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Esta pesquisa teve como foco mostrar que é possivel haver desenvolvimento econômico sustentável, com mudanças tecnológicas no sistema de produção de energia, levando em consideração o respeito ao meio ambiente, tornando uma alternativa concreta, para combater as mudanças climáticas e os impactos ambientais, causados pela emissão de gases do efeito estufa oriundos de fontes de energias fósseis.

A humanidade chegou num ponto de consumo de energia do Planeta insustentável e, se não houver uma mudança de mentalidade global, em mais alguns anos, não haverá mais energia não renovável, para suprir as necessidades humanas. Isto faz com que as fontes de energia alternativas sejam a solução para o problema energético mundial.

Devido a grande predominância de fontes não renováveis na matriz energética mundial, há uma enorme emissão de gases poluentes, principalmente o gás carbônico, causando a necessidade da alteração da matriz energética, para mudar esta situação.

As fontes de energia renováveis, como a eólica, são atrativas, tanto por não serem poluentes quanto por se apresentarem como uma fonte inesgotável de energia, causando baixos impactos sócio-ambientais.

A geração eólica, segundo Custódio (2009, p.234), tem tido seu aproveitamento crescente no mundo, principalmente na Europa, estimulada pela grande aceitação social e pelos estímulos governamentais e institucionais, motivados pelos aspectos ambientais.

Como foi mostrado nesta monografia, com relação ao objetivo de avaliar os custos, verifica-se a partir de 1998, uma redução dos gastos de implantação de um parque eólico, essa tendência continua até 2005, devido a evolução da tecnologia eólica, que lentamente trouxe um decremento nos preços praticados.

Um fator importantíssimo para incentivar o desenvolvimento de parques eólicos no Brasil, como foi visto neste trabalho, é a possibilidade de complementaridade entre a geração hidrelétrica e a eólica, uma vez que o maior potencial eólico, na região Nordeste, ocorre durante o período de menor disponibilidade hídrica.

Como já foi demonstrado no decorrer deste estudo, no Brasil, as regiões com maior potencial eólico é o Norte e o Nordeste, principalmente no litoral dessas regiões, onde a velocidade média do vento, a 50m do solo, é superior a 8 m/s.

No Nordeste, os estados com maior potencial eólico é o Ceará e o Rio Grande do Norte, segundo Carvalho (2003, p.120), responsáveis por cerca de 68% das potências dos parques eólicos autorizados pela ANEEL no Brasil.

É no Nordeste, que a Energia Eólica é desperdiçada, conforme o Jornal Nacional, (ENERGIA, 2013), no Ceará, Bahia e Rio Grande do Norte, 26 parques eólicos estão prontos para produzir energia, mas ela não é distribuída por falta de linhas de transmissão, que é de responsabilidade da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (CHESF). A Associação Brasileira de Energia Eólica calcula que seria uma produção suficiente para abastecer, por mês, cerca de 3,3 milhões de pessoas.

Os beneficios causados pela geração eólica no Ceará, segundo o Atlas do Potencial Eólico do Estado do Ceará (SEINFRA, 2000), são: diminuir a dependência do Ceará por energia elétrica; reduzir a emissão de gases do efeito estufa; auto-sustentabilidade; atração de investimentos; geração de emprego; fixação de tecnologia; contribuir com o sistema elétrico brasileiro, pela grande complementaridade sazonal entre os regimes eólico e hidráulico no País.

Como foi visto o Ceará possui a maior capacidade de geração de energia eólica do Brasil. “O Ceará está entre as melhores regiões do mundo para o aproveitamento eólico, não apenas pelo potencial dos ventos alísios, como também pela crescente demanda de energia resultante de seu desenvolvimento econômico.” (ATLAS DO POTENCIAL EÓLICO DO ESTADO DO CEARÁ, SEINFRA, 2000)

Foi mostrado neste trabalho que a produção de energia eólica no Ceará, contribuiria para minimizar os impactos da redução da produção de energia hidrelétrica, durante o período de estiagem.

REFERÊNCIAS

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