No atual contexto, está em voga a questão do meio ambiente, que preocupa o mundo, o Brasil e a Amazônia pelo espaço que representa no contexto de transformações econômicas o equilíbrio ecológico. Como entender as controvérsias em relação à redução de emissões de CO2 na atmosfera e a manutenção da floresta prestando serviços ambientais?
No conjunto da política ambiental, diversas publicações científicas e os meios de comunicação debatem, analisam os fatos e frisam os critérios de objetividade. Já a impressa
alternativa mostra a realidade, sem fantasias e exotismo, apresentando-a com veracidade e declarada responsabilidade social. Para esses analistas, as fontes de informação constituem elementos essenciais na construção, produção e divulgação das notícias, temáticas. Supõe-se que os diversos meios de comunicação – impressos e meios digitais – deviam tentar o cumprimento de seus objetivos na cobertura de acontecimentos com forte impacto social, econômico e político em contexto temporal determinado. Estas ideias são centrais para abordar o jornal como fonte de informação.
Os jornais, enquanto veículos de comunicação têm um papel primordial na disseminação das notícias, informações em diversas áreas do conhecimento - política, economia, cultura, meio ambiente, entre outras. De acordo com Teixeira (2008), a história dos jornais se cruza com a história da imprensa, quando surgiu o primeiro documento impresso, a Bíblia de Mogúncia, por Johannes Gutenberg, marcando assim a invenção da imprensa. Entretanto, os jornais só vieram a aparecer 150 anos após a invenção de Gutenberg, devido aos altos custos financeiros da produção e controle das publicações pela aristocracia e clero da época.
Segundo Teixeira (2008), aos jornais são atribuídas características como o caráter da novidade periódica diária, porém, principalmente nos primórdios da imprensa, havia carência de informações, ao contrário da época atual considerada como “era da informação e da informática” em que não se tem a ausência de informações, mas excesso, e em velocidade acelerada com diversos suportes e opções de acesso.
A leitura de jornais, enquanto fontes de informação, é analisada por Teixeira (2008, p. 67, 68) por quatro funções: 1) Os jornais como fonte de informação noticiosa: exercem uma função mais informativa, seguindo “uma linha editorial específica” (direcionados notadamente para um setor, como esporte, política) ou uma linha diversa (juntando diferentes cadernos); 2) Os jornais como vetor narrativo ideológico: referem-se “confecção da narrativa jornalística”, permitindo leitura das análises discursivas das notícias; 3) Os jornais como documento histórico: definem um determinado período da história, tornando-se um documento histórico; 4) Os jornais como fonte de informação para demandas específicas: suprem necessidade de comunidades, instituições que buscam determinado tema, assunto, caracterizando assim demandas específicas de informações.
A proposta deste estudo enquadra-se no viés dos jornais enquanto fonte de informação que veicula formações discursivas situadas num contexto ideológico e histórico, no qual as notícias dos acontecimentos são postas num cenário em que as questões mercadológicas e hegemônicas são quebradas, apresentando para os cidadãos os fatos tais quais são.
Em relação ao conceito de informação, registram-se as contribuições de Le Coadic (2004, p. 4), que define informação como “um conhecimento inscrito (registrado) em forma escrita (impressa ou digital), oral ou audiovisual, em um suporte”. Diversos sentidos emanam da informação que são transmitidos pela linguagem que une “significante a um significado”.
A necessidade de conhecer, de ser e estar informado sobre os fatos políticos, econômicos, sobre os avanços da ciência e de acompanhar os resultados de experiências, enfim de estar a par das últimas notícias, identifica uma posição. Le Coadic (2004, p. 5) expõe que a informação ainda tem como finalidade “a apreensão de sentidos ou seres em sua significação, ou seja, continua sendo o conhecimento; e o meio é a transmissão do suporte, da estrutura [...]”. O mais banal é a informação, a notícia veiculada por um jornal, pelo rádio ou pela televisão. A informação inserida em um contexto de comunicação vem, cada vez mais, sendo implodido no meio de tantos dados e a cada momento surgem novas informações rompendo as fronteiras de conhecimento.
No âmbito da comunicação, os jornais se destacam como fontes históricas de informação. Ao analisar retrospectivamente as publicações, pode-se conhecer o contexto da época, os comportamentos, as temáticas propostas, construindo um retrato pretensamente completo. Na visão de Teixeira (2008), destaca-se a relevância que os jornais tiveram e tem, não apenas como um elemento importante na reconstrução da história, mas no acompanhamento dos fatos relatados no contexto histórico, político, social daquele local e de sua circulação enquanto uma imagem histórica daquele momento.
Destarte, os jornalistas têm responsabilidade com a apuração dos fatos, dos acontecimentos de forma séria, com compromisso da verossimilhança. Os fatos não podem ser inventados, criados, como na ficção, eles devem mostrar a realidade, elucidando os elementos, os aspectos cruciais que compõem a produção das notícias.
De acordo, com essa linha de pensamento, a verossimilhança dos jornalistas existe, enquanto a neutralidade não existe na produção das notícias, dos fatos. Conforme Teixeira (2008, p.58), o jornalista tem influência nos “resultados de uma rede de circunstância, na qual essa rede terá um lugar e nunca um não-lugar de onde ele fala ou expõe suas ideias”, a partir dessa acepção os conceitos de imparcialidade e objetividade são quebrados, visto que cada jornalista tem um estilo próprio, os textos não seriam heterogêneos. Na visão de Teixeira (2008, p. 58), “essa peculiaridade insiste-se, não exime o jornal e, tampouco, o jornalista, de expor o fato de maneira mais correta, precisa, honesta e responsável é possível”, o que ser um princípio da prática jornalística.