre o outro membro que atuou colaborativamente é fundamental, principalmente com relação ao sentimento de paridade, pois historicamente os professores de educação especial vêm atuando fora do contexto da sala de aula comum e essa avaliação pode ser fundamental para continuidade desse serviço de apoio nesse contexto.

 Aspectos formais do Coensino

Neste tópico as professoras participantes avaliaram os aspectos formais do Programa de Coensino em relação ao número de dias na semana em que a professora de educação especial esteve presente na sala de aula para colaboração, ao tempo destinado às reuniões e planejamento entre as professoras da sala de aula comum e da educação especial, ao apoio recebido por parte da gestão escolar em relação ao Coensino. Para essa avaliação as professoras pontuaram esses aspectos em uma escala de zero a 10, sendo o zero insatisfeito e, o 10, muito satisfeito, conforme Figura 32 a seguir.

Em relação aos dias da semana destinados a colaboração as professoras participantes relataram que não foram suficientes, pois necessitavam de apoio constante, a média para esse aspecto foi quatro. Sobre o tempo destinado às reuniões e planejamento para elaboração, reestruturação e tomadas de decisões em relação à parceria e aos alunos, as professoras participantes disseram que foi um tempo muito pequeno, inclusive esse pouco tempo que tiveram foi por conta de arranjos entre ambas, por exemplo, usavam o tempo destinado às aulas de educação física, intervalo e muitas vezes de maneira virtual - por e-mail, para acertarem detalhes da intervenção - nesse aspecto a média da nota foi três e meio.

[...] gostaria que a gente tivesse tido mais tempo para trabalhar juntas, mas o tempo é muito escasso na educação! [...] Dois dias não foram suficientes [..] a gente foi quem buscou o tempo para o planejamento nas aulas de educação física, no intervalo e até durante as aulas [...] (P2)

Sobre terem tido apoio da gestão escolar – coordenação ou direção, para a organização de um tempo, espaço para as reuniões e até apoio na tomada de algumas decisões sobre os alunos com DI a nota dada pelas professoras ficou em média de três, pois as quatro professoras participantes argumentaram que a gestão acreditava que apenas ter a professora de educação especial dentro da sala de aula era suficiente para resolver todos os problemas.

“Penso que se a gente tivesse tido apoio por parte da coordenação, se o Coensino fosse algo da escola, uma lei, teríamos tido mais resultado! [...] apenas o tempo das aulas de educação física não foram suficientes para resolvermos tantos problemas [...]. Mas, mesmo assim a gente avançou muito com essa sala.” (P1)

Sobre a importância do apoio por parte dos gestores escolares na implementação do Coensino, os resultados deste estudo e de pesquisas recentes desenvolvidas por Rabelo (2012), Kison (2012), Flores (2012), Blank (2013) e Bell (2013), corroboram com o que vem sendo disseminando desde a origem do Coensino por autores com Mendes (2008), Friend e Cook (1990) e, com estudos iniciais aqui do Brasil como os de Zanata (2004) e Capellini (2004). Ou seja, esses estudos apontaram que o apoio dos gestores escolares é imprescindível para o sucesso dessa parceria, pois a partir desse apoio é que surge o tempo para o planejamento conjunto entre professores, capacitação para atuar colaborativamente, desenvolvimento profissional, bem como a resolução de possíveis conflitos entre professores.

O número de dias e o tempo destinado ao planejamento, condições básicas para o desenvolvimento do Coensino - conforme previsto em sua teoria; vêm sendo apontado como um dos aspectos negativos dessa parceria. Após análise desses estudos constatou-se que o tempo destinado ao planejamento entre as professoras que atuaram/atuarão em colaboração é algo almejado não apenas aqui no Brasil, onde esse serviço de apoio ainda está em fase de pesquisa, mas em outros países onde essa parceria é consolidada, os professores que participaram ou participam de uma sala de aula comum de forma colaborativa também pleiteiam mais tempo para o planejamento das ações. Capellini (2004) já apontava a necessidade de planejar a colaboração, garantir momentos para que os professores reflitam suas práticas e avaliem suas ações.

Nos estudos analisados sobre Coensino a questão da falta de tempo para planejamento entre os dois professores é unanimidade, exceto pelo estudo desenvolvido por Blank (2013) que teve dois professores participantes entre os 11 que disseram que tiveram tempo suficiente para planejar o Coensino. Embora, esses dois professores eram professores estagiários que tinham em sua grade curricular horários previstos para a colaboração.