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Arbeidsgruppens vurdering og konklusjon

In document 14. januar 2020 (sider 69-74)

O processo construtivo do novo arco envolve dois estudos, um longitudinal, de verificação da capacidade resistente do arco existente durante a betonagem do novo arco, e outro transversal, onde se aborda a estrutura de suporte e transferência de cargas do novo arco para o existente durante a sua betonagem.

Ao nível longitudinal, a escolha consiste numa betonagem do novo arco de forma faseada, contínua dos encontros para o fecho (figura 132). Esta opção está subjacente ao facto de ser necessário equilibrar as tensões que se geram nas fibras do arco existente, compensando os extremos do diagrama de momentos flectores com um jogo de cargas. Desta forma, o objectivo é possibilitar a betonagem do novo arco sem sacrifício das sobrecargas rodoviárias no actual tabuleiro, mantendo as tensões de compressão e tracção dentro dos limites da capacidade resistente dos materiais.

A solução adoptada prevê quatro fases de betonagem, sendo cada uma efectuada em simultâneo em ambos os meios arcos. A solução preconizada está sujeita a aperfeiçoamento, mas permite demonstrar a viabilidade da utilização do arco existente como cimbre para o novo arco.

Na secção 5.3 é estudada a capacidade resistente do arco existente para ser utilizado como cimbre durante a construção do novo arco.

Fig.132 – Representação esquemática do faseamento construtivo associado à betonagem do novo arco

Ao nível transversal surge um problema construtivo relacionado com a transferência da carga respeitante ao novo arco para o existente, durante a sua betonagem. Atendendo à localização do novo arco, entre as “costelas” do actual e, deste modo, sem o apoio directo deste, é necessário um sistema que actue ao nível transversal.

A utilização do arco existente como cimbre, idealmente, seria efectuada utilizando toda a estrutura existente sem acrescentar outros elementos. A solução lógica seria recorrer aos contraventamentos “horizontais” inferiores para efectuar a transferência da carga para o arco.

Estes contraventamentos, em Cruz de Santo André, apresentam secção transversal conforme representado na figura 133.

Fig.133 – Secção transversal dos contraventamentos “horizontais”

Recorrendo ao software Fagus-4 é calculada a capacidade resistente desta secção transversal, obtendo- se MRd=247kNm. Estes contraventamentos vencem um vão de 9,4m entre apoios. Retirando a parcela referente ao peso próprio, apresentam capacidade resistente à flexão para uma sobrecarga uniformemente distribuída pEd=18kN/m, considerando-os como simplesmente apoiados.

Atendendo a que a área transversal do arco varia entre 16,14m2 nos encontros e 8,20m2 na secção aligeirada de menor altura, e os contraventamentos cobrem uma área de arco com 5,5m na direcção longitudinal e 7m na direcção transversal (conforme representado na figura 136), isto implica que se

encontram solicitados, de forma simplificada, por uma sobrecarga uniforme ao longo do seu desenvolvimento de valores entre 118kN/m e 60kN/m, acima da capacidade resistente.

Tendo em conta que os contraventamentos não demonstram capacidade resistente suficiente, outra solução é uma opção mista (figuras 134 e 135). Ou seja, suportar a construção do arco não só nos contraventamentos “horizontais” mas também em barras metálicas dispostas transversalmente, unindo as duas “costelas”, conforme representa o corte transversal da figura 134, onde a barra transversal se encontra assinalada a amarelo. O espaçamento longitudinal das barras transversais deve ser o necessário para as solicitações do novo arco, variando ao longo do seu desenvolvimento com a variação da secção transversal e consequente sobrecarga que é necessário transmitir ao arco existente. Na figura 135 encontra-se o corte longitudinal A-A´, onde as barras transversais apresentam espaçamento fixo de 1m. Neste corte não se encontra representado o novo arco. Nesta solução é necessário ter em consideração dois factores: o reduzido espaço disponível entre o topo dos contraventamentos e a parte inferior do novo arco, apenas 0,25m (ver figura 134); e a análise que é necessária efectuar à capacidade resistente local dos banzos, que são utilizados como suporte das barras transversais.

Apesar de esta solução parecer exequível, a necessidade de diversas barras transversais e o facto de carecer de maior informação acerca da capacidade resistente dos banzos, conduz a optar por uma solução diferente, onde é possível carregar o arco de uma forma distribuída ao nível transversal.

Fig.134 – Corte transversal da solução com elementos de barra transversais pouco espaçados

A solução calculada (figuras 136 e 137) consiste em utilizar um sistema de pórtico metálico, com barras horizontais de grande altura (máximo 0,8m junto aos encontros, onde as solicitações são superiores), localizadas com um espaçamento longitudinal fixo de 5,5m (ver figura 137). A sua colocação com este espaçamento visa evitar os contraventamentos “horizontais”, onde, conforme referido anteriormente, a altura disponível entre a superfície superior dos contraventamentos e a superfície inferior do novo arco é apenas 0,25m. No corte transversal da figura 136 e na vista inferior em planta da figura 137 é possível observar a localização do pórtico. A barra horizontal encontra-se simplesmente apoiada num tirante, que por sua vez liga rigidamente a 90º a uma barra que descarrega ao longo da superfície superior das “costelas”.

O dimensionamento desta solução é efectuado com recurso ao software Robot Structural Analysis 2011, utilizando elementos de barra. A verificação de segurança é realizada neste programa, utilizando as normas do Eurocódigo 3, conforme demonstra a figura 138. As acções consideradas no cálculo são o peso próprio dos elementos metálicos e a sobrecarga do arco correspondente à sua secção de maior altura. A solicitação do novo arco corresponde a um vão de 5,5m com a secção de maior altura, de forma conservativa. Esta acção representa uma carga uniformemente distribuída de 316,8kN/m na barra inferior. Os elementos de aço são da classe S450, de acordo com a Norma EN 10025-2. A barra inferior é um perfil HEB800, de secção transversal representada na figura 139, e com uma massa de 262,3kg/m. Os tirantes verticais apresentam secção do tipo TREC300x100x5, reproduzida na figura 140, e com uma massa de 30kg/m. A barra que descarrega no arco existente não é detalhada neste dimensionamento.

Apresentadas duas soluções possíveis para o cimbre transversal do novo arco, a escolha da melhor é subjectiva, dependendo dos custos associados a cada hipótese e facilidade construtiva, sendo que ambos os factores resultam dos meios que a empresa de construção dispõe.

Fig.138 – Verificação de segurança da solução com barra transversal espaçada longitudinalmente de 5,5m (Autodesk Robot Structural Analysis 2011)

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