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teóricas e todas as questões formais até este ponto do relatório.

Nota Existem outros factores que não estão equacionados nestes gráficos, nem na recolha de dados da OCDE. A desigualdade de género, salário míni- mo, condições do mercado de trabalho, o ambiente económico e a cultura e variação de campos de trabalho.

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08 Corpo

1

No primeiro conjunto de dados apresentamos a taxa de empregabili- dade entre os 25-64 anos, dividida em três gráficos com a represen- tação dos diferentes níveis de ensino. Os dados representados neste gráfico têm uma componente muito forte de comparação. É impor- tante conseguirmos visualizar as diferenças entre os valores percen- tuais dos países e compara-los tanto entre eles, como com Portugal. No livro “The functional art” de Alberto Cairo podemos ler, tendo como referência o esquema percetual dos elementos de Cleveland e Mc- Gill,“When the goal is to allow readers to make accurate comparisons, a chart based on bars or lines sitting on a single horizontal or vertical axis beats other forms of representation.” 3 T3 Por isso, foi escolhido

o gráfico de barras verticais para o primeiro gráfico da infografia. Para além disso, para os três gráficos, foi usada a mesma escala e a mesma proporcionalidade que, apoiadas com uma grelha vertical, acentuam a correta correlação entre os diferentes valores.

1 Neste capítulo é analisado cada uma

das escolhas feitas relacionada com estrutura e design do gráfico, desde da forma à cor.

08.1.1 Taxa de empregabilidade Gráfico 1

2 Esse artigo foi publicado no Journal

of the American Statistical Association,

intitulado de “Graphical perception:

theory, experimentation and application to the develpment of graphical metohds”, “A percepção gráfica: teoria, experimen- tação e aplicação para o desenvolvi- mento de métodos gráficos”. Trinta anos

após a publicação, muitos dos seus conteúdos ainda são relevantes para uma compreensão racional dos gráficos de informação e visualização.

Imagem adaptada do esquema de William S. Cleveland e Robert McGill, presente no livro de Alberto Cairo, “The functional art”, pág. 118-123.

3 New Riders, Califórnia, 2013. Pág. 121

T3 “Quando o objetivo é permitir que os

leitores façam comparações precisas, um gráfico baseado em barras ou linhas posicionadas num único eixo horizontal ou vertical supera outras formas de representação.”

08.1 Forma

Um dos fatores mais importantes para a construção de qualquer infografia é a escolha da forma. William S. Cleveland e Robert McGill, dois estatísticos da empresa AT&T Bell, publicaram um artigo em 1984 onde criaram um esquema guia para a escolha da forma mais adequada a cada tipo de dados,2 distinguindo cada uma das formas como mais ou menos precisa para o leitor na visualização dos dados.

Permite julgamentos mais precisos

Permite julgamentos mais genéricos

Posição ao longo de uma escala comum Posição ao longo de escalas não alinhadas

Comprimento Direção Ângulo

Volume Curvatura Brilho Saturação Area

69 08.1.2 Ganho salariais Gráfico 2

08.1.3 Taxa de transição escola - trabalho Gráfico 3

No segundo gráfico a comparação também é uma das premissas essenciais, mas o objetivo principal não é permitir comparações precisas ou classificar valores. Neste grupo de dados é mais interes- sante para o leitor ter a perceção do comportamento de uma variável no gráfico e perceber a mudança da sua localização no eixo X e Y. Cairo considera o esquema de Cleveland e McGill uma ferramenta inestimável para a construção de infografias, mas, como qualquer ferramenta, existem nuances e exceções dependendo do contexto dos dados e da sua representação. Neste caso, devem ser explora- dos elementos considerados por Cleveland e McGill menos precisos, como a direção. Ao usarmos o elemento da direção, conseguimos atingir valores como a continuidade, a progressão ou a regressão de uma variável. Ao longo do gráfico o leitor consegue perceber, quase de imediato, em qual dos níveis de ensino é que a taxa de população cresce à medida que também aumenta o valor salarial.

No terceiro e último gráfico da infografia deparámo-nos com um tipo de dados distintos. Enquanto que no gráfico 1 e 2 apresentamos valores em comparação ou em tendência, no Gráfico 3 apresentamos áreas, que totalizam o valor de 100% no conjunto dos Estudantes e os Não Estudantes. Razão pela qual foi escolhido o gráfico circular que mostra o valor total da unidade e se divide representando as duas variáveis principais. Apesar desta forma de representação ser considerada por Cleveland e McGill muito menos eficaz do que os outros tipos de gráficos, esta é a melhor forma para apresentar um valor total, uma vez que a forma circular está associada à unidade. Mas existem muitos cuidados a ter com este gráfico, uma vez que as áreas e os ângulos dificultam a perceção do leitor. Donna Wong 4 dá-nos algumas considerações a ter quando utilizamos um gráfico circular: não se deve repartir mais de cinco vezes; a leitura do gráfi- co deve ser feita de acordo com a leitura de um relógio, o valor mais relevante deve começar nas 12h da direita para a esquerda; o valor mais baixo ou mais irrelevante para o estudo cai o mais perto das 6h possível; realça a parte mais importante através da cor ou sombra; não uses outro gráfico circular para repartir uma parte do gráfico original.Desta última regra, surgiu a decisão de repartir cada uma das partes do gráfico em barras segmentadas. A leitura mantém-se a mesma, através de áreas, mas desta vez a unidade está na união de todos os segmentos realçados pela cor e diferenças de brilho.

4 Discurso retirado do livro “Guide to

Infomration Graphics – The Dos and the Dont’s of Presenting Data, Facts, and Figures” W. W. Norton & Company Ltd.

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Para além da forma gráfica, existem outros elementos a ter em consideração na construção da infografia. Desde a cor, escala, tex- tura, volumetria e transparência. Muitos destes elementos já estão incorporados na escolha da forma e estruturação do gráfico. Por isso, de todos o mais relevante para o meu estudo é a cor. Dona M. Wong diz que “What really makes a chart effective are font, color and design and the depth of critical analysis displayed” ,5 T5 explorando cada um

destes elementos. Na cor, segundo Wong 6, existem três atributos principais - tonalidade, saturação e brilho. Como tonalidade, ou tom, podemos interpretar como normalmente nos referimos à cor, por exemplo, vermelho, azul e verde são três cores/tons distintos que podem ser agrupadas em cores de tom quente ou tom frio. Na visua- lização de informação as cores quentes parecem maiores no papel, conseguindo-se sobrepor às cores frias mesmo quando usadas em percentagens iguais, isso acontece pela capacidade de as cores quentes parecerem mais perto à perceção do olhar humano. Em relação à saturação e brilho, a autora explica a saturação de uma cor como a sua intensidade. Sendo que, dentro do mesmo tom, podemos ter diferentes níveis de saturação e consecutivamente diferentes níveis de leitura. O brilho está diretamente ligado à quantidade de preto no tom, tornando-o mais claro ou mais escuro.

Dona Wong aconselha, para o tratamento de qualquer tipo de dados, a escolha sensata e consciente de uma palete de cores. A palete de cores ideal é aquela que inclui tons, como o azul, vermelho e verde e três variáveis desses tons, como o amarelo, laranja e roxo. Assim conseguimos, com menos cores, acoplar todos os elementos dos gráficos e manter a coerência e veracidade dos dados. Nos gráficos 1, 2 e 3 foi usada a palete de cores da EDULOG 7 - azul, verde, laran- ja, roxo e rosa. Cada uma dessas cores representa um conjunto de dados, diferenciando as variáveis através da saturação e do brilho da cor. No Gráfico 1 foi usava a cor azul (Pantone 298), no Gráfico 2 a cor verde (Pantone 3268C) e no Gráfico 3 o laranja (Pantone 716C). O rosa está associado aos diagramas na coluna das conclusões e a cor preto e cinza ao texto, à estruturação do gráfico e a todas as informa- ções externa às variáveis. Mais do que um gosto pessoal, a cor deve ser usada conforme o contexto do gráfico, sendo um dos elementos mais fortes para a sua compreensão, integração e comunicação. 08.2 Cor

5 Citação retirada do livro “Guide to

Infomration Graphics – The Dos and the Dont’s of Presenting Data, Facts, and Figures” W. W. Norton & Company Ltd.

New York, 2010. Pág. 19

T5 “O que realmente torna um gráfico

efetivo é a fonte, cor e design e a profun- didade da análise crítica exibida.” 6 Discurso retirado do livro “Guide to

Infomration Graphics – The Dos and the Dont’s of Presenting Data, Facts, and Figures” W. W. Norton & Company Ltd.

New York, 2010. Pág. 36-47

7 Palete de cores EDULOG,

usada em todo o projeto.

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09 Validação

De forma a poder validar a escolha da forma e da cor em cada um dos gráficos, apresentei-os a um grupo de 65 pessoas com idades compreendidas entre os 18 e os 26 anos. Apesar de este não ser um grande volume de estudo, este grupo no meu projeto representa o publico mais crítico: jovens estudantes do ensino superior, envolvi- dos com área de design e comunicação.

O questionário 1 está divido em quatro questões (cinco, no caso do Gráfico 1). As duas primeiras estão relacionadas com a escolha da forma gráfica e as outras com a escolha cromática. Para uma maior veracidade dos dados, o questionário foi apresentado através de um suporte visual projetado 2 para todo o grupo de estudo.

1 O questionário podem ser consultado

na pasta Anexos - 09 - Questionário do formato digital deste relatório.

Questão 1 e 2:

1. Em qual dos modelos obtém mais rapidamente toda a informação?

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