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4.1 Endringer i arbeid og arbeidsinnhold

4.1.1 Arbeidshverdagen

O crescimento urbano de Uberlândia se deu de forma semelhante a outras cidades de mesmo porte. Nas décadas de 1970 a 2000 novos empreendimentos imobiliários levaram a ocupação de novas áreas e sua urbanização com instalação de redes de água, esgoto e pluvial.

Os bairros Santa Mônica e Tibery, localizados na Zona Leste, experimentaram forte crescimento a partir de 1980 impulsionados pelo crescimento da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) que tem o Campus Santa Mônica instalado nesta região; construção do

estádio municipal; implantação do Parque do Sabiá como principal área de lazer popular da cidade e construção de empreendimentos como o Center Shopping, dentre outros.

A Figura 20 é uma foto aérea do arquivo da Secretaria de Cultura da PMU e mostra a implantação do Parque do Sabiá e construção do estádio no início da década de 1980. Observa-se na parte inferior o Córrego Jataí sem canalização, o quê, viria após dez anos aproximadamente.

Figura 20 – Foto de área de implantação do Parque do Sabiá.

Fonte: Arquivo da Secretaria de Cultura da PMU.

A transferência das instalações da Prefeitura Municipal e Câmara de Vereadores no início dos anos de 1990 foi o marco decisivo da ocupação desta área como todo e das margens do Córrego Jataí em particular.

Atualmente o Córrego Jataí encontra-se canalizado e retificado e ainda apresenta áreas marginais livres que permitem intervenções. Sua bacia se espalha pelos bairros Mansões Aeroporto, Custódio Pereira, Tibery, Santa Mônica, Segismundo Pereira, Alvorada, São Francisco, Dom Almir, Jardim Prosperidade, Sucupira, Novo Mundo e Joana D’Arc. Tem área de 15,1 Km2(determinada pelo autor). A Figura 21 mostra a área de estudo.

Figura 21 – Vista geral dos bairros circunvizinhos.

Fonte: Google Earth modificado pelo autor

Figura 22 – Bacia do Córrego Jataí.

Fonte: Elaborado pelo autor

Figura 23 – Percurso do Córrego Jataí dentro do Parque do Sabiá.

Fonte: Google Earth modificado pelo autor.

A extensão do curso de água é de aproximadamente 8,0 Km. Dentro do Parque do Sabiá mede 2,5 Km sendo represado em área de 2,6 Km2. Estas medidas foram obtidas pelo autor usando o programa AutoCad 2013 da AutoDesk.

A descarga do lago do Parque do Sabiá se dá por meio de estravasores mostrados na Figuras 24 a 28. Estas fotos foram obtidas no período de menor nível do lago.

Figura 24 – Foto do sistema de extravasamento do lago do Parque do Sabiá.

Foto do autor.

Figura 25 – Foto do extravasor principal do lago do Parque do Sabiá e comando de abertura.

Figura 26 – Foto da régua de controle de nível no extravasor do lago.

Foto do autor.

Figura 27 – Foto do extravasador secundário (tipo tulipa) do lago do Parque do Sabiá.

Figura 28 – Foto da canaleta de escoamento do lago do Parque do Sabiá.

Foto do autor.

Na canaleta mostrada na figura 28 foram processadas medidas básicas de vazão que levaram a 0,50 m3/s.. Este valor será usado como volume mínimo de escoamento nas simulações, uma vez que, corresponde a situação de menor nível do lago.

Ao sair do parque este escoamento segue por galeria sob a Avenida Anselmo Alves dos Santos construída no início da década de 1990. Esta galeria recebe contribuições ao longo de seu percurso até desaguar no Córrego São Pedro sob a Avenida Rondon Pacheco pouco abaixo da sede da Prefeitura Municipal de Uberlândia e Câmara Municipal.

A Avenida Anselmo Alves dos Santos apresenta em suas margens a sede regional do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA), a Prefeitura Municipal de Uberlândia, Câmara Municipal e Center Shopping/Carrefour, além de outros estabelecimentos comerciais como postos de combustíveis, oficina mecânica e casa de shows.

Figura 29 – Percurso canalizado e retificado sob Avenida Anselmo Alves dos Santos.

Fonte: Google Earth modificado pelo autor.

O terreno ocupado pela Bacia do Córrego Jataí apresenta desnível que varia da cota de 940 metros a 835 metros. A Figura 30 mostra as variações de cota em manipulação feita pelo autor usando o programa Sufer 10 a partir de curvas de nível espaçadas de 5 (cinco) metros em planta fornecida pela Secretaria Municipal de Obras da Prefeitura Municipal de Uberlândia (SMO/PMU).

Observa-se forte desnível entre cotas mais altas e exutório do Córrego Jataí. A grande concentração do escoamento na parte final do percurso, próximo à sede da prefeitura, já provocou inundação destas instalações.

Figura 30 – Desnível do terreno ocupado pela bacia em estudo.

Pode-se, ainda, traçar as linhas de escoamento e cotas máximas que auxiliarão no estudo da Bacia do Córrego Jataí como apresentado na Figura 31. Observa-se que a parte mais alta da região delimitada por cotas máximas não está representada. Esta região compreende área de urbanização recente cujo escoamento pluvial se concentra em bacias de detenção.

Na Figura 31 têm-se o desnível do terreno sobreposto às cotas máximas (pontos em vermelho) e linhas de escoamento

Figura 31 – Linhas de escoamento e cotas máximas (pontos em vermelho).

Fonte: Elaborado pelo autor com uso do programa Sufer 10.

Especificamente, pode-se apresentar a região canalizada do Córrego Jataí em representação do programa Surfer 10 em manipulação realizada pelo autor na Figura 32.

Figura 32 – Desnível do terreno ocupado pela calha do Córrego Jataí.

Fonte: Elaborado pelo autor com uso do programa Sufer 10.

Este perfil fornecerá o Mapa Natural do Terreno (MNT) que será utilizado pelo código em VBA na parametrização do terreno.