• No results found

Approaches to multilingualism in late medieval England

5. Linguistic variation and multilingualism in late medieval England

5.3 Approaches to multilingualism in late medieval England

Achamos oportuno mostrar como calcular a temperatura média da superfície da Terra. Num primeiro momento, utilizamos um procedimento (Procedimento 1) para calcularmos essa temperatura sem levarmos em conta o efeito estufa natural, assim obtendo uma temperatura média de, aproximadamente, menos dezoito graus Celsius (~ -18°C).

Num segundo momento apresentamos mais dois procedimentos para se calcular a temperatura média da superfície terrestre, mas dessa vez, levando em conta o efeito estufa natural e desconsiderando o albedo planetário27. A fim de

darmos uma continuidade na leitura chamaremos esses dois procedimentos, respectivamente, de Procedimento 2 e Procedimento 3.

No Procedimento 2 utilizamos um artifício matemático, a partir do Teorema de Tales, aplicado à geometria espacial de um cone (Figura 21); logo em seguida utilizamos a Equação de Stefan-Boltzmann e o Princípio da Conservação de Energia.

O Procedimento 3 foi realizado com maior rigor científico, através do qual fizemos uso da Lei do Deslocamento de Wien, bem como da Lei de Stefan- Boltzmann, uma vez que estamos a considerar tanto o Sol, quanto a Terra se comportando como corpos negros.

27 É a fração de radiação refletida pela superfície e atmosfera terrestres. Essa fração costuma ser representada em porcentagem.

122

a) Procedimento 1

De acordo com Xavier e Kerr (2004), a potência irradiada por unidade de área para um corpo negro é dada pela seguinte equação:

na qual é a constante de Stefan-Boltzmann e T a temperatura absoluta do corpo. A Terra absorve a radiação solar a uma taxa de:

na qual:

 S é a taxa de radiação solar que chega ao topo da atmosfera terrestre, chamada de constante solar. Sua medida por satélites varia entre 1365 a 1372 Wm-2;

α é a fração de radiação refletida pela superfície e atmosfera terrestres

(albedo);

 o fator 1/4 deve-se à distribuição dessa energia sobre a superfície terrestre. Veja que o disco da Terra que intercepta a radiação solar tem área πR2/4πR2=1/4 (RAMANATHAN et al., 1989 apud XAVIER; KERR, 2004, p.

329).

Xavier e Kerr (2004) afirmam que se considerarmos um ciclo onde a Terra tem uma temperatura média constante, então, este planeta estará em equilíbrio térmico. Segundo esses autores, isso é, aproximadamente, o que ocorre num ciclo anual), nos permitindo igualar a eq.14 com a eq.13, ou seja,

123 Como o albedo terrestre vale aproximadamente 0,30, a temperatura calculada pela eq.15 é de 255 K, ou seja ~ -18°C. (XAVIER; KERR, 2004, p. 329). Esse resultado foi obtido admitindo-se, apenas, o equilíbrio radioativo Sol-Terra. Esses mesmos autores ainda afirmam que o valor obtido anteriormente é cerca de 33 K menor que o observado (~15°C), mostrando que apenas o equilíbrio radioativo Sol-Terra não basta para explicar a temperatura média da superfície terrestre.

b) Procedimento 2

O cálculo da temperatura média da superfície terrestre, que é feito levando em conta o efeito estufa natural e o princípio da conservação de energia, pode ser realizado, de forma simplificada, a partir da seguinte equação:

onde:

 representa a temperatura média da superfície terrestre;  representa a temperatura da superfície do Sol;

 representa o raio do Sol;

 representa a distância entre o centro do Sol e o centro da Terra.

Antes de efetuarmos esse cálculo mostraremos como deduzir a eq.16 a partir do Teorema de Tales; da equação de Stefan-Boltzmann e do Princípio da Conservação de Energia.

124 Figura 22. Interação Sol-Terra.

Fonte: Elaboração do autor.

A Figura 22 mostra a formação geométrica de dois cones, o primeiro tem base de área semiesférica S1 e uma altura que corresponde ao raio solar rs. O

segundo cone tem base de área semiesférica S2 (corresponde a aproximadamente

metade da área quase esférica da Terra), cuja altura corresponde à distância entre o centro do Sol e o centro da Terra.

Usando o Teorema de Tales como artifício matemático para relacionar esses dois cones, teremos ⁄ , mas quando isolamos o termo , encontramos:

A energia por unidade de tempo (potência), emitida pelo Sol (S1) atinge a

semiesfera (S2) da Terra e pode ser calculada, a partir da Lei de Stefan-Boltzmann,

pela expressão,

substituindo eq.17 na eq.18, encontramos:

Aplicando o princípio da conservação de energia teremos que: a energia, por unidade de tempo, que é recebida pela Terra subtraída pela energia, por unidade de

125 tempo, que é emitida pela Terra é igual a energia líquida, por unidade de tempo, da Terra.

Noutras palavras podemos dizer que a potência da radiação recebida pela Terra, menos a potência de radiação emitida pela Terra é igual a potência líquida de radiação da Terra. Matematicamente demonstramos assim:

⁄ ⁄ ⁄

logo:

⁄ ⁄

Considerando rs = 6,95 x 108 m; a0 = 1,5 x 1011 m; Ts = 6000 K e aplicando

na eq.20 encontraremos, aproximadamente, dezesseis graus Celsius positivos (~16°C). Esse valor é muito próximo daquele sugerido por Xavier e Kerr.

c) Procedimento 3

Parte-se do pressuposto de que a Terra tem com o Sol como sua única fonte de energia, também admite-se que o Sol e a Terra comportam-se como se fossem um corpo negro. Além disso, também estamos supondo que o Sol está em equilíbrio térmico. Diante dessas suposições podemos aplicar a Lei de Wien e a Lei de Stefan- Boltzmann.

Para a Lei de Stefan-Boltzmann, a energia irradiada por unidade de tempo por unidade de área por uma superfície A de um corpo cresce com a quarta potência de sua temperatura. Portanto, se Wrad é a potência irradiada pela superfície A, então

teremos:

onde e são, respectivamente, a emissividade e a constante de Boltzmann . No caso do corpo negro a emissividade é .

126

A Terra se encontra a uma distância d do Sol, portanto, a potência que o Sol emite para o espaço chegará à Terra com uma intensidade inversamente proporcional ao quadrado da distância, ou seja, a uma distância d do Sol essa potência será de,

A eq.23 representa a intensidade de cada ponto de um esfera centrada na superfície do Sol e com raio d, conforme ilustra a Figura 23 a seguir.

Figura 23. Representação gráfica da interação Sol-Terra. Fonte: Elaboração do autor.

Ao multiplicarmos eq.23 por uma superfície circular de raio igual ao da Terra, teremos a potência que chega ao nosso planeta. Então, essa potência será,

127 Seguindo a nossa suposição inicial, essa quantidade de energia será

absorvida e reemitida pela Terra, sendo assim, teremos:

Das equações eq.24 e eq.25 tiramos a seguinte relação,

⁄ ⁄ ⁄

Aplicando-se em eq.26 os mesmos dados fornecidos nas discussões anteriores, encontraremos TT 288,7 K, ou seja, aproximadamente 16°C.

Para o pesquisador Maruyama (2009), não é possível ocorrer o descontrole total da natureza como foi e tem sido apontado na mídia. Os pesquisadores do IPCC parecem ignorar um princípio natural básico, a Conservação de Energia. Segundo este autor, a própria natureza se encarregará de manter as coisas em equilíbrio, pois nela existem estruturas que impedem efeitos descontrolados, um exemplo dessas estruturas é o Efeito de Amortecimento de Choque (Figura 24).

Figura 24. Mecanismo de amortecimento de choque da natureza, para manter constante a

temperatura da superfície terrestre. Fonte: MARUYAMA, 2009, p. 21.

128 Desse modo, Maruyama observa que:

Em relação ao efeito descontrolado (segundo o IPCC), a natureza reage com o “efeito de amortecimento de choque”. Um aumento de CO2 corresponde a um aumento de suprimento de vegetais fotossintetizadores, com o correspondente aumento de fitoplâncton, que poderá esgotar o suprimento. Sem o suprimento, o fitoplâncton morre. Os vegetais e corais são os seres vivos que absorvem o CO2, a ponto de reduzi-lo da atmosfera. Isso significa que a natureza aciona um mecanismo de ação contrária – é o efeito de amortecimento de choque (MARUYAMA, 2009, p. 20, grifos do autor).

Finalizamos esse capítulo levantando o seguinte questionamento: O Planeta Terra está prestes a passar por um período de aquecimento ou de resfriamento? Para Maruyama (2009), a Terra passará por um período de resfriamento que começará a partir de 2035.

129

[CAPÍTULO 4]